Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 14 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Existe vida no Vera Cruz

Gabriel Inamine/PMSBC/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Há três meses, Pavilhão recebe centenas de pessoas para gravação de game show


Marcela Munhoz

15/11/2017 | 07:00


 Algo mudou no número 856 da Avenida Lucas Nogueira Garcéz, em São Bernardo. Quem caminha pelo lado de fora do Vera Cruz talvez note apenas movimentação de carros, entrada e saída de grupos e, às vezes, alguém passando apressado com um fone ou falando ao rádio. Só quem tem a chance de entrar no histórico pavilhão, porém, comprova que algo realmente está se passando ali. Ontem, desde o anúncio da parceria firmada entre a Prefeitura de São Bernardo e a Endemol Shine Brasil no início de setembro, o Diário esteve no complexo cinematográfico.

Quando as cortinas pretas se abrem, um cenário de mais de 12 metros de altura, todo iluminado em azul, brilha aos olhos. Áreas para camarins, refeições e uma para o público também foram criadas. Há quase três meses cerca de 120 a 150 pessoas – entre produção e colaboradores, sem contar plateia, que aumenta o número (são mais de 500 por dia) – fazem acontecer um game show com selo internacional: o The Wall, sucesso, entre outros canais, na norte-americana NBC. Por aqui, já foram gravadas versões para o Uruguai, Argentina, Brasil (com Luciano Huck para o Caldeirão, na Globo), Colômbia (ontem) e Chile (próximos dias).

O programa, cuja disputa entre duplas termina com prêmio em dinheiro, é a primeira empreitada da Prefeitura de São Bernardo para resgatar a verdadeira vocação do complexo. “Estou satisfeito ao ver o Vera Cruz cumprir a função pela qual foi criado, que é ser espaço para a indústria da televisão e cinema. Além disso, projeta a cidade para outros países”, disse Orlando Morando (PSDB), ontem, durante a visita. O prefeito também comemorou o interesse da Endemol. “Disseram que é perfeito pelo tamanho, localização e comodidade. Nós temos dado todo o suporte para que continuem. Já foi pago ao município preço público que supera os R$ 400 mil.” Segundo ele, a ideia é renovar contrato com a Endemol, seguir com outras produções – inclusive de cinema, se o filme for realmente “bom” – e eventos quando a agenda estiver livre.

“Continuamos a buscar interesse pelo pavilhão no mercado privado. A Endemol foi a primeira, mas visitei pessoalmente algumas emissoras, recebi representantes de canais e produtoras”, conta o prefeito, que lembra também a gestão “não satisfatória” do Vera Cruz pela Telem S.A – a concessão foi retomada em abril pela Prefeitura, após a empresa, que geria o local desde junho de 2016, ter, segundo o Paço, quebrado o acordo e não cumprido contrapartidas. “Entramos com processo de cassação da concessão, porque entendemos que era nociva ao município. Tanto é que a empresa não entrou com recurso nem administrativo nem judicial. Agora a procuradoria da cidade verá se há indenização a ser paga.”

GENTE DA CIDADE
Idealizado pelo italiano Franco Zampari, o Complexo Cinematográfico Vera Cruz – que teve seu auge entre os anos de 1949 e 1954, com produção de mais de 40 filmes, entre eles, O Cangaceiro (1953), e que projetou nomes como Mazzaropi, Tônia Carrero e Paulo Autran – não está com as portas abertas para a visitação. Só é possível acompanhar as gravações do The Wall se estiver participando da plateia ou se for contratado para trabalhar. “Muitas pessoas passam por aqui e acham que é uma fábrica abandonada, não conhecem a verdadeira história do lugar. Algumas estão tendo a chance de ver de perto”, disse Orlando Morando. Segundo a produção, foram convidados alunos de escolas de idiomas, do CAV (Centro de Audiovisual) e pessoas que entraram em contato com a Prefeitura e se inscreveram.

