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Não cabe ao Brasil recusar abrigo aos venezuelanos, diz Jungmann

Marcelo Camargo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


08/08/2018 | 13:52


O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira, 8, que o governo do presidente Michel Temer tem feito "todo o possível" para atender os venezuelanos que chegam a Roraima pela fronteira. Ele ressaltou que não cabe ao Brasil recusar a entrada de refugiados e migrantes. Para o ministro, há uma "interferência tóxica das eleições" em torno da questão.

"Ordem judicial se cumpre e nós cumprimos (sobre fechamento da fronteira). Mas achamos que não faz sentido, não é constitucional. O assunto foi judicializado e acabou com decisão favorável pela continuidade da entrada dos venezuelanos", declarou Jungmann durante evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O governo federal tem recebido uma série de críticas do governo estadual, que alega não receber apoio para a chegada dos venezuelanos. O governo de Roraima está acusando o MDB, leia-se senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, de apostar no caos do Estado para favorecê-lo politicamente nas próximas eleições.

Questionado sobre as críticas, em coletiva de imprensa, Jungmann negou as acusações. "Está havendo uma interferência tóxica das eleições e tem pouca racionalidade nas discussões. Isso não pode ser alvo de disputa eleitoral. O governo federal tem feito todo o possível para atender as necessidades dos venezuelanos", rebateu Jungmann.

Ele defendeu que o governo "federalizou" a questão da entrada dos venezuelanos e garantiu a atuação das Forças Armadas e do Exército, que estão coordenando as ações. "A resposta que está sendo dada mereceu até aplausos da ONU (Organização das Nações Unidas)", destacou Jungmann.

Esta semana, a Agência das Nações Unidas para refugiados (ACNUR) elogiou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar uma decisão judicial prévia de fechar a fronteira com a Venezuela e disse que, até agora, o governo federal assegurou o acesso ao território a refugiados e migrantes que necessitam de proteção.



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Não cabe ao Brasil recusar abrigo aos venezuelanos, diz Jungmann


08/08/2018 | 13:52


O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira, 8, que o governo do presidente Michel Temer tem feito "todo o possível" para atender os venezuelanos que chegam a Roraima pela fronteira. Ele ressaltou que não cabe ao Brasil recusar a entrada de refugiados e migrantes. Para o ministro, há uma "interferência tóxica das eleições" em torno da questão.

"Ordem judicial se cumpre e nós cumprimos (sobre fechamento da fronteira). Mas achamos que não faz sentido, não é constitucional. O assunto foi judicializado e acabou com decisão favorável pela continuidade da entrada dos venezuelanos", declarou Jungmann durante evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O governo federal tem recebido uma série de críticas do governo estadual, que alega não receber apoio para a chegada dos venezuelanos. O governo de Roraima está acusando o MDB, leia-se senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, de apostar no caos do Estado para favorecê-lo politicamente nas próximas eleições.

Questionado sobre as críticas, em coletiva de imprensa, Jungmann negou as acusações. "Está havendo uma interferência tóxica das eleições e tem pouca racionalidade nas discussões. Isso não pode ser alvo de disputa eleitoral. O governo federal tem feito todo o possível para atender as necessidades dos venezuelanos", rebateu Jungmann.

Ele defendeu que o governo "federalizou" a questão da entrada dos venezuelanos e garantiu a atuação das Forças Armadas e do Exército, que estão coordenando as ações. "A resposta que está sendo dada mereceu até aplausos da ONU (Organização das Nações Unidas)", destacou Jungmann.

Esta semana, a Agência das Nações Unidas para refugiados (ACNUR) elogiou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar uma decisão judicial prévia de fechar a fronteira com a Venezuela e disse que, até agora, o governo federal assegurou o acesso ao território a refugiados e migrantes que necessitam de proteção.

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