Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 20 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Empréstimo para famílias deve subir 13%



28/10/2009 | 07:00


A gradual recuperação do nível de atividade doméstico deve levar a inadimplência das famílias no Brasil de 8,4% em setembro para 7,9% em dezembro, enquanto o indicador para pessoas jurídicas deve baixar, no mesmo período, de 4% para 3,5%. A estimativa é da economista da Tendências Consultoria, Mariana Oliveira. Segundo ela, os dados de crédito divulgados ontem pelo BC (Banco Central) apontam que a concessão de financiamentos deve ficar estável este ano no segmento corporativo e subir 13,4% para pessoa física.

Como a consultoria projeta queda de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto ) neste ano e expansão de 4,8% em 2010, a especialista estima que a participação do crédito no PIB, de 45,7% em setembro, alcance 46,7% no fim de 2009 e chegue 50,6% em dezembro

de 2010.

Na avaliação de Mariana, o pequeno avanço da inadimplência de pessoas jurídicas, de 3,9% em agosto para 4% em setembro, foi provocado por alguns fatores, como a dificuldade de acesso de crédito pelas empresas junto a bancos. "A concessão de crédito corporativo não retornou ao patamar anterior ao agravamento da crise internacional (setembro de 2008) e isso causa problemas, como o acesso a recursos para capital de giro", comentou.

Ela também destacou que a crise no crédito afetou de forma mais intensa as companhias, em termos relativos, do que os consumidores, pois vários setores produtivos registraram redução sensível de vendas, especialmente no primeiro trimestre deste ano.

Segundo a economista, os dados do BC mostraram queda muito pequena do spread bancário. A taxa média do spread chegou a 26% em setembro ante 26,3% apurados em agosto. Para as famílias, tal marca variou no período de 34,3% para 33,3%, enquanto que para as empresas a taxa recuou de 17,8% para 17,7%.

Para autoridades do governo, dois elementos colaboram para que os spreads apresentem velocidade lenta de queda. Um deles é concorrência entre os bancos, que tem espaço considerável para aumentar nos próximos trimestres.

Outro fator seria a estrutura de captação de recursos de curto prazo por parte das instituições financeiras, o que torna mais caro o custo de financiamento aos clientes.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;