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FPF cria ranking para fiscalizar árbitros durante o Paulistão


Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

21/12/2005 | 08:50


Todos os olhares estarão voltados para os homens de preto, que serão vigiados durante o Campeonato Paulista 2006. A arbitragem estará no centro das atenções dos principais dirigentes da FPF (Federação Paulista de Futebol) e foi reforçada terça-feira, durante cerimônia de lançamento da competição estadual, na sede da entidade. Entre as medidas de combate a escândalos como o que manchou o futebol brasileiro em 2005, envolvendo o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, estão a criação de uma clínica profissionalizante para árbitros e um ranking organizado pela Comissão de Arbitragem da FPF, que classificará os juízes em vários níveis.

“Estamos fazendo uma experiência de profissionalização com o Sindicato dos Árbitros, um estudo a partir de uma clínica de árbitros e, ao final de duas temporadas, iremos comparar os árbitros profissionais com os que exercem outras atividades para ver se há uma diferença significativa”, afirmou o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero.

Inicialmente, a clínica contará com 20 nomes, sendo 15 árbitros e cinco assistentes. A eles serão fornecidos serviços de preparação física, nutrição, assistência médica e uma taxa extra de arbitragem. “Nós vamos dar todo o suporte e depois comparar com os árbitros que não têm estes benefícios”, destacou o presidente da Comissão de Arbitragem da entidade, Marcos Marinho. Caso a medida seja aprovada após os dois anos de teste, um relatório será enviado à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Ranking – Em relação ao ranking criado pela Comissão de Arbitragem, os juízes serão divididos em três categorias: ouro (35 árbitros), prata (90) e bronze (75). “Durante o ano, estaremos analisando os árbitros. Ao final do ano, de acordo com a pontuação que eles tiverem, eles vão subir ou descer no ranking”, comentou Marinho.

O presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, Sérgio Corrêa, concorda com as medidas da Comissão, mas faz um alerta: é preciso ter paciência. “Só precisamos ver se, na prática, tudo isso vai funcionar. Este é um projeto que precisa de, pelo menos, uns três anos para ser bem-sucedido. Nada acontece da noite para o dia, e precisamos de tempo para avaliar”, disse.

Trio de ferro – Na temporada de 2006, São Paulo, Corinthians e Palmeiras disputarão, pela primeira vez juntos, a Copa Libertadores da América. Mas o presidente da Federação afirma que não acredita no possível desprezo do trio de ferro em relação ao Campeonato Paulista. “Não, eu espero que não. O clube tem de estar preparado para disputar duas ou três competições simultaneamente”, afirmou Del Nero. “E o Campeonato Paulista é uma competição que não dá tempo para um time se recuperar. Os clubes têm de levar a competição a sério, pois é um turno só”. (com Agências)



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FPF cria ranking para fiscalizar árbitros durante o Paulistão

Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

21/12/2005 | 08:50


Todos os olhares estarão voltados para os homens de preto, que serão vigiados durante o Campeonato Paulista 2006. A arbitragem estará no centro das atenções dos principais dirigentes da FPF (Federação Paulista de Futebol) e foi reforçada terça-feira, durante cerimônia de lançamento da competição estadual, na sede da entidade. Entre as medidas de combate a escândalos como o que manchou o futebol brasileiro em 2005, envolvendo o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, estão a criação de uma clínica profissionalizante para árbitros e um ranking organizado pela Comissão de Arbitragem da FPF, que classificará os juízes em vários níveis.

“Estamos fazendo uma experiência de profissionalização com o Sindicato dos Árbitros, um estudo a partir de uma clínica de árbitros e, ao final de duas temporadas, iremos comparar os árbitros profissionais com os que exercem outras atividades para ver se há uma diferença significativa”, afirmou o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero.

Inicialmente, a clínica contará com 20 nomes, sendo 15 árbitros e cinco assistentes. A eles serão fornecidos serviços de preparação física, nutrição, assistência médica e uma taxa extra de arbitragem. “Nós vamos dar todo o suporte e depois comparar com os árbitros que não têm estes benefícios”, destacou o presidente da Comissão de Arbitragem da entidade, Marcos Marinho. Caso a medida seja aprovada após os dois anos de teste, um relatório será enviado à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Ranking – Em relação ao ranking criado pela Comissão de Arbitragem, os juízes serão divididos em três categorias: ouro (35 árbitros), prata (90) e bronze (75). “Durante o ano, estaremos analisando os árbitros. Ao final do ano, de acordo com a pontuação que eles tiverem, eles vão subir ou descer no ranking”, comentou Marinho.

O presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, Sérgio Corrêa, concorda com as medidas da Comissão, mas faz um alerta: é preciso ter paciência. “Só precisamos ver se, na prática, tudo isso vai funcionar. Este é um projeto que precisa de, pelo menos, uns três anos para ser bem-sucedido. Nada acontece da noite para o dia, e precisamos de tempo para avaliar”, disse.

Trio de ferro – Na temporada de 2006, São Paulo, Corinthians e Palmeiras disputarão, pela primeira vez juntos, a Copa Libertadores da América. Mas o presidente da Federação afirma que não acredita no possível desprezo do trio de ferro em relação ao Campeonato Paulista. “Não, eu espero que não. O clube tem de estar preparado para disputar duas ou três competições simultaneamente”, afirmou Del Nero. “E o Campeonato Paulista é uma competição que não dá tempo para um time se recuperar. Os clubes têm de levar a competição a sério, pois é um turno só”. (com Agências)

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