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Em ajuste a Copom, dólar abre em queda; exterior favorece emergentes antes de BCE



21/01/2021 | 09:52


O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (21) com o mercado se ajustando às mudanças na comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) de ontem à noite. O comunicado provocou a antecipação para o segundo trimestre do início de alta da taxa Selic nos cenários de boa parte dos economistas. A fraqueza do dólar ante a maioria das emergentes e rivais fortes favorece esse movimento, tendo como contraponto as dificuldades da vacinação em massa e o avanço da transmissibilidade com novas variantes do coronavírus, que aumentam os riscos e a incerteza fiscais no Brasil.

A sessão pode, contudo, ter uma briga entre os investidores que interpretaram o Copom mais "hawkish" e aqueles que fixaram a atenção no fato de a autoridade monetária afirmar que os choques nos preços ainda são temporários. "As leituras diferentes e as ênfases que o mercado pode dar ao comunicado do Copom vão gerar muita 'briga' hoje", diz Cleber Alessie Machado Neto, gerente da mesa de derivativos financeiros da corretora Commcor. O comunicado do comitê pontua que "o fim do 'forward guidance' não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros".

Às 9h33, o dólar desacelerava a queda e marcava máxima aos R$ 5,2625 (-0,93%) no mercado à vista. No futuro, foi aos R$ 5,264 (-0,54%).

O fortalecimento do real baseia-se no fato de o Banco Central (BC) ficar "livre" para iniciar ao ciclo de aperto monetário sem essa "orientação futura", como escreveu a jornalista Denise Abarca, do Estadão/Broadcast, em comentário "Sem as amarras do 'forward guidance', o BC tem mais liberdade para subir a Selic e, assim atrair fluxo, especialmente diante da certeza de que os juros no exterior estarão baixos nos próximos anos, melhorando a percepção sobre o diferencial de taxas. Mas o efeito também não deve ser muito significativo ou duradouro, pois a queda nas cotações da divisa tem atraído compras. Além disso, o cenário fiscal adverso pesa contra a exposição ao risco da moeda brasileira."

Na agenda do dia, a ação e a comunicação do Banco Central Europeu (BCE), depois da abertura do mercado no Brasil (9h45), são prioridade nas mesas de analistas macroeconômicos. A expectativa é de poucas novidades mas de um discurso "dovish" da presidente Christine Lagarde, segundo a LCA Consultores.

Às 9h40, o dólar caía ante a maioria das divisas emergentes e ligadas a commodities com exceção do rublo russo (+0,75%), do won sul-coreano (+0,31%) e da rupia indiana (+0,07%). O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas de economias desenvolvidas, também está em queda (-0,34%). O movimento é motivado, em parte, pelo otimismo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre a aprovação de um novo pacote de estímulo fiscal no País.



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Em ajuste a Copom, dólar abre em queda; exterior favorece emergentes antes de BCE


21/01/2021 | 09:52


O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (21) com o mercado se ajustando às mudanças na comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) de ontem à noite. O comunicado provocou a antecipação para o segundo trimestre do início de alta da taxa Selic nos cenários de boa parte dos economistas. A fraqueza do dólar ante a maioria das emergentes e rivais fortes favorece esse movimento, tendo como contraponto as dificuldades da vacinação em massa e o avanço da transmissibilidade com novas variantes do coronavírus, que aumentam os riscos e a incerteza fiscais no Brasil.

A sessão pode, contudo, ter uma briga entre os investidores que interpretaram o Copom mais "hawkish" e aqueles que fixaram a atenção no fato de a autoridade monetária afirmar que os choques nos preços ainda são temporários. "As leituras diferentes e as ênfases que o mercado pode dar ao comunicado do Copom vão gerar muita 'briga' hoje", diz Cleber Alessie Machado Neto, gerente da mesa de derivativos financeiros da corretora Commcor. O comunicado do comitê pontua que "o fim do 'forward guidance' não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros".

Às 9h33, o dólar desacelerava a queda e marcava máxima aos R$ 5,2625 (-0,93%) no mercado à vista. No futuro, foi aos R$ 5,264 (-0,54%).

O fortalecimento do real baseia-se no fato de o Banco Central (BC) ficar "livre" para iniciar ao ciclo de aperto monetário sem essa "orientação futura", como escreveu a jornalista Denise Abarca, do Estadão/Broadcast, em comentário "Sem as amarras do 'forward guidance', o BC tem mais liberdade para subir a Selic e, assim atrair fluxo, especialmente diante da certeza de que os juros no exterior estarão baixos nos próximos anos, melhorando a percepção sobre o diferencial de taxas. Mas o efeito também não deve ser muito significativo ou duradouro, pois a queda nas cotações da divisa tem atraído compras. Além disso, o cenário fiscal adverso pesa contra a exposição ao risco da moeda brasileira."

Na agenda do dia, a ação e a comunicação do Banco Central Europeu (BCE), depois da abertura do mercado no Brasil (9h45), são prioridade nas mesas de analistas macroeconômicos. A expectativa é de poucas novidades mas de um discurso "dovish" da presidente Christine Lagarde, segundo a LCA Consultores.

Às 9h40, o dólar caía ante a maioria das divisas emergentes e ligadas a commodities com exceção do rublo russo (+0,75%), do won sul-coreano (+0,31%) e da rupia indiana (+0,07%). O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas de economias desenvolvidas, também está em queda (-0,34%). O movimento é motivado, em parte, pelo otimismo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre a aprovação de um novo pacote de estímulo fiscal no País.

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