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Vem aí novo ciclo de investimentos


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2009 | 07:00


A indústria automobilística prepara novo ciclo de investimentos para alavancar a capacidade produtiva no Brasil nos próximos três anos. Os números ainda não são todos conhecidos, mas, somados, devem atingir R$ 10 bilhões - apenas com a injeção de recursos pelas montadoras programada a partir do ano que vem para ampliação das linhas e projetos de renovação e lançamento de novos produtos.

O primeiro destes anúncios deve ser feito hoje pelo presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, na fábrica de Camaçari (região metropolitana de Salvador), com presença do presidente Lula, que estará na capital baiana para receber o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas.

Com a capacidade esgotada - produção acima das 230 mil unidades/ano - o investimento pode garantir a expansão do complexo industrial. Embora o aporte seja feito na Bahia, o Grande ABC não fica de fora.

Há duas semanas, Oliveira anunciou injeção de R$ 370 milhões em produtos e na linha de produção de caminhões na fábrica de São Bernardo. Os recursos serão aplicados nos próximos três anos.

É certo também que a Volkswagen fará investimento na fábrica da Anchieta, também em São Bernardo. "Gostaríamos de dar um presente aos funcionários no ano em que a unidade completa oficialmente 50 anos", afirmou Thomas Schmall, presidente da Volks no Brasil. Ele aguarda aprovação da matriz para anunciar, ainda este mês, quanto a montadora investirá no Brasil.

Os recursos serão aplicados para renovar e fortalecer a linha de produção, além de garantir a renovação de produtos. Schmall disse que o aporte vai garantir o planejamento para os próximos dez anos.

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, afirmou que o momento é propício para a retomada de investimentos, já que o País demonstrou ter mercado maduro em tempos de crise.

Segundo Schneider, no planejamento, as montadoras trabalham com perspectivas para 12 meses (curto prazo), três anos (médio período) e de dez anos (longo período). Nestes cenários, a indústria já está projetando mercado acima das 4 milhões de unidades nos próximos quatro anos.

Schmall disse que a Volks planeja, em 2014, vender 1 milhão de veículos no mercado brasileiro. Em 2008, a montadora comercializou 546.422 unidades - 487.705 automóveis e 58.717 comerciais leves. Neste ano, a expectativa é de crescimento acima do mercado, que deve encerrar 2009 com 3,2 milhões de unidades produzidas - alta de 7% sobre 2008.

O vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou que a montadora decidiu investir R$ 1 bilhão por ano no Brasil nos próximos cinco anos, além de apressar a construção da fábrica de motores em Joinville (SC), que aguarda licença ambiental.

Capacidade instalada no Brasil chega a 4 milhões de unidades

Para a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o Brasil tem capacidade instalada para produzir 4 milhões de unidades. Como deve encerrar o ano com produção em torno de 3 milhões, está utilizando cerca de 80% da capacidade instalada.

"No papel nós temos esta capacidade instalada de 4 milhões, mas só vamos confirmá-la se precisarmos usá-la na prática", afirmou Jackson Schneider, presidente da Anfavea.

Para o dirigente, uma margem de segurança para a indústria é trabalhar com 85% da capacidade de produção. Nos últimos cinco anos, quando o mercado brasileiro quase dobrou, a produção foi bastante exigida, quase levando a um estresse de toda a cadeia produtiva.

"Um bom ritmo de crescimento para os próximos anos seria entre 5% e 7%, já que a indústria poderia planejar melhor o seu desenvolvimento, mantendo a rentabilidade", acredita Schneider.

Dentro do planejamento de investimento para os próximos anos, está a incógnita das exportações, que neste ano, por conta da crise mundial, deve fechar com queda de 40%, em relação a 2008 - em unidades e faturamento.

Pela primeira vez em 11 anos, o Brasil vai importar mais carros do que exportar. Até este mês, o déficit já soma US$ 2,5 bilhões.

Empresas de autopeças também sofrem queda. As exportações do setor para 170 países somaram US$ 4,5 bilhões de janeiro a setembro - valor 43% menor que o registrado em igual período de 2008. As importações, de 128 mercados, diminuíram 35%, passando a US$ 6,3 bilhões. Com isso, o déficit da balança subiu de US$ 1,75 bilhão para US$ 1,76 bilhão.



