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Baixa renda sofre com alta nos alimentos

Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

12/11/2010 | 07:12


Se por um lado os consumidores estão confiantes na economia e existe maior facilidade para as compras, principalmente pela farta oferta de crédito, por outro os preços não param de subir. E quem sofre mais são as famílias com menor poder aquisitivo.

Com o aumento ocorrido nos alimentos em outubro, a população de baixa renda sentiu maior impacto. Enquanto a cesta básica representa pequena parte do orçamento dos consumidores mais abastados, o peso é relevante para os mais pobres.

O assistente de coordenação do indicador de inflação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Lúcio Flávio Dantas, explica que não há como bater o martelo sobre a cesta de consumo de uma família. "Mas na média, aquelas com menor renda gastam mais para se alimentar."

Pesquisa do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), divulgada ontem, mostra que os mais pobres, alem de gastarem mais do salário para comer, também pagaram mais caro por esses produtos. De acordo com o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor com renda mensal entre R$ 510 e R$ 1.275), o preço médio dos alimentos subiu 1,72%.

No mesmo período, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) captou alta de 1,89% no grupo alimentos e bebidas. Este indicador contempla a variação dos preços para domicílios, no País inteiro, com orçamento mensal de até 40 salários-mínimos. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é responsável pela apuração.

Acrescentando outros preços de produtos e serviços, a população de baixa renda teve maior impacto do que a média nacional. Enquanto o IPCA variou 0,75% no mês passado, o IPC-C1 teve alta de 0,80%, pois os alimentos pesam mais no cálculo. O IPC-Br, do Ibre/FGV, que apura a inflação para famílias com renda mensal de até 33 salários-mínimos, subiu 0,59%.



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