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Secretariado doou R$ 259 mil a prefeitos

O valor é superior aos R$ 234,2 mil gastos pelo chefe do Executivo de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV)


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

19/01/2009 | 07:02


O atual secretariado do Grande ABC contribuiu com R$ 259 mil para eleger os prefeitos na última campanha. O valor é superior aos R$ 234,2 mil gastos pelo chefe do Executivo de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV).

Os integrantes do alto escalão de Ribeirão foram os mais generosos com o prefeito reeleito: doaram R$ 84.253. Dos 16 secretários atuais, nove contribuíram.

São Caetano vem logo atrás. Praticamente todo o secretariado contribuiu financeiramente para José Auricchio Júnior (PTB) ser reeleito. O total doado foi de R$ 66 mil.

Em Santo André, dos 21 integrantes do primeiro escalão, três ajudaram na campanha de Aidan Ravin (PTB): a vice-prefeita e secretária de Governo, Dinah Zekcer (PTB); a primeira-dama Denise Ravin, que coordenará o Fundo Social de Solidariedade, e Alberto Rodrigues Casalinho, secretário de Obras e Serviços Públicos.

Curiosamente, Casalinho comanda a Pasta que mais envolve dinheiro. Juntos, doaram R$ 24.300, de um total de R$ 598.350,65 arrecadados pelo então candidato petebista.

O prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), recebeu R$ 55.800 entre doações de pessoas físicas. Embora o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) tenha participado da caixinha com R$ 500 em cheque, sete integrantes do primeiro escalão foram mais generosos e doaram, juntos, R$ 17.725.

É o caso do advogado João Garavelo (PT), um dos coordenadores de campanha de Reali e que conquistou a cadeira de secretário de Gestão de Pessoa. Garavelo doou R$ 3.750.

As contribuições praticamente não influenciaram o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), na seleção do primeiro escalão. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apenas quatro aliados nomeados contribuíram com a campanha. Somadas, as colaborações totalizam R$ 24.540, valor irrisório frente ao total investido: R$ 11,1 milhões, campanha eleitoral mais cara do Grande ABC.

Antônio Carlos da Silva, o Toninho da Lanchonete (PT), foi o "companheiro" que mais desembolsou para incrementar os cofres da campanha de seu candidato ao Paço de São Bernardo. A doação foi de R$ 16.640.

O presidente do diretório municipal do PV e herdeiro da Secretaria de Gestão Ambiental de São Bernardo, Giba Marson, realizou três doações que contabilizaram R$ 2.900.

O valor arrecadado pelo prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), foi de R$ 14.660. Seis secretários fizeram as doações. Entre eles, Sérgio Afonso dos Santos, novo comandante da Secretaria de Habitação, que contribuiu com R$ 20, o menor valor entre o alto escalão.

GRUPO POLÍTICO
Para o cientista político Sávio Ximenes Hackradt, as contribuições são feitas geralmente por pessoas próximas ao candidato. "Normalmente já fazem parte do mesmo grupo político. Não significa necessariamente que as doações efetuadas garantam uma vaga na administração. Uma coisa não está vinculada a outra", afirmou.

(Colaboraram Beto Silva, Cristiane Bomfim, Leandro Laranjeira e Rita Donato)



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Secretariado doou R$ 259 mil a prefeitos

O valor é superior aos R$ 234,2 mil gastos pelo chefe do Executivo de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV)

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

19/01/2009 | 07:02


O atual secretariado do Grande ABC contribuiu com R$ 259 mil para eleger os prefeitos na última campanha. O valor é superior aos R$ 234,2 mil gastos pelo chefe do Executivo de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV).

Os integrantes do alto escalão de Ribeirão foram os mais generosos com o prefeito reeleito: doaram R$ 84.253. Dos 16 secretários atuais, nove contribuíram.

São Caetano vem logo atrás. Praticamente todo o secretariado contribuiu financeiramente para José Auricchio Júnior (PTB) ser reeleito. O total doado foi de R$ 66 mil.

Em Santo André, dos 21 integrantes do primeiro escalão, três ajudaram na campanha de Aidan Ravin (PTB): a vice-prefeita e secretária de Governo, Dinah Zekcer (PTB); a primeira-dama Denise Ravin, que coordenará o Fundo Social de Solidariedade, e Alberto Rodrigues Casalinho, secretário de Obras e Serviços Públicos.

Curiosamente, Casalinho comanda a Pasta que mais envolve dinheiro. Juntos, doaram R$ 24.300, de um total de R$ 598.350,65 arrecadados pelo então candidato petebista.

O prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), recebeu R$ 55.800 entre doações de pessoas físicas. Embora o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) tenha participado da caixinha com R$ 500 em cheque, sete integrantes do primeiro escalão foram mais generosos e doaram, juntos, R$ 17.725.

É o caso do advogado João Garavelo (PT), um dos coordenadores de campanha de Reali e que conquistou a cadeira de secretário de Gestão de Pessoa. Garavelo doou R$ 3.750.

As contribuições praticamente não influenciaram o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), na seleção do primeiro escalão. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apenas quatro aliados nomeados contribuíram com a campanha. Somadas, as colaborações totalizam R$ 24.540, valor irrisório frente ao total investido: R$ 11,1 milhões, campanha eleitoral mais cara do Grande ABC.

Antônio Carlos da Silva, o Toninho da Lanchonete (PT), foi o "companheiro" que mais desembolsou para incrementar os cofres da campanha de seu candidato ao Paço de São Bernardo. A doação foi de R$ 16.640.

O presidente do diretório municipal do PV e herdeiro da Secretaria de Gestão Ambiental de São Bernardo, Giba Marson, realizou três doações que contabilizaram R$ 2.900.

O valor arrecadado pelo prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), foi de R$ 14.660. Seis secretários fizeram as doações. Entre eles, Sérgio Afonso dos Santos, novo comandante da Secretaria de Habitação, que contribuiu com R$ 20, o menor valor entre o alto escalão.

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Para o cientista político Sávio Ximenes Hackradt, as contribuições são feitas geralmente por pessoas próximas ao candidato. "Normalmente já fazem parte do mesmo grupo político. Não significa necessariamente que as doações efetuadas garantam uma vaga na administração. Uma coisa não está vinculada a outra", afirmou.

(Colaboraram Beto Silva, Cristiane Bomfim, Leandro Laranjeira e Rita Donato)

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