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‘Don Pasquale’ a apenas R$ 20


Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

28/07/2001 | 15:44


A Orquestra Sinfônica de Santo André acompanha um notável elenco na montagem da ópera Don Pasquale, de Gaetano Donizetti (1797-1848), dirigida por Walter Neiva. Considerado pelo regente da orquestra andreense, Flavio Florence, o dream team dos cantores líricos brasileiros, o grupo inclui Paulo Szot, de Ribeirão Pires, Cláudia Riccitelli, Sandro Christopher e Eduardo Itaborahy. A próxima apresentação acontece neste domingo, às 17h, no Theatro São Pedro, em São Paulo, com ingressos baratos: R$ 20. No dia 3 de agosto, a récita será no Municipal de Santo André.

“Esses cantores se encaixam perfeitamente em seus personagens. Não haveria melhor elenco no Brasil”, afirma o maestro. Além do talento, segundo Florence, os artistas estão envolvidos com a montagem: “Estão cantando com prazer”.

O barítono Paulo Szot, que já cantou com os companheiros em outras oportunidades, refere-se aos amigos como “profissionais maravilhosos”. Ao lado de Cláudia, por exemplo, cantou em Il Guarany, Pagliacci e O Elixir do Amor.

Única brasileira que já se apresentou com a Filarmônica de Berlim, a soprano Cláudia debutou profissionalmente no Theatro Municipal de São Paulo. Natural de Campo Grande (MS), o barítono Christopher estudou em Roma, Milão e Nova York. E o tenor mineiro Itaborahy, também professor de técnica vocal e compositor, apresentou-se nos Estados Unidos e em várias cidades brasileiras.

Em Don Pasquale, Szot, que se formou na Polônia, faz o espirituoso Dr. Malatesta, o médico que arruma uma confusão na família de Don Pasquale (interpretado por Christopher). Velho, rico e solteiro, Don Pasquale decide se casar e Dr. Malatesta o convence de que a melhor mulher seria Norina (Cláudia).

Nada de errado, não fosse ela a amada de Ernesto (Itaborahy), sobrinho de Don Pasquale. Ernesto não gosta da idéia, mas o médico lhe explica as conveniências. Com lábia e ironia, Dr. Malatesta ilude a todos, mas só até a trama ser desvendada. “Donizetti sabia como fazer óperas dinâmicas, sabia dominar a orquestra e manipular as vozes de maneira competente”, afirma Florence.

A montagem não é uma megaprodução. Esse Don Pasquale é uma forma de levar uma ópera barata ao público. “Essa é a filosofia da Sinfônica de Santo André: popularizar a ópera, e não elitizar”, diz Florence. Na opinião de Szot, a simplicidade está nas raízes artísticas: “O importante na arte é a arte em si. O luxo é uma invenção de algumas pessoas”.

Além de reger a orquestra, Florence assina a direção musical. A participação do Coral do Estado de São Paulo tem a regência de José Ferraz de Toledo. Cenário, iluminação e figurino são de Walter Neiva, Donizetti Medeiros e Cássio Brasil, respectivamente.



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‘Don Pasquale’ a apenas R$ 20

Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

28/07/2001 | 15:44


A Orquestra Sinfônica de Santo André acompanha um notável elenco na montagem da ópera Don Pasquale, de Gaetano Donizetti (1797-1848), dirigida por Walter Neiva. Considerado pelo regente da orquestra andreense, Flavio Florence, o dream team dos cantores líricos brasileiros, o grupo inclui Paulo Szot, de Ribeirão Pires, Cláudia Riccitelli, Sandro Christopher e Eduardo Itaborahy. A próxima apresentação acontece neste domingo, às 17h, no Theatro São Pedro, em São Paulo, com ingressos baratos: R$ 20. No dia 3 de agosto, a récita será no Municipal de Santo André.

“Esses cantores se encaixam perfeitamente em seus personagens. Não haveria melhor elenco no Brasil”, afirma o maestro. Além do talento, segundo Florence, os artistas estão envolvidos com a montagem: “Estão cantando com prazer”.

O barítono Paulo Szot, que já cantou com os companheiros em outras oportunidades, refere-se aos amigos como “profissionais maravilhosos”. Ao lado de Cláudia, por exemplo, cantou em Il Guarany, Pagliacci e O Elixir do Amor.

Única brasileira que já se apresentou com a Filarmônica de Berlim, a soprano Cláudia debutou profissionalmente no Theatro Municipal de São Paulo. Natural de Campo Grande (MS), o barítono Christopher estudou em Roma, Milão e Nova York. E o tenor mineiro Itaborahy, também professor de técnica vocal e compositor, apresentou-se nos Estados Unidos e em várias cidades brasileiras.

Em Don Pasquale, Szot, que se formou na Polônia, faz o espirituoso Dr. Malatesta, o médico que arruma uma confusão na família de Don Pasquale (interpretado por Christopher). Velho, rico e solteiro, Don Pasquale decide se casar e Dr. Malatesta o convence de que a melhor mulher seria Norina (Cláudia).

Nada de errado, não fosse ela a amada de Ernesto (Itaborahy), sobrinho de Don Pasquale. Ernesto não gosta da idéia, mas o médico lhe explica as conveniências. Com lábia e ironia, Dr. Malatesta ilude a todos, mas só até a trama ser desvendada. “Donizetti sabia como fazer óperas dinâmicas, sabia dominar a orquestra e manipular as vozes de maneira competente”, afirma Florence.

A montagem não é uma megaprodução. Esse Don Pasquale é uma forma de levar uma ópera barata ao público. “Essa é a filosofia da Sinfônica de Santo André: popularizar a ópera, e não elitizar”, diz Florence. Na opinião de Szot, a simplicidade está nas raízes artísticas: “O importante na arte é a arte em si. O luxo é uma invenção de algumas pessoas”.

Além de reger a orquestra, Florence assina a direção musical. A participação do Coral do Estado de São Paulo tem a regência de José Ferraz de Toledo. Cenário, iluminação e figurino são de Walter Neiva, Donizetti Medeiros e Cássio Brasil, respectivamente.

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