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Ladrões invadem igreja e rendem padre


Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

25/06/2007 | 07:00


Dois assaltantes invadiram a Paróquia Nossa Senhora das Dores, na Vila Palmares, em Santo André, e fizeram o padre Rubens Chasseraux refém. O caso aconteceu por volta das 7h de ontem, quando o pároco abria as portas da igreja.

“Eles já estavam de plantão. Perguntaram, primeiro, se eu conhecia algum bufê na rua e depois anunciaram o assalto. Colocaram um arma na minha nuca e taparam a minha boca para que não pudessse gritar”, conta o padre.

Segundo depoimento do padre, ambos eram jovens, na faixa etária dos 20 anos. “Nunca os vi por aqui. Tenho certeza que são de fora porque não sabiam nem que eu era padre. Mas, mesmo depois, quando descobriram, eles continuaram me ameaçando. Disseram que não se importavam se eu era ou não padre, queriam entrar na casa, em busca de dinheiro, talvez da quermesse de sábado.”

Ameaçado, o religioso tentou fugir e abriu um dos quartos da casa paroquial em busca de ajuda. “Coloquei o pé na porta e gritei que estava sendo assaltado. Na hora, meu sobrinho se levantou, de cueca mesmo, e enfrentou um dos assaltantes. O outro, porém, estava armado e quase atirou na gente. Fiquei apavorado. Nunca tinha passado por uma situação dessas”, relembra.

A movimentação assustou os assaltantes, que acabaram fugindo sem levar nada. A polícia foi chamada, mas o padre não registrou queixa. Segundo Chasseraux, o fato não deve altetar a rotina da paróquia. As missas foram realizadas normalmente no dia de ontem, pelo próprio padre, assim como a quermesse.

“Durante a celebração das 8h, tive de contar o que aconteceu aos fiéis, que estavam preocupados. Depois, juntos, rezamos por esses rapazes e pedimos proteção. Sabe, temos de prestar atenção na hora de abrir ou fechar um portão e, de preferência, estar sempre acompanhado por alguém.”

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Aos 69 anos, padre Rubens é uma das figuras mais carismáticas e polêmicas da Igreja na região. Durante as décadas de 1960 e 1970, lutou ativamente pelos direitos dos excluídos. Dedicou os 53 anos de sacerdócio às pastorais sociais e, ano passado, para surpresa dos fiéis, foi ‘convidado a se retirar’ do Hospital São Caetano, onde prestava apoio religioso.

O golpe não o derrubou, pelo contrário. Na páróquia que construiu, há atendimento médico, feito por 18 profissionais, farmácia popular, almoços comunitários e vestiário para moradores da rua poderem tomar banho. “O que aconteceu hoje (ontem) já passou. Serviu apenas para que eu passe a tomar mais cuidado. Está tudo bem.”


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