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FUABC intervém para tentar solucionar crise em S.Caetano

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Direção da entidade renegocia com empresas
para ampliar oferta e evitar desabastecimento


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

12/12/2014 | 07:00


A FUABC (Fundação do ABC) deu primeiro passo na tentativa de solucionar a crise de abastecimento de remédio na rede de São Caetano. O presidente da entidade mantenedora do contrato, Marco Antônio Santos Silva, renegociou ontem valores dos medicamentos com as duas empresas que prestam o serviço de distribuição na cidade para aumentar a oferta e evitar problema constante da falta de produtos. Após 34 dias de sindicância interna, levantada nos últimos cinco meses, órgão e Prefeitura detectaram que a demanda era superior à quantidade contratada.

Indicado do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) para comandar a fundação, Marco Antônio sinalizou que hoje o sistema deve estar regularizado nos hospitais e UBSs (Unidades Básicas de Saúde), indicando que em alguns casos dobrará os itens da lista. “Finalizamos a auditoria para analisar o contrato com rigor. Identificamos o impasse: a oferta era menor do que a procura do município. Rediscutimos com as empresas e fizemos (nova) proposta. Se antes fornecíamos 1.000 (de um produto), agora serão 2.000. Isso porque as companhias aceitaram diminuir alguns itens por valor unitário.”

Quando instaurou a investigação, no dia 7 de novembro, o Paço suspendeu o pagamento às fornecedoras no período de apuração. Os contratos foram firmados em maio com as empresas Medic Center Distribuidora de Produtos Hospitalares Ltda e Healthecnica Produtos Hospitalares Ltda, tendo duração por um ano. O valor dos acordos, somados, envolve média estimada de R$ 1,250 milhão ao mês.

São aproximadamente 600 itens de medicamentos na rede. No período de análise administrativa, a distribuição também foi interrompida. “O valor estava sendo ultrapassado, extrapolando o total do contrato. Verificamos a tabela da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) e conseguimos preço mais acessível. Renegociamos prazo para pagamentos dessas faturas. Por isso, acreditamos que, com esse ajuste tratado, vamos normalizar plenamente a entrega de remédios em São Caetano”, acrescentou o dirigente da FUABC.

Marco Antônio sugeriu que a quantia de gastos com o contrato continuará dentro da média devido à ampliação significativa de remédio aliado ao menor preço por unidade. “O nosso trabalho se deu para ficar dentro da mesma margem. Depende da necessidade. Pode ser que em um mês o valor fique em R$ 900 mil e no outro, em caso de epidemia de gripe, gire em torno de R$ 1,4 milhão, com desequilíbrio no consumo, por exemplo.”

NO COMANDO
Então secretário de Saúde de São Caetano, Mário Chekin foi afastado de suas funções durante o processo de averiguação do caso. A Prefeitura não informou, entretanto, se o titular da Pasta retornará ao cargo com o desfecho da situação. No meio deste cenário, outros nomes ligados à área são cogitados para substituir Chekin. O servidor está fora do posto comissionado desde o fim de outubro por problemas de saúde. Com o imbróglio, o governo peemedebista concedeu férias de 30 dias ao funcionário.  



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FUABC intervém para tentar solucionar crise em S.Caetano

Direção da entidade renegocia com empresas
para ampliar oferta e evitar desabastecimento

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

12/12/2014 | 07:00


A FUABC (Fundação do ABC) deu primeiro passo na tentativa de solucionar a crise de abastecimento de remédio na rede de São Caetano. O presidente da entidade mantenedora do contrato, Marco Antônio Santos Silva, renegociou ontem valores dos medicamentos com as duas empresas que prestam o serviço de distribuição na cidade para aumentar a oferta e evitar problema constante da falta de produtos. Após 34 dias de sindicância interna, levantada nos últimos cinco meses, órgão e Prefeitura detectaram que a demanda era superior à quantidade contratada.

Indicado do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) para comandar a fundação, Marco Antônio sinalizou que hoje o sistema deve estar regularizado nos hospitais e UBSs (Unidades Básicas de Saúde), indicando que em alguns casos dobrará os itens da lista. “Finalizamos a auditoria para analisar o contrato com rigor. Identificamos o impasse: a oferta era menor do que a procura do município. Rediscutimos com as empresas e fizemos (nova) proposta. Se antes fornecíamos 1.000 (de um produto), agora serão 2.000. Isso porque as companhias aceitaram diminuir alguns itens por valor unitário.”

Quando instaurou a investigação, no dia 7 de novembro, o Paço suspendeu o pagamento às fornecedoras no período de apuração. Os contratos foram firmados em maio com as empresas Medic Center Distribuidora de Produtos Hospitalares Ltda e Healthecnica Produtos Hospitalares Ltda, tendo duração por um ano. O valor dos acordos, somados, envolve média estimada de R$ 1,250 milhão ao mês.

São aproximadamente 600 itens de medicamentos na rede. No período de análise administrativa, a distribuição também foi interrompida. “O valor estava sendo ultrapassado, extrapolando o total do contrato. Verificamos a tabela da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) e conseguimos preço mais acessível. Renegociamos prazo para pagamentos dessas faturas. Por isso, acreditamos que, com esse ajuste tratado, vamos normalizar plenamente a entrega de remédios em São Caetano”, acrescentou o dirigente da FUABC.

Marco Antônio sugeriu que a quantia de gastos com o contrato continuará dentro da média devido à ampliação significativa de remédio aliado ao menor preço por unidade. “O nosso trabalho se deu para ficar dentro da mesma margem. Depende da necessidade. Pode ser que em um mês o valor fique em R$ 900 mil e no outro, em caso de epidemia de gripe, gire em torno de R$ 1,4 milhão, com desequilíbrio no consumo, por exemplo.”

NO COMANDO
Então secretário de Saúde de São Caetano, Mário Chekin foi afastado de suas funções durante o processo de averiguação do caso. A Prefeitura não informou, entretanto, se o titular da Pasta retornará ao cargo com o desfecho da situação. No meio deste cenário, outros nomes ligados à área são cogitados para substituir Chekin. O servidor está fora do posto comissionado desde o fim de outubro por problemas de saúde. Com o imbróglio, o governo peemedebista concedeu férias de 30 dias ao funcionário.  

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