No caso de Pedro de Mattos, 60 anos, é direito adquirido. Ele trabalha no local (almoxarifado) há 25 anos. “Já vi muita coisa acontecendo aqui, inclusive a gravação do filme Carandiru (2002), então, fico emocionado de ver tudo funcionando”, contou. Gilberto Lobo, 54, também está satisfeito de poder acompanhar de perto. Ele, que faz parte do programa Emprego Cidadão – com moradores de rua da cidade – está na equipe de limpeza há oito meses. “Sabia que era um local com história, onde o Mazzaropi tinha gravado, mas nunca tinha entrado no pavilhão. Está sendo muito legal”, finaliza.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Existe vida no Vera Cruz

Há três meses, Pavilhão recebe centenas de pessoas para gravação de game show

Marcela Munhoz

15/11/2017 | 07:00


 Algo mudou no número 856 da Avenida Lucas Nogueira Garcéz, em São Bernardo. Quem caminha pelo lado de fora do Vera Cruz talvez note apenas movimentação de carros, entrada e saída de grupos e, às vezes, alguém passando apressado com um fone ou falando ao rádio. Só quem tem a chance de entrar no histórico pavilhão, porém, comprova que algo realmente está se passando ali. Ontem, desde o anúncio da parceria firmada entre a Prefeitura de São Bernardo e a Endemol Shine Brasil no início de setembro, o Diário esteve no complexo cinematográfico.

Quando as cortinas pretas se abrem, um cenário de mais de 12 metros de altura, todo iluminado em azul, brilha aos olhos. Áreas para camarins, refeições e uma para o público também foram criadas. Há quase três meses cerca de 120 a 150 pessoas – entre produção e colaboradores, sem contar plateia, que aumenta o número (são mais de 500 por dia) – fazem acontecer um game show com selo internacional: o The Wall, sucesso, entre outros canais, na norte-americana NBC. Por aqui, já foram gravadas versões para o Uruguai, Argentina, Brasil (com Luciano Huck para o Caldeirão, na Globo), Colômbia (ontem) e Chile (próximos dias).

O programa, cuja disputa entre duplas termina com prêmio em dinheiro, é a primeira empreitada da Prefeitura de São Bernardo para resgatar a verdadeira vocação do complexo. “Estou satisfeito ao ver o Vera Cruz cumprir a função pela qual foi criado, que é ser espaço para a indústria da televisão e cinema. Além disso, projeta a cidade para outros países”, disse Orlando Morando (PSDB), ontem, durante a visita. O prefeito também comemorou o interesse da Endemol. “Disseram que é perfeito pelo tamanho, localização e comodidade. Nós temos dado todo o suporte para que continuem. Já foi pago ao município preço público que supera os R$ 400 mil.” Segundo ele, a ideia é renovar contrato com a Endemol, seguir com outras produções – inclusive de cinema, se o filme for realmente “bom” – e eventos quando a agenda estiver livre.

“Continuamos a buscar interesse pelo pavilhão no mercado privado. A Endemol foi a primeira, mas visitei pessoalmente algumas emissoras, recebi representantes de canais e produtoras”, conta o prefeito, que lembra também a gestão “não satisfatória” do Vera Cruz pela Telem S.A – a concessão foi retomada em abril pela Prefeitura, após a empresa, que geria o local desde junho de 2016, ter, segundo o Paço, quebrado o acordo e não cumprido contrapartidas. “Entramos com processo de cassação da concessão, porque entendemos que era nociva ao município. Tanto é que a empresa não entrou com recurso nem administrativo nem judicial. Agora a procuradoria da cidade verá se há indenização a ser paga.”

GENTE DA CIDADE
Idealizado pelo italiano Franco Zampari, o Complexo Cinematográfico Vera Cruz – que teve seu auge entre os anos de 1949 e 1954, com produção de mais de 40 filmes, entre eles, O Cangaceiro (1953), e que projetou nomes como Mazzaropi, Tônia Carrero e Paulo Autran – não está com as portas abertas para a visitação. Só é possível acompanhar as gravações do The Wall se estiver participando da plateia ou se for contratado para trabalhar. “Muitas pessoas passam por aqui e acham que é uma fábrica abandonada, não conhecem a verdadeira história do lugar. Algumas estão tendo a chance de ver de perto”, disse Orlando Morando. Segundo a produção, foram convidados alunos de escolas de idiomas, do CAV (Centro de Audiovisual) e pessoas que entraram em contato com a Prefeitura e se inscreveram.

No caso de Pedro de Mattos, 60 anos, é direito adquirido. Ele trabalha no local (almoxarifado) há 25 anos. “Já vi muita coisa acontecendo aqui, inclusive a gravação do filme Carandiru (2002), então, fico emocionado de ver tudo funcionando”, contou. Gilberto Lobo, 54, também está satisfeito de poder acompanhar de perto. Ele, que faz parte do programa Emprego Cidadão – com moradores de rua da cidade – está na equipe de limpeza há oito meses. “Sabia que era um local com história, onde o Mazzaropi tinha gravado, mas nunca tinha entrado no pavilhão. Está sendo muito legal”, finaliza.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;