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Com Petrobras, entrada de recursos bate recorde



30/09/2010 | 07:02


As quatro primeiras semanas de setembro já registraram o ingresso de US$ 14,456 bilhões pelo fluxo financeiro, segmento onde são registradas as transferências de dólares para o Brasil para compra de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, investimentos produtivos, entre outras operações.

Mesmo sem os quatro últimos dias do mês, o dado preliminar já é novo recorde histórico para todos os meses desde o início da série histórica em 1982. A nova marca acontece em meio ao processo de capitalização da Petrobras, operação que atraiu grande interesse internacional.

O recorde anterior havia sido registrado em outubro de 2009, quando o fluxo financeiro foi positivo em US$ 13,106 bilhões. Naquele mês, a filial brasileira do espanhol Santander lançou ações ao mercado e atraiu grande interesse de investidores fora do Brasil.

Neste mês, a Petrobras passa a ser o principal ponto de atração dos capitais internacionais graças à maior operação de aumento de capital realizada até hoje no mundo. Do outro lado, o pior mês da história no fluxo financeiro foi dezembro de 2006, quando US$ 11,265 bilhões fugiram do Brasil em direção aos países de origem do capital.

DIA NA BOVESPA
A alta firme das ações de Petrobras fez toda a diferença, salvando a Bovespa de uma realização de lucros mais acentuada ontem, marcada por perdas nas bolsas norte-americanas e europeias.

Após alternar pequenas altas e baixas no decorrer do pregão, o Ibovespa encerrou a jornada no zero a zero, no mesmo nível da véspera, aos 69.228,24 pontos. Petrobras, que engatou o sinal positivo logo após a abertura, foi ampliando a velocidade de alta e acabou fechando nas máximas do dia. As preferenciais subiram 3%, valendo R$ 27,50, e as ordinárias registraram valorização de 2,89%, a R$ 30,95.

Os papéis da petrolífera foram impulsionados por compras de grandes investidores estrangeiros, segundo operadores que acompanham de perto o fluxo financeiro na Bolsa. Isso explica o elevado volume de negócios: R$ 3,288 bilhões, ou 35% do movimento financeiro da Bovespa, que se fortaleceu na reta final do pregão, alcançando R$ 9,363 bilhões.

Essa alta de Petrobras é resultado ainda do ajuste de posições tendo em vista a nova carteira do índice MSCI, referência internacional importante do mercado de ações, que passa a vigorar a partir de hoje, dia 30. A participação da estatal no índice MSCI Brazil vai subir de 16% para 21% e no MSCI Latam, o peso passará de 11% para 14,5%.



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Com Petrobras, entrada de recursos bate recorde


30/09/2010 | 07:02


As quatro primeiras semanas de setembro já registraram o ingresso de US$ 14,456 bilhões pelo fluxo financeiro, segmento onde são registradas as transferências de dólares para o Brasil para compra de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, investimentos produtivos, entre outras operações.

Mesmo sem os quatro últimos dias do mês, o dado preliminar já é novo recorde histórico para todos os meses desde o início da série histórica em 1982. A nova marca acontece em meio ao processo de capitalização da Petrobras, operação que atraiu grande interesse internacional.

O recorde anterior havia sido registrado em outubro de 2009, quando o fluxo financeiro foi positivo em US$ 13,106 bilhões. Naquele mês, a filial brasileira do espanhol Santander lançou ações ao mercado e atraiu grande interesse de investidores fora do Brasil.

Neste mês, a Petrobras passa a ser o principal ponto de atração dos capitais internacionais graças à maior operação de aumento de capital realizada até hoje no mundo. Do outro lado, o pior mês da história no fluxo financeiro foi dezembro de 2006, quando US$ 11,265 bilhões fugiram do Brasil em direção aos países de origem do capital.

DIA NA BOVESPA
A alta firme das ações de Petrobras fez toda a diferença, salvando a Bovespa de uma realização de lucros mais acentuada ontem, marcada por perdas nas bolsas norte-americanas e europeias.

Após alternar pequenas altas e baixas no decorrer do pregão, o Ibovespa encerrou a jornada no zero a zero, no mesmo nível da véspera, aos 69.228,24 pontos. Petrobras, que engatou o sinal positivo logo após a abertura, foi ampliando a velocidade de alta e acabou fechando nas máximas do dia. As preferenciais subiram 3%, valendo R$ 27,50, e as ordinárias registraram valorização de 2,89%, a R$ 30,95.

Os papéis da petrolífera foram impulsionados por compras de grandes investidores estrangeiros, segundo operadores que acompanham de perto o fluxo financeiro na Bolsa. Isso explica o elevado volume de negócios: R$ 3,288 bilhões, ou 35% do movimento financeiro da Bovespa, que se fortaleceu na reta final do pregão, alcançando R$ 9,363 bilhões.

Essa alta de Petrobras é resultado ainda do ajuste de posições tendo em vista a nova carteira do índice MSCI, referência internacional importante do mercado de ações, que passa a vigorar a partir de hoje, dia 30. A participação da estatal no índice MSCI Brazil vai subir de 16% para 21% e no MSCI Latam, o peso passará de 11% para 14,5%.

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