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Luto no Iraque pela morte de 55 pessoas durante celebração de festival


Da AFP

30/01/2007 | 16:51


Pelo menos 55 pessoas morreram nesta terça-feira no Iraque, a maioria delas em dois atentados durante a celebração do luto xiita da Ashura, que reuniu este ano quase 1,5 milhão de peregrinos na cidade santa de Karbala.

Além disso, as forças de segurança iraquianas seguiam interrogando nesta terça-feira centenas de discípulos de um culto messiânico xiita desmantelado perto da cidade santa de Najaf.

Pelo menos 23 peregrinos xiitas morreram num atentado suicida numa mesquita da aldeia de Dur Mandali, 80 km a nordeste de Bagdá, segundo balanço policial.

O atentado ocorreu na mesquita Ali Al Akbar, na região de Baladruz, quando um suicida explodiu sua carga em meio à multidão de fiéis que celebravam o luto xiita da Ashura.

Em Baaquba, capital da província de Diyala, onde se encontra Dur Mandali, três xiitas que distribuíam comida morreram pelas mãos de homens armados, segundo a polícia local.

Pouco antes, 12 curdos xiitas, entre eles uma mulher e uma criança, morreram e 38 ficaram feridas perto de um local de culto xiita no centro de Janeqin, 170 km a nordeste de Bagdá, anunciou a polícia da cidade.

Segundo o coronel da polícia Azad Issa, a bomba foi colocada numa lata de lixo.

O atentado tinha como objetivo os curdos xiitas, que participavam, no centro de Janeqin, do luto da Ashura, principal festa religiosa xiita na qual os xiitas homenageiam a morte violenta de Hussein no ano 680, depois da derrota frente ao exército do califa Yazid, em Karbala.

Perto de Baaquba, morreram cinco pessoas em dois ataques, enquanto que em Mossul (norte) outras duas pessoas perderam a vida em virtude de um carro-bomba.

Dez civis também morreram e outros 16 ficaram feridos na queda de um obus de morteiro no bairro sunita de Adhamiyah (nordeste).

Adhamiyah é um bastião sunita situado na margem leste do Tigre majoritariamente habitado por xiitas.

Em outras regiões do Iraque, pelo menos sete pessoas morreram em vários ataques.

Por outro lado, não foi apontado nenhum incidente na cidade santa de Karbala, onde quase um milhão e meio de xiitas se reuniram para participar das cerimônias da Ashura, iniciadas há 10 dias e que terminam nesta terça-feira, anunciou o governador da província.

Cerca de 10.000 policiais e soldados foram mobilizados para proteger os peregrinos em Karbala e arredores e para evitar qualquer atentado.

Na segunda-feira à noite, foi detido um homem que carregava um cinturão com explosivos e tentava se misturar com os peregrinos, segundo o governador. Cinco "terroristas" já haviam sido detidos no norte da cidade, no momento em que tentavam entrar nela com cinturões de explosivos.

O Iraque é cenário de um conflito interconfessional que, no ano passado, cobrou a vida de milhares de pessoas. Para fazer frente a essa violência na capital, as forças iraquianas, apoiadas pelos americanos, tentam aplicar um novo plano de segurança, promovido pelo primeiro-ministro Nuri Al Maliki.

No entanto, o almirante nomeado para conduzir as forças americanas no Oriente Médio afirmou nesta terça-feira que a estratégia dos Estados Unidos não está funcionando e que "resta pouco tempo" para mudar a situação com um novo enfoque.

O almirante William Fallon, que substituirá o general John Abizaid como chefe do Comando Central americano, indicou que as tropas de seu país poderão enfrentar um risco maior, mas que existe uma necessidade imperativa de tentar um novo enfoque.

"Acho que a situação no Iraque pode mudar, mas resta pouco tempo", afirmou Fallon ao comitê das forças armadas do Senado, ao indicar que não há garantias de êxito, mas que todos podem contar com seus esforços.

Durante 10 dias, muitos peregrinos se flagelaram para pedir perdão pela culpa por não ter salvado Hussein.

O Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira um novo balanço dos enfrentamentos entre as forças iraquianas e americanas e membros de uma seita messiânica xiita.

"O balanço final se eleva a 263 terroristas mortos e 502 detidos, dos quais 210 estão feridos", disse o porta-voz do Ministério da Defesa Mohammed Al Askari.

Os combates, que duraram todo o dia de domingo, também causaram pelo menos seis mortos nas fileiras das forças iraquianas. Dois soldados americanos morreram na queda de seu helicóptero.

Segundo a polícia de Najaf e várias testemunhas, os milicianos, que diziam se chamar "os soldados do céu", fazem parte de uma seita esotérica xiita que obedece a um "chefe espiritual" que diz ser a encarnação de Mahdi, o imã escondido cujo retorno é aguardado pelos xiitas.



