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Especialista prevê depreciação do real



22/02/2010 | 07:01


O início da retirada dos estímulos financeiros à economia dos EUA (Estados Unidos) - especialmente junto aos bancos, com a alta modesta da taxa de redesconto de 0,50% para 0,75% adotada pelo Fed (Banco Central norte-americano) - tende a pressionar o câmbio no Brasil para uma tendência de leve depreciação até o final do ano, avalia o professor da PUC-RJ, José Márcio Camargo.

Segundo ele, a melhora gradual do nível de atividade norte-americano e a elevada demanda de capitais para compensar os déficits fiscais dos EUA, Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália devem reduzir um pouco o fluxo de recursos para os mercados emergentes nos próximos trimestres.

Além disso, outro fator desfavorável para a cotação do real ante o dólar é que o déficit de contas correntes do Brasil deve atingir perto de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riqueza produzidas no País) neste ano, o equivalente a um montante entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões", comenta.

Mesmo com o maior interesse dos investidores internacionais em elevar suas aplicações em Fed Funds e títulos do Tesouro de países europeus que precisarão reduzir com vigor os déficits orçamentários, próximos a 10% do PIB, Camargo avalia que o câmbio no Brasil deva atingir R$ 2 em dezembro, e a cotação média do ano deve oscilar entre R$ 1,80 e R$ 1,85, marcas não muito distantes do patamar atual de R$ 1,82.

Mas como o câmbio não deve se valorizar no curto prazo e o ritmo de expansão da demanda agregada é elevada - o que possibilita crescimento do Brasil de 5,5% neste ano -, Camargo pondera que esses elementos devem motivar o Banco Central a adotar aperto monetário de três pontos percentuais neste ano.

Para ele, o mais provável é que o incremento da Selic (taxa básica de juros), que está em 8,75%, aconteça em abril, e a ação restritiva do Copom seja iniciada no dia 17, quando será encerrada a reunião do próximo mês do comitê.

Embora a taxa real de juros no Brasil, que está em 5,75%, seja bem mais atraente do que as marcas negativas registradas pelos EUA, zona do euro, Reino Unido e Japão, Camargo pondera que o começo da retirada dos estímulos monetários pelo Fed deve aumentar o apetite de investidores por títulos do Tesouro norte-americano.

A avaliação de agentes econômicos nos EUA é de que o país começa a se expandir, mesmo que devagar, e isso levou o Federal Reserve a iniciar aumento da taxa de redesconto dos Fed Funds. Segundo Camargo, historicamente o custo do redesconto para os bancos comerciais é um ponto percentual superior à taxa básica de juros. Hoje esta diferença varia entre 0,50 e 0,75 ponto percentual.

Outro fator que está reforçando a aposta de instituições financeiras em títulos norte-americanos é a crise fiscal de países europeus, que deve diminuir a expansão da zona do euro e enfraquecer a moeda daquela região em relação ao dólar em 2010.

Camargo ressalta que a melhora do humor dos investidores em relação aos EUA também está relacionada com a evolução antes do esperado da economia norte-americana, que registrou expansão de 5,7% no quarto trimestre do ano passado em termos anualizados. Esta marca ficou acima dos 4,8% esperados por analistas consultados pela Dow Jones.



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