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Atendentes de UBS usam máscaras


Célia Maria Pernica
Do Diário do Grande ABC

31/01/2008 | 07:01


Funcionários da UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Rosa, em São Bernardo, trabalharam de máscara ontem, devido à obra que vem sendo feita no local. A unidade está em reforma há duas semanas, mas continua atendendo a população.

A diretora do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) de São Bernardo, Cláudia Antonia Bezerra, 38 anos, afirma que as melhorias são necessárias, mas as condições de trabalho estão muito ruins. “Os funcionários andam no meio da obra para pegar arquivos e irem ao banheiro”, diz.

Cláudia conta ainda que no andar em reforma funciona o atendimento pediátrico e setor de aplicação de vacinas. “As crianças que precisam de inalação aqui só inalam pó”, afirma.

Segundo a sindicalista, o ideal seria o fechamento temporário da unidade ou o remanejamento para outro local até a finalização da obra. “Só não pode continuar essa situação de risco à saúde dos funcionários e dos munícipes.”

O aposentado Gonçalo Barbosa da Silva, 55 anos, que mora em frente à UBS, diz que a poeira é tanta que forma nuvens de fumaça. “Às vezes, nem dá para ver a fachada da unidade.” Lúcia Cardoso, 45 anos, usuária do posto conta que a reforma está separada do atendimento, mas que a poeira incomoda sempre. “A situação não é boa, principalmente para as crianças, mas é melhor do que ficar sem atendimento”, pondera.

RESPOSTA

O diretor de Atenção Primária à Saúde de São Bernardo, responsável pelas UBSs, Stefanos Lazarou, explica que a obra é necessária devido ao crescimento da população na área. Segundo o médico, a unidade não pode ser fechada por ser serviço de saúde. “Temos 25 mil pessoas cadastradas e cerca de 3.000 atendimentos mensais. Não tem como fechar uma unidade desse porte, iria sobrecarregar outras unidades.”

Lazarou garante que todas as medidas de segurança foram tomadas e que os setores em obras estão isolados. “Não temos nenhuma queixa de funcionários ou munícipes quanto a problemas de saúde relacionados com a reforma. A obra faz parte do processo de melhorias”, defende. A previsão para encerramento dos trabalhos é de 15 dias.


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Atendentes de UBS usam máscaras

Célia Maria Pernica
Do Diário do Grande ABC

31/01/2008 | 07:01


Funcionários da UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Rosa, em São Bernardo, trabalharam de máscara ontem, devido à obra que vem sendo feita no local. A unidade está em reforma há duas semanas, mas continua atendendo a população.

A diretora do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) de São Bernardo, Cláudia Antonia Bezerra, 38 anos, afirma que as melhorias são necessárias, mas as condições de trabalho estão muito ruins. “Os funcionários andam no meio da obra para pegar arquivos e irem ao banheiro”, diz.

Cláudia conta ainda que no andar em reforma funciona o atendimento pediátrico e setor de aplicação de vacinas. “As crianças que precisam de inalação aqui só inalam pó”, afirma.

Segundo a sindicalista, o ideal seria o fechamento temporário da unidade ou o remanejamento para outro local até a finalização da obra. “Só não pode continuar essa situação de risco à saúde dos funcionários e dos munícipes.”

O aposentado Gonçalo Barbosa da Silva, 55 anos, que mora em frente à UBS, diz que a poeira é tanta que forma nuvens de fumaça. “Às vezes, nem dá para ver a fachada da unidade.” Lúcia Cardoso, 45 anos, usuária do posto conta que a reforma está separada do atendimento, mas que a poeira incomoda sempre. “A situação não é boa, principalmente para as crianças, mas é melhor do que ficar sem atendimento”, pondera.

RESPOSTA

O diretor de Atenção Primária à Saúde de São Bernardo, responsável pelas UBSs, Stefanos Lazarou, explica que a obra é necessária devido ao crescimento da população na área. Segundo o médico, a unidade não pode ser fechada por ser serviço de saúde. “Temos 25 mil pessoas cadastradas e cerca de 3.000 atendimentos mensais. Não tem como fechar uma unidade desse porte, iria sobrecarregar outras unidades.”

Lazarou garante que todas as medidas de segurança foram tomadas e que os setores em obras estão isolados. “Não temos nenhuma queixa de funcionários ou munícipes quanto a problemas de saúde relacionados com a reforma. A obra faz parte do processo de melhorias”, defende. A previsão para encerramento dos trabalhos é de 15 dias.

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