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Policiais realizam reconstituição de ocorrência que matou médico

Ricardo Assanome foi morto dentro da delegacia andreense em maio


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

15/08/2014 | 07:00


Policiais do 2º DP (Camilópolis) de Santo André realizaram ontem, por volta das 18h, a reconstituição do crime que matou o médico pediatra Ricardo Seiti Assanome, 28 anos, no dia 26 de maio. Ele foi atingido por disparos da arma de fogo do agente de telecomunicações André Bordwell da Silva e morreu no hospital no dia 27.

De acordo com o delegado divisionário de Crimes Funcionais da Corregedoria, Mitiaki Yamamoto, a Polícia Civil tem até 30 dias para entregar o resultado da investigação ao Ministério Público.

Segundo Yamamoto, a conclusão do inquérito deve ser feita antes do prazo, sendo que faltam ainda alguns dados. “Estamos aguