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A São Caetano dos leiteiros e verdureiros e...

Aos 75 anos, Izidoro Herrador volta à infância e juventude de entregador de pão pelas vilas semeadas numa cidade que explodia urbanisticamente


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

19/01/2009 | 00:00


Aos 75 anos, Izidoro Herrador volta à infância e juventude de entregador de pão pelas vilas semeadas numa cidade que explodia urbanisticamente, mas que não tinha padarias. Entregadores de pão sempre existiram, em São Caetano e outras cidades, numa atividade que alcançou os anos 1950 e 1960. O ofício chegou ao fim com a urbanização.

Tocamos nesse assunto com o senhor Izidoro na entrevista que fizemos. Concordamos que seria um sonho descobrir os entregadores de pão anteriores a ele. Quem entregava pão na São Caetano dos anos 1930, 1920, 1910?

Izidoro conviveu com outros profissionais do gênero, como os leiteiros e verdureiros. Os primeiros leiteiros da Rua Olinda, por exemplo, foram dona Dolores e ‘seo' Antonio, da família Arrebola, e seus filhos Antonio, Rafael e Pepe. Os Arrebola mantinham 20 vacas leiteiras que eram levadas a pastar nas várzeas dos Parentes, às margens do Ribeirão dos Meninos.

Zé Maria era um verdureiro com chácara na Rua Espírito Santo, esquina com a Rua Casimiro de Abreu. E Izidoro Herrador, entregador de pão. Os fregueses encomendavam o filão, a bengala ou o almofadinha. Pãozinho era uma exceção. Nas padarias encontravam-se os pães de água, de cerveja e a panhoca, que era um pão redondo semelhante ao italiano de hoje.

No tempo da guerra, o pão era racionado. Cinquenta gramas diárias para cada pessoa. Fazia-se pão de mandioca, também chamado de pão de guerra, cujo ingrediente básico era a farinha de arroz. Tempos difíceis, de uma São Caetano em formação, ainda horizontal. De qualquer forma, saudosa São Caetano.



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A São Caetano dos leiteiros e verdureiros e...

Aos 75 anos, Izidoro Herrador volta à infância e juventude de entregador de pão pelas vilas semeadas numa cidade que explodia urbanisticamente

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

19/01/2009 | 00:00


Aos 75 anos, Izidoro Herrador volta à infância e juventude de entregador de pão pelas vilas semeadas numa cidade que explodia urbanisticamente, mas que não tinha padarias. Entregadores de pão sempre existiram, em São Caetano e outras cidades, numa atividade que alcançou os anos 1950 e 1960. O ofício chegou ao fim com a urbanização.

Tocamos nesse assunto com o senhor Izidoro na entrevista que fizemos. Concordamos que seria um sonho descobrir os entregadores de pão anteriores a ele. Quem entregava pão na São Caetano dos anos 1930, 1920, 1910?

Izidoro conviveu com outros profissionais do gênero, como os leiteiros e verdureiros. Os primeiros leiteiros da Rua Olinda, por exemplo, foram dona Dolores e ‘seo' Antonio, da família Arrebola, e seus filhos Antonio, Rafael e Pepe. Os Arrebola mantinham 20 vacas leiteiras que eram levadas a pastar nas várzeas dos Parentes, às margens do Ribeirão dos Meninos.

Zé Maria era um verdureiro com chácara na Rua Espírito Santo, esquina com a Rua Casimiro de Abreu. E Izidoro Herrador, entregador de pão. Os fregueses encomendavam o filão, a bengala ou o almofadinha. Pãozinho era uma exceção. Nas padarias encontravam-se os pães de água, de cerveja e a panhoca, que era um pão redondo semelhante ao italiano de hoje.

No tempo da guerra, o pão era racionado. Cinquenta gramas diárias para cada pessoa. Fazia-se pão de mandioca, também chamado de pão de guerra, cujo ingrediente básico era a farinha de arroz. Tempos difíceis, de uma São Caetano em formação, ainda horizontal. De qualquer forma, saudosa São Caetano.

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