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Vem aí novo ciclo de investimentos

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2009 | 07:00


A indústria automobilística prepara novo ciclo de investimentos para alavancar a capacidade produtiva no Brasil nos próximos três anos. Os números ainda não são todos conhecidos, mas, somados, devem atingir R$ 10 bilhões - apenas com a injeção de recursos pelas montadoras programada a partir do ano que vem para ampliação das linhas e projetos de renovação e lançamento de novos produtos.

O primeiro destes anúncios deve ser feito hoje pelo presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, na fábrica de Camaçari (região metropolitana de Salvador), com presença do presidente Lula, que estará na capital baiana para receber o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas.

Com a capacidade esgotada - produção acima das 230 mil unidades/ano - o investimento pode garantir a expansão do complexo industrial. Embora o aporte seja feito na Bahia, o Grande ABC não fica de fora.

Há duas semanas, Oliveira anunciou injeção de R$ 370 milhões em produtos e na linha de produção de caminhões na fábrica de São Bernardo. Os recursos serão aplicados nos próximos três anos.

É certo também que a Volkswagen fará investimento na fábrica da Anchieta, também em São Bernardo. "Gostaríamos de dar um presente aos funcionários no ano em que a unidade completa oficialmente 50 anos", afirmou Thomas Schmall, presidente da Volks no Brasil. Ele aguarda aprovação da matriz para anunciar, ainda este mês, quanto a montadora investirá no Brasil.

Os recursos serão aplicados para renovar e fortalecer a linha de produção, além de garantir a renovação de produtos. Schmall disse que o aporte vai garantir o planejamento para os próximos dez anos.

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, afirmou que o momento é propício para a retomada de investimentos, já que o País demonstrou ter mercado maduro em tempos de crise.

Segundo Schneider, no planejamento, as montadoras trabalham com perspectivas para 12 meses (curto prazo), três anos (médio período) e de dez anos (longo período). Nestes cenários, a indústria já está projetando mercado acima das 4 milhões de unidades nos próximos quatro anos.

Schmall disse que a Volks planeja, em 2014, vender 1 milhão de veículos no mercado brasileiro. Em 2008, a montadora comercializou 546.422 unidades - 487.705 automóveis e 58.717 comerciais leves. Neste ano, a expectativa é de crescimento acima do mercado, que deve encerrar 2009 com 3,2 milhões de unidades produzidas - alta de 7% sobre 2008.

O vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou que a montadora decidiu investir R$ 1 bilhão por ano no Brasil nos próximos cinco anos, além de apressar a construção da fábrica de motores em Joinville (SC), que aguarda licença ambiental.

Capacidade instalada no Brasil chega a 4 milhões de unidades

Para a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o Brasil tem capacidade instalada para produzir 4 milhões de unidades. Como deve encerrar o ano com produção em torno de 3 milhões, está utilizando cerca de 80% da capacidade instalada.

"No papel nós temos esta capacidade instalada de 4 milhões, mas só vamos confirmá-la se precisarmos usá-la na prática", afirmou Jackson Schneider, presidente da Anfavea.

Para o dirigente, uma margem de segurança para a indústria é trabalhar com 85% da capacidade de produção. Nos últimos cinco anos, quando o mercado brasileiro quase dobrou, a produção foi bastante exigida, quase levando a um estresse de toda a cadeia produtiva.

"Um bom ritmo de crescimento para os próximos anos seria entre 5% e 7%, já que a indústria poderia planejar melhor o seu desenvolvimento, mantendo a rentabilidade", acredita Schneider.

Dentro do planejamento de investimento para os próximos anos, está a incógnita das exportações, que neste ano, por conta da crise mundial, deve fechar com queda de 40%, em relação a 2008 - em unidades e faturamento.

Pela primeira vez em 11 anos, o Brasil vai importar mais carros do que exportar. Até este mês, o déficit já soma US$ 2,5 bilhões.

Empresas de autopeças também sofrem queda. As exportações do setor para 170 países somaram US$ 4,5 bilhões de janeiro a setembro - valor 43% menor que o registrado em igual período de 2008. As importações, de 128 mercados, diminuíram 35%, passando a US$ 6,3 bilhões. Com isso, o déficit da balança subiu de US$ 1,75 bilhão para US$ 1,76 bilhão.

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