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Petroleiros saem da Recap após 30 horas como 'reféns'


Bárbara Ladeia
Emerson Coelho

24/03/2009 | 07:00


O Grande ABC não escapou da greve nacional deflagrada pelos funcionários da Petrobras. Na Recap (Refinaria de Capuava) localizada em Mauá, não houve troca de pessoal desde domingo e os 35 trabalhadores do turno, que entraram as 15 horas, só saíram ontem, por força de um habeas corpus, perto das 22 horas. Restou em atividade na Recap apenas a equipe de contingência.

Carlos Santos, presidente do Sindipetro (Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo), afirmou que a empresa pressionou os trabalhadores a não saírem. "Por isso acionamos a Justiça, para que saíssem de lá com tranquilidade e segurança", explica o sindicalista.

A Petrobras não confirmou a versão do sindicalista, garantiu que a produção seguiu normalmente, e, ainda, contra atacou. Embora confirmando que os funcionários estiveram em atividade desde às 15h de domingo, a empresa afirmou que foram os próprios que optaram por não sair do local, "para não bater de frente com o sindicato", de quem temiam retaliações. A Recap tem capacidade para processar 53 mil barris de petróleo por dia.

Dos 47 terminais da companhia responsáveis pelo escoamento da produção e entrega dos produtos, 25 não aderiram à greve e toda a produção foi entregue segundo a estatal.

OPEP - Ontem, o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão garantiu que não haverá desabastecimento de combustíveis ou matéria prima provocado pela greve. Porém, começaram a circular informações de que a paralisação das atividades dos petroleiros nas plataformas de extração de petróleo - na Bacia de Campos (Litoral Norte Fluminense e Espírito Santo) das 40 plataformas, 12 aderiram ao movimento - poderá afetar o mercado internacional do produto.

Curiosamente, Lobão disse que recebeu na semana passada um convite informal da direção da Opep (Organização Países Exportadores de Petróleo) para que o Brasil passe a fazer parte da entidade.

REIVINDICAÇÕES - Os trabalhadores Recap mantêm a mesma pauta de reivinvidicações da categoria no resto do País. Garantia de emprego dos terceirizados, melhorias na política de segurança do no trabalho, pagamento de horas-extra de feriados e reformulação nas regras de participação nos lucros de rendimento são as principais pautas dos petroleiros.

A greve, de acordo com o Sindipetro, acabou motivada pela insistência da Petrobras em não negociar, especialmente quanto à mudança nas políticas de segurança no trabalho. Essa falta levou o sindicato a acionar um oficial de Justiça para verificar as condições de trabalho na Recap. Esta foi responsável pela ordem de saída imediata dos trabalhadores do local. "A Petrobras não nos atendeu e iniciamos esse movimento com objetivo de reabrir as negociações", reclamou o presidente do Sindipetro.

(colaborou Marcos Seabra)



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Petroleiros saem da Recap após 30 horas como 'reféns'

Bárbara Ladeia
Emerson Coelho

24/03/2009 | 07:00


O Grande ABC não escapou da greve nacional deflagrada pelos funcionários da Petrobras. Na Recap (Refinaria de Capuava) localizada em Mauá, não houve troca de pessoal desde domingo e os 35 trabalhadores do turno, que entraram as 15 horas, só saíram ontem, por força de um habeas corpus, perto das 22 horas. Restou em atividade na Recap apenas a equipe de contingência.

Carlos Santos, presidente do Sindipetro (Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo), afirmou que a empresa pressionou os trabalhadores a não saírem. "Por isso acionamos a Justiça, para que saíssem de lá com tranquilidade e segurança", explica o sindicalista.

A Petrobras não confirmou a versão do sindicalista, garantiu que a produção seguiu normalmente, e, ainda, contra atacou. Embora confirmando que os funcionários estiveram em atividade desde às 15h de domingo, a empresa afirmou que foram os próprios que optaram por não sair do local, "para não bater de frente com o sindicato", de quem temiam retaliações. A Recap tem capacidade para processar 53 mil barris de petróleo por dia.

Dos 47 terminais da companhia responsáveis pelo escoamento da produção e entrega dos produtos, 25 não aderiram à greve e toda a produção foi entregue segundo a estatal.

OPEP - Ontem, o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão garantiu que não haverá desabastecimento de combustíveis ou matéria prima provocado pela greve. Porém, começaram a circular informações de que a paralisação das atividades dos petroleiros nas plataformas de extração de petróleo - na Bacia de Campos (Litoral Norte Fluminense e Espírito Santo) das 40 plataformas, 12 aderiram ao movimento - poderá afetar o mercado internacional do produto.

Curiosamente, Lobão disse que recebeu na semana passada um convite informal da direção da Opep (Organização Países Exportadores de Petróleo) para que o Brasil passe a fazer parte da entidade.

REIVINDICAÇÕES - Os trabalhadores Recap mantêm a mesma pauta de reivinvidicações da categoria no resto do País. Garantia de emprego dos terceirizados, melhorias na política de segurança do no trabalho, pagamento de horas-extra de feriados e reformulação nas regras de participação nos lucros de rendimento são as principais pautas dos petroleiros.

A greve, de acordo com o Sindipetro, acabou motivada pela insistência da Petrobras em não negociar, especialmente quanto à mudança nas políticas de segurança no trabalho. Essa falta levou o sindicato a acionar um oficial de Justiça para verificar as condições de trabalho na Recap. Esta foi responsável pela ordem de saída imediata dos trabalhadores do local. "A Petrobras não nos atendeu e iniciamos esse movimento com objetivo de reabrir as negociações", reclamou o presidente do Sindipetro.

(colaborou Marcos Seabra)

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