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Produtividade policial tem queda no quadrimestre

Registros de apreensão de armas de fogo, de tráfico e porte de entorpecentes apresentaram baixas nas sete cidades


Bia Moço
Especial para o Diário

30/05/2018 | 07:00


A produtividade policial no Grande ABC apresentou queda no primeiro quadrimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Os registros de apreensão de armas de fogo, tráfico de entorpecentes e porte de entorpecentes tiveram baixas, conforme relatórios apresentados pela SSP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo).

Ao todo, foram 229 armas apreendidas, 466 casos de tráfico de entorpecentes e 187 registros de porte de entorpecentes de janeiro a abril, números 18,21%, 10,9% e 29,7% inferiores aos observados no ano passado, respectivamente.

Para o professor e especialista em Segurança pública Newton Oliveira, a diminuição demonstra cenário nada animador. Ele ressalta que os dados podem estar associados à redução da repressão ao comércio de drogas combinado com a menor efetividade comprovada da polícia. “Esses números não podem ser analisados de forma isolada, posto que o tráfico varejista de entorpecentes é uma atividade econômica e, portanto, os números de sua repressão devem ser analisados com emergência de outros crimes para verificar se há correlação entre uns e outros”, explica.

Oliveira ressalta que a política de repressão ao comércio de drogas atualmente corresponde a processo de “enxugar gelo”, principalmente pelo fato de que a política de guerra às drogas é, comprovadamente, ineficaz. Para o especialista, o combate dever ser feito aos “atacadistas de drogas” e aos “contrabandistas de armas”. Para o professor, somente dessa forma estariam no caminho certo de cessar o problema. “Como o crime é uma economia, é importante correlacionar aumento e diminuição da apreensão de drogas e armas com assaltos, crimes contra patrimônio e crimes contra a vida. Dessa forma, poderíamos ter quadro mais efetivo de tendência de criminalidade como um todo. Esses dados, isoladamente, não podem ter inteligência eficaz acerca do tema em questão”, ressalta.

O furto de veículos teve alta de 4,2% no último mês em relação ao mesmo período do ano passado no Grande ABC – passou de 761 para 793 a quantidade de ocorrências. Em contrapartida, os registros de homicídios, roubos e furtos em geral e roubo de veículos tiveram redução em abril na comparação com o mesmo mês de 2017.

DEFASAGEM

A defasagem de policiais nas ruas também é um fator que Oliveira analisa, tendo em vista que quanto menos agentes, menor a efetividade do trabalho. A região conta com metade do número de PMs considerado ideal pela ONU (Organização das Nações Unidas). O correto seria um agente para cada grupo de 250 indivíduos. Nas sete cidades, há um PM para 482 habitantes. Ao todo, o Grande ABC soma 2,7 milhões de moradores, com efetivo policial de 5.600 agentes.



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Produtividade policial tem queda no quadrimestre

Registros de apreensão de armas de fogo, de tráfico e porte de entorpecentes apresentaram baixas nas sete cidades

Bia Moço
Especial para o Diário

30/05/2018 | 07:00


A produtividade policial no Grande ABC apresentou queda no primeiro quadrimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Os registros de apreensão de armas de fogo, tráfico de entorpecentes e porte de entorpecentes tiveram baixas, conforme relatórios apresentados pela SSP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo).

Ao todo, foram 229 armas apreendidas, 466 casos de tráfico de entorpecentes e 187 registros de porte de entorpecentes de janeiro a abril, números 18,21%, 10,9% e 29,7% inferiores aos observados no ano passado, respectivamente.

Para o professor e especialista em Segurança pública Newton Oliveira, a diminuição demonstra cenário nada animador. Ele ressalta que os dados podem estar associados à redução da repressão ao comércio de drogas combinado com a menor efetividade comprovada da polícia. “Esses números não podem ser analisados de forma isolada, posto que o tráfico varejista de entorpecentes é uma atividade econômica e, portanto, os números de sua repressão devem ser analisados com emergência de outros crimes para verificar se há correlação entre uns e outros”, explica.

Oliveira ressalta que a política de repressão ao comércio de drogas atualmente corresponde a processo de “enxugar gelo”, principalmente pelo fato de que a política de guerra às drogas é, comprovadamente, ineficaz. Para o especialista, o combate dever ser feito aos “atacadistas de drogas” e aos “contrabandistas de armas”. Para o professor, somente dessa forma estariam no caminho certo de cessar o problema. “Como o crime é uma economia, é importante correlacionar aumento e diminuição da apreensão de drogas e armas com assaltos, crimes contra patrimônio e crimes contra a vida. Dessa forma, poderíamos ter quadro mais efetivo de tendência de criminalidade como um todo. Esses dados, isoladamente, não podem ter inteligência eficaz acerca do tema em questão”, ressalta.

O furto de veículos teve alta de 4,2% no último mês em relação ao mesmo período do ano passado no Grande ABC – passou de 761 para 793 a quantidade de ocorrências. Em contrapartida, os registros de homicídios, roubos e furtos em geral e roubo de veículos tiveram redução em abril na comparação com o mesmo mês de 2017.

DEFASAGEM

A defasagem de policiais nas ruas também é um fator que Oliveira analisa, tendo em vista que quanto menos agentes, menor a efetividade do trabalho. A região conta com metade do número de PMs considerado ideal pela ONU (Organização das Nações Unidas). O correto seria um agente para cada grupo de 250 indivíduos. Nas sete cidades, há um PM para 482 habitantes. Ao todo, o Grande ABC soma 2,7 milhões de moradores, com efetivo policial de 5.600 agentes.

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