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Ação pioneira irá monitorar balões ao redor da petroquímica

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tecnologia importada será implantada pela
Braskem a fim de evitar riscos de acidentes


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

28/06/2015 | 07:00


Como precaução a graves acidentes que podem acontecer com a queda de um balão, ainda principalmente sobre áreas industriais, a petroquímica Braskem começará a executar em agosto projeto pioneiro para monitorar o risco de ocorrências envolvendo esses objetos infláveis. A ação será feita por meio de uma tecnologia importada dos Estados Unidos que utiliza câmera térmica, além de um modelo visual, chamado speed dome. A implantação começará pela unidade da empresa em Mauá.

O aparato, segundo o engenheiro de segurança responsável pelo gerenciamento de emergência das unidades de polímeros da Braskem, Carlos Eduardo Silva, é muito utilizada em campos de guerra, para detectar invasão.

“É uma tecnologia bastante difundida fora do Brasil e, com um pouco de criatividade, a gente viu que poderia utilizar para o monitoramento do risco de queda de balão. É a primeira vez que ela será empregada para esse objetivo”, ressalta Silva.

A proposta começou a ser pensada dois anos atrás, períodos em que foram registrados os maiores índices de queda de balões no entorno do complexo desde 2001: em 2013, aconteceram 118 ocorrências, saltando para 207 em 2014. A preocupação se justifica devido ao uso de produtos inflamáveis pelas empresas do Polo Petroquímico. O contato desses materiais com os artefatos – que possuem papel e combustível – pode ocasionar incêndios e até explosões de grandes proporções.

Na época de festas juninas, a incidência aumenta ainda mais. No ano passado, por exemplo, 70% dos casos ocorreram entre junho e agosto. No entanto, o alerta é permanente. Nos cinco primeiros meses deste ano, 25 balões caíram nos arredores do Polo.

Silva explica como funcionará o processo, que será implantado daqui a dois meses. “A gente vai colocar uma câmera térmica com outra visual para que uma parte de maior risco seja monitorada. O sistema consegue gerar um alarme automático quando o balão entra em um raio delimitado – no caso, de meio quilômetro de aproximação – e as equipes de emergência se antecipam na possibilidade de ele cair dentro da unidade.” Entre a aquisição das câmeras e a mobilização de serviço para instalação, foram investidos cerca de R$ 200 mil.

Até agora, para conter os possíveis incidentes, é realizada vigilância constante por meio das pessoas que atuam nas fábricas do Polo. Com a tecnologia, o trabalho ganhará mais precisão. “Com as câmeras, faremos com que elas sejam os nossos olhos e enxerguem mais do que nós podemos”, conclui Silva.

Empresa pretende ampliar o projeto

O projeto de monitoramento de balões que será implantado na Braskem de Mauá deverá ser estendido para a planta de Santo André. A ideia é dar cobertura não somente para área industrial, mas também a uma parcela do município. “Pretendemos, para o próximo ano, aumentar o alcance das lentes das câmeras, que pode chegar até cinco quilômetros, e monitorar um pouco da cidade. Com isso, enviaremos alertas sobre o risco da queda do balão por mensagem de celular para órgãos como o Corpo de Bombeiros”, explica o engenheiro de segurança e responsável pelo gerenciamento de emergência das unidades de polímeros da Braskem, Carlos Eduardo Silva.

O profissional chama a atenção da incidência de soltura de balões no Grande ABC, se comparada a outras localidades onde a Braskem também está presente. “A partir do momento em que a gente se instalou aqui, vimos que o índice de queda de balão dentro do complexo era grande em relação a outros locais. No Polo de Camaçari, na Bahia, por exemplo, que tem uma tradição muito forte de festa junina, não há registros dessas ocorrências”, salienta. De 2001 a 2014, 946 objetos infláveis caíram no entorno do Polo Petroquímico de Capuava.

Segundo a lei 9.065/98, soltar balões é crime, assim como fabricar, vender ou transportar. A pena prevista é de multa ou detenção de um a três anos, ou ambas as penas cumulativamente. 



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