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Bittencourt tenta voo solo no PSD e gera desconforto

Andréa Iseki/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-deputado força disputa a prefeito de Sto.André, embora partido integre governo Grana


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

11/04/2015 | 07:00


O ex-deputado estadual José Bittencourt (PSD) protocolou interesse de pré-candidatura própria ao Paço de Santo André em 2016 no diretório estadual do partido e provocou saia justa interna. A legenda integra o primeiro escalão do governo Carlos Grana (PT), com o ex-vereador Paulinho Serra (PSD), presidente da sigla local, no comando da Secretaria de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, uma das principais da gestão. No documento, o pessedista menciona que os “três mandatos na Assembleia Legislativa por si só o credenciam a dispor o nome na disputa municipal”.

Bittencourt não conseguiu se reeleger no pleito do ano passado. O pessedista obteve 48,6 mil votos, ficando como segundo suplente da coligação. Deste total, 6.427 sufrágios foram conquistados na cidade. Apesar do revés no último páreo, o ex-deputado alega que o PSD, atualmente a quarta maior força em representatividade, não pode ficar de fora da concorrência no município, considerado estratégico. “Santo André é importante no cenário estadual e nacional. Temos de exercer papel de protagonismo e há apoio que me impulsionou a tomar essa decisão.”

Na eleição de 2012, vencida por Grana, o PSD, à época presidido por Bittencourt, entrou no arco de alianças do PT. O pessedista considera, entretanto, que o cargo ocupado por Paulinho faz parte de acordo particular entre o correligionário e o atual prefeito. “Em nenhum instante o PSD compôs com a administração. Eu não faço parte. É cota pessoal do Paulinho e seu grupo”. Nos bastidores, a avaliação é a de que o ex-parlamentar busca espaço político na Prefeitura.

Paulinho minimizou a situação e citou que a pretensão do colega de partido “é legítima”, porém extemporânea. Segundo o secretário, há determinação de instâncias superiores para evitar antecipar o processo sucessório do ano que vem. “Não acredito que este seja o momento para discutir eleição. Hoje não faz sentido este debate, não cabe agora. Fazemos parte de um projeto, que está em andamento, no qual podemos mostrar o nosso trabalho, sem preconceito partidário.”

O dirigente do PSD sinaliza que existe vontade para que o “acordo eleitoral seja mantido”, repetindo o bloco da coligação aliado a forças da sociedade civil. “Fato concreto é que o Bittencourt (como presidente, na oportunidade) também deu aval à adesão formal. Estamos numa aliança. Neste ano a proposta é cumprir tarefa e demonstrar o nosso estilo de fazer política. O processo só discutiremos em ano eleitoral.”



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