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Crise na bolsa americana só afeta Brasil se houver problema de crédito


Do Diário do Grande ABC

22/04/2000 | 13:26


O Brasil só será afetado pela crise da bolsa dos Estados Unidos se a situaçao se agravar a ponto de provocar problemas de crédito, acredita o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Luiz Fernando Figueiredo. Ou seja, caso instituiçoes financeiras americanas tenham problemas em conseqüência das turbulências no mercado de açoes.

Em sua avaliaçao, hoje o Brasil depende mais do crescimento mundial do que dos capitais de curto prazo. O diretor do BC lembra que uma quebradeira das instituiçoes seria fruto de um ajuste brusco da economia dos Estados Unidos, que tem crescido de forma nao sustentável, na opiniao de alguns analistas.

Figueiredo ressalta que a economia americana tem registrado um ritmo de crescimento muito forte nos últimos anos. No semestre passado, o aumento foi equivalente a 6% ao ano e, acredita ele, nao seria razoável pensar que os EUA poderiam continuar neste ritmo.

"O Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) tem aumentado os juros, mas a resposta tem sido inexistente", avalia Figueiredo. Segundo ele, o que o Fed espera nao está acontecendo ainda. "Mais de 50% da populaçao americana investe em açoes, que subiram muito", disse. "A oscilaçao das bolsas foi o primeiro sinal que esta confiança da populaçao pode diminuir, o que é positivo."

O grande risco seria que a turbulência do mercado acionário afetasse negativamente as instituiçoes, promovendo um movimento de quebra no sistema financeiro como peças de dominó. De acordo com Figueiredo, este seria um efeito colateral da crise. "Mas, nao parece ser o caso", comentou.

Ele explicou que, nos Estados Unidos, a alavancagem de cada investidor no mercado de renda variável é pequena porque, na compra de açoes, só é permitido o financiamento de 50%. No caso de renda fixa, é de até 90%.

"Ao que parece, o que está acontecendo é um ajuste de preço rápido e forte", afirmou o diretor do BC. "Esse processo pode ajudar num 'soft landing' (pouso suave) da economia, ou seja, fazer com que as pessoas tenham cada vez menos a sensaçao de riqueza e, assim, passem a consumir menos", explicou.

Figueiredo considera que ainda é cedo para dizer que o risco acabou. "Mas diminuiu bastante, quando a volatilidade do mercado ficou menor."



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