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Luto no Iraque pela morte de 55 pessoas durante celebração de festival

Da AFP

30/01/2007 | 16:51


Pelo menos 55 pessoas morreram nesta terça-feira no Iraque, a maioria delas em dois atentados durante a celebração do luto xiita da Ashura, que reuniu este ano quase 1,5 milhão de peregrinos na cidade santa de Karbala.

Além disso, as forças de segurança iraquianas seguiam interrogando nesta terça-feira centenas de discípulos de um culto messiânico xiita desmantelado perto da cidade santa de Najaf.

Pelo menos 23 peregrinos xiitas morreram num atentado suicida numa mesquita da aldeia de Dur Mandali, 80 km a nordeste de Bagdá, segundo balanço policial.

O atentado ocorreu na mesquita Ali Al Akbar, na região de Baladruz, quando um suicida explodiu sua carga em meio à multidão de fiéis que celebravam o luto xiita da Ashura.

Em Baaquba, capital da província de Diyala, onde se encontra Dur Mandali, três xiitas que distribuíam comida morreram pelas mãos de homens armados, segundo a polícia local.

Pouco antes, 12 curdos xiitas, entre eles uma mulher e uma criança, morreram e 38 ficaram feridas perto de um local de culto xiita no centro de Janeqin, 170 km a nordeste de Bagdá, anunciou a polícia da cidade.

Segundo o coronel da polícia Azad Issa, a bomba foi colocada numa lata de lixo.

O atentado tinha como objetivo os curdos xiitas, que participavam, no centro de Janeqin, do luto da Ashura, principal festa religiosa xiita na qual os xiitas homenageiam a morte violenta de Hussein no ano 680, depois da derrota frente ao exército do califa Yazid, em Karbala.

Perto de Baaquba, morreram cinco pessoas em dois ataques, enquanto que em Mossul (norte) outras duas pessoas perderam a vida em virtude de um carro-bomba.

Dez civis também morreram e outros 16 ficaram feridos na queda de um obus de morteiro no bairro sunita de Adhamiyah (nordeste).

Adhamiyah é um bastião sunita situado na margem leste do Tigre majoritariamente habitado por xiitas.

Em outras regiões do Iraque, pelo menos sete pessoas morreram em vários ataques.

Por outro lado, não foi apontado nenhum incidente na cidade santa de Karbala, onde quase um milhão e meio de xiitas se reuniram para participar das cerimônias da Ashura, iniciadas há 10 dias e que terminam nesta terça-feira, anunciou o governador da província.

Cerca de 10.000 policiais e soldados foram mobilizados para proteger os peregrinos em Karbala e arredores e para evitar qualquer atentado.

Na segunda-feira à noite, foi detido um homem que carregava um cinturão com explosivos e tentava se misturar com os peregrinos, segundo o governador. Cinco "terroristas" já haviam sido detidos no norte da cidade, no momento em que tentavam entrar nela com cinturões de explosivos.

O Iraque é cenário de um conflito interconfessional que, no ano passado, cobrou a vida de milhares de pessoas. Para fazer frente a essa violência na capital, as forças iraquianas, apoiadas pelos americanos, tentam aplicar um novo plano de segurança, promovido pelo primeiro-ministro Nuri Al Maliki.

No entanto, o almirante nomeado para conduzir as forças americanas no Oriente Médio afirmou nesta terça-feira que a estratégia dos Estados Unidos não está funcionando e que "resta pouco tempo" para mudar a situação com um novo enfoque.

O almirante William Fallon, que substituirá o general John Abizaid como chefe do Comando Central americano, indicou que as tropas de seu país poderão enfrentar um risco maior, mas que existe uma necessidade imperativa de tentar um novo enfoque.

"Acho que a situação no Iraque pode mudar, mas resta pouco tempo", afirmou Fallon ao comitê das forças armadas do Senado, ao indicar que não há garantias de êxito, mas que todos podem contar com seus esforços.

Durante 10 dias, muitos peregrinos se flagelaram para pedir perdão pela culpa por não ter salvado Hussein.

O Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira um novo balanço dos enfrentamentos entre as forças iraquianas e americanas e membros de uma seita messiânica xiita.

"O balanço final se eleva a 263 terroristas mortos e 502 detidos, dos quais 210 estão feridos", disse o porta-voz do Ministério da Defesa Mohammed Al Askari.

Os combates, que duraram todo o dia de domingo, também causaram pelo menos seis mortos nas fileiras das forças iraquianas. Dois soldados americanos morreram na queda de seu helicóptero.

Segundo a polícia de Najaf e várias testemunhas, os milicianos, que diziam se chamar "os soldados do céu", fazem parte de uma seita esotérica xiita que obedece a um "chefe espiritual" que diz ser a encarnação de Mahdi, o imã escondido cujo retorno é aguardado pelos xiitas.

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