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Condoleezza Rice não lamenta a guerra no Iraque


Da AFP

12/12/2006 | 11:55


A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou nesta segunda-feira, que se sente orgulhosa de ter contribuído para a queda do ex-ditador Saddam Hussein e que não lamenta a guerra no Iraque.

"Não só não lamento ter participado da liberação do Iraque e da derrubada de Saddam Hussein, como estou muito orgulhosa de que meu país tenha contribuído para libertar 25 milhões de iraquianos de um tirano", declarou a chefe da diplomacia americana.

O relatório do Grupo de Estudos sobre o Iraque, co-presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker, descreve uma situação sombria no país árabe e critica implicitamente a política no Oriente Médio do presidente, George W. Bush, de quem Rice é uma de seus principais assessores há seis anos.

Interrogado sobre o que lamentava mais sobre a guerra no Iraque, Rice, que influiu decisivamente sobre Bush como assessora de Segurança Nacional e depois como secretária de Estado, apenas se referiu à inadequada estrutura do programa de reconstrução do país após a invasão de 2003.

Esse programa, no qual os Estados Unidos investiram mais de US$ 20 bilhões nos últimos três anos, seria "muito centralizado, demasiado pesado", afirmou.

Após reconhecer que sentia o peso de sua "responsabilidade pessoal", Rice admitiu que a situação no Iraque era "muito ruim", mas reafirmou o compromisso dos Estados Unidos de apoiar os iraquianos.

"Quando se tem uma responsabilidade na decisão de derrubar Saddam Hussein, você também se sente responsável pelo que acontece lá (no país) a cada dia", declarou.

O relatório Baker afirma que a situação no Iraque se deteriora e propõe ameaçar o governo iraquiano com a retirada das tropas americanas, visando à melhora na segurança do país.

O informe sugere que em 2008 comece a retirada da maior parte dos efetivos de combate americanos e pede ao governo Bush que realize uma ofensiva diplomática, incluindo negociações diretas com Síria e Irã, o que Rice rejeita.

"Como historiadora, sei que a história julgará o que foram erros e o que foram acertos", disse Rice. O único lamento da secretária de Estado durante a entrevista diz respeito às vítimas civis da guerra de 34 dias entre Israel e o Hezbollah.

"Cada dia, quando vejo o que acontece no Líbano, lembro dos terríveis sofrimentos dos civis - e dos israelenses - durante a guerra", declarou.

"Gostaria de ter podido fazer mais para evitar os sofrimentos de civis inocentes, mas também reconheço que foi o Hezbollah que, atuando como um Estado dentro do Estado (...), levou todo um país à guerra", acrescentou.



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Condoleezza Rice não lamenta a guerra no Iraque

Da AFP

12/12/2006 | 11:55


A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou nesta segunda-feira, que se sente orgulhosa de ter contribuído para a queda do ex-ditador Saddam Hussein e que não lamenta a guerra no Iraque.

"Não só não lamento ter participado da liberação do Iraque e da derrubada de Saddam Hussein, como estou muito orgulhosa de que meu país tenha contribuído para libertar 25 milhões de iraquianos de um tirano", declarou a chefe da diplomacia americana.

O relatório do Grupo de Estudos sobre o Iraque, co-presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker, descreve uma situação sombria no país árabe e critica implicitamente a política no Oriente Médio do presidente, George W. Bush, de quem Rice é uma de seus principais assessores há seis anos.

Interrogado sobre o que lamentava mais sobre a guerra no Iraque, Rice, que influiu decisivamente sobre Bush como assessora de Segurança Nacional e depois como secretária de Estado, apenas se referiu à inadequada estrutura do programa de reconstrução do país após a invasão de 2003.

Esse programa, no qual os Estados Unidos investiram mais de US$ 20 bilhões nos últimos três anos, seria "muito centralizado, demasiado pesado", afirmou.

Após reconhecer que sentia o peso de sua "responsabilidade pessoal", Rice admitiu que a situação no Iraque era "muito ruim", mas reafirmou o compromisso dos Estados Unidos de apoiar os iraquianos.

"Quando se tem uma responsabilidade na decisão de derrubar Saddam Hussein, você também se sente responsável pelo que acontece lá (no país) a cada dia", declarou.

O relatório Baker afirma que a situação no Iraque se deteriora e propõe ameaçar o governo iraquiano com a retirada das tropas americanas, visando à melhora na segurança do país.

O informe sugere que em 2008 comece a retirada da maior parte dos efetivos de combate americanos e pede ao governo Bush que realize uma ofensiva diplomática, incluindo negociações diretas com Síria e Irã, o que Rice rejeita.

"Como historiadora, sei que a história julgará o que foram erros e o que foram acertos", disse Rice. O único lamento da secretária de Estado durante a entrevista diz respeito às vítimas civis da guerra de 34 dias entre Israel e o Hezbollah.

"Cada dia, quando vejo o que acontece no Líbano, lembro dos terríveis sofrimentos dos civis - e dos israelenses - durante a guerra", declarou.

"Gostaria de ter podido fazer mais para evitar os sofrimentos de civis inocentes, mas também reconheço que foi o Hezbollah que, atuando como um Estado dentro do Estado (...), levou todo um país à guerra", acrescentou.

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