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Diplomacia americana pode desencadear uma guerra civil em Gaza


Da AFP

21/12/2006 | 17:00


A estratégia da diplomacia americana, baseada em rejeitar qualquer negociação com extremistas, poderia desencadear outra guerra civil no Oriente Médio, disseram especialistas nesta quinta-feira, ao analisar o recrudescimento da violência em Gaza.

"A idéia era dar uma lição aos palestinos e levá-los a renunciar à violência. No entanto, não vejo nenhum sinal de que uma coisa ou a outra aconteça", destacou Jon Alterman, especialista sobre Oriente Médio do CSIS (Center for Strategic and International Studies).

A violência entre o movimento radical Hamas e o Fatah do presidente moderado Mahmud Abbas, que deixou 14 mortos desde sábado, relançou novamente os temores de uma guerra civil expressos no mês passado pelo rei da Jordânia, Abdulá II.

Como outros analistas, Alterman considera que a atual crise representa mais um erro para o governo de George W. Bush, que superestima a influência política de Abbas e sua capacidade de forçar o Hamas a abandonar sua política de "resistência" a Israel.

Para este ex-responsável do Departamento de Estado, a política de confrontação do governo americano e sua rejeição a dialogar com o Hamas e seus dois principais aliados (Síria e Irã) contribuíram para a radicalização dos militantes palestinos.

Enquanto Washington anunciou sua intenção de dar assistência militar a Mahmud Abbas, o embaixador americano em Israel, Dick Jones, negou nesta quarta-feira que seu país tente desestabilizar os territórios palestinos.

"Está claro que existe um setor que se rearma rapidamente, e não é Abu Mazen (Mahmud Abbas), não é (seu movimento), o Fatah. É o Hamas", declarou à imprensa.

"É o rearmamento em curso que desestabiliza", continuou Jones. "Restabelecendo o equilíbrio, ajudaremos a restabelecer a segurança na região", acrescentou.

O Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU) boicota há quase um ano o governo do Hamas, que os Estados Unidos e a UE consideram como um movimento terrorista, e exige o respeito a três princípios: abandonar a violência, reconhecer o direito de Israel à existência e respeitar os acordos passados.

O especialista considera que "o Hamas é uma organização dinâmica e com uma grande capacidade de adaptação, e não existe nenhum princípio ao qual não esteja disposto a renunciar para alcançar seus objetivos políticos".



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Diplomacia americana pode desencadear uma guerra civil em Gaza

Da AFP

21/12/2006 | 17:00


A estratégia da diplomacia americana, baseada em rejeitar qualquer negociação com extremistas, poderia desencadear outra guerra civil no Oriente Médio, disseram especialistas nesta quinta-feira, ao analisar o recrudescimento da violência em Gaza.

"A idéia era dar uma lição aos palestinos e levá-los a renunciar à violência. No entanto, não vejo nenhum sinal de que uma coisa ou a outra aconteça", destacou Jon Alterman, especialista sobre Oriente Médio do CSIS (Center for Strategic and International Studies).

A violência entre o movimento radical Hamas e o Fatah do presidente moderado Mahmud Abbas, que deixou 14 mortos desde sábado, relançou novamente os temores de uma guerra civil expressos no mês passado pelo rei da Jordânia, Abdulá II.

Como outros analistas, Alterman considera que a atual crise representa mais um erro para o governo de George W. Bush, que superestima a influência política de Abbas e sua capacidade de forçar o Hamas a abandonar sua política de "resistência" a Israel.

Para este ex-responsável do Departamento de Estado, a política de confrontação do governo americano e sua rejeição a dialogar com o Hamas e seus dois principais aliados (Síria e Irã) contribuíram para a radicalização dos militantes palestinos.

Enquanto Washington anunciou sua intenção de dar assistência militar a Mahmud Abbas, o embaixador americano em Israel, Dick Jones, negou nesta quarta-feira que seu país tente desestabilizar os territórios palestinos.

"Está claro que existe um setor que se rearma rapidamente, e não é Abu Mazen (Mahmud Abbas), não é (seu movimento), o Fatah. É o Hamas", declarou à imprensa.

"É o rearmamento em curso que desestabiliza", continuou Jones. "Restabelecendo o equilíbrio, ajudaremos a restabelecer a segurança na região", acrescentou.

O Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU) boicota há quase um ano o governo do Hamas, que os Estados Unidos e a UE consideram como um movimento terrorista, e exige o respeito a três princípios: abandonar a violência, reconhecer o direito de Israel à existência e respeitar os acordos passados.

O especialista considera que "o Hamas é uma organização dinâmica e com uma grande capacidade de adaptação, e não existe nenhum princípio ao qual não esteja disposto a renunciar para alcançar seus objetivos políticos".

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