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Salário médio do Trabalhador bate recorde

Em agosto, o rendimento teve alta de 1,4%, ante o mês anterior, e passou a ser R$ 1.472,10, segundo o IBGE


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

24/09/2010 | 07:04


O salário médio do trabalhador é o maior em oito anos. Em agosto, o rendimento teve alta de 1,4%, ante o mês anterior, e passou a ser R$ 1.472,10, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa, baseada em seis regiões metropolitanas do País, aponta que em São Paulo o salário médio é o maior, de R$ 1.580,10, em relação a Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Segundo o instituto, o recorde anterior, foi registrado em julho, quando o salário médio chegou a R$ 1.451,91. Já sobre agosto do ano passado, o aumento foi maior, de 5,5%.

No Grande ABC, os reajustes nos salários dos trabalhadores ajudam a elevar o índice da Região Metropolitana. "Com as campanhas salariais, todos os anos conquistamos salários melhores. Isso contribui para a média dos trabalhadores e do País", afirma o diretor do Sindicato dos Comerciários do ABC, Luiz Grande.

"A alta nos rendimentos médios dos trabalhadores é reflexo do reajuste do salário mínimo no início do ano e a queda da inflação", avalia o gerente do estudo do IBGE, Cimar Azeredo.

Para se ter ideia, o salário mínimo teve reajuste de 9,67%, passando de R$ 465 para R$ 510, de dezembro de 2009 para janeiro deste ano. Além disso, o cenário econômico contribui para que as empresas contratem de maneira formal. "Esse bom momento vai de encontro a melhoria das médias salariais", diz Azeredo.

Com os aumentos dos salários dos trabalhadores, o presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Sidnei Muneratti, acredita que as vendas do fim de ano terão alta de 10%, em comparação com o ano passado. "E posso afirmar que isso vai se repetir entre as outras cidades da região. Com mais dinheiro no bolso, crédito à disposição de todos, mais os abonos, como 13º salário, o comércio, principalmente, será beneficiado."

Segundo ele, com isso, a produção das indústrias e empresas irá crescer, mais contratações serão necessárias, e teremos, então, mais consumidores ativos.

SETORES
Segundo o IBGE, na variação do ano, o setor de construção foi o que apontou maior crescimento no rendimento salarial, passando de R$ 1.144,20 para R$ 1.250,30. No mês, o salário de quem exerce serviços domésticos teve a maior alta (2,4%), em relação aos outros.


Massa salarial dos ocupados tem alta de 1,8% em julho

A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados, (R$ 32,9 bilhões) em agosto deste ano, ficou 1,8% maior do que a registrada em julho, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a agosto do ano passado, a massa cresceu 8,8%.

Já a massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados (R$ 32, 5 bilhões em julho de 2010) cresceu 1,6% no mês (junho) e 9,2% em relação a julho do ano passado.

Segundo o economista Sandro Maskio, professor atuante em universidades da região, a massa corresponde ao número de trabalhadores formais. Ou seja, quando cresce a massa, significa que o número de pessoas empregadas e ativas financeiramente, no mercado de consumo, aumentou.

"Esse fenômeno é excelente para qualquer economia. Diria que é fundamental. Quanto maior o volume de dinheiro circulando, maior o crescimento dos setores, como por exemplo, o comércio", explica.

Maskio acredita que, depois da crise financeira mundial - iniciada no segundo semestre de 2008 -, a retomada da atividade econômica do País foi significante. "Em economia não há como fazer previsões. Afinal, vivemos de ciclos econômicos. Hoje, podemos dizer que estamos passando por um bom momento, que precisa ser aproveitado."(Tauana Marin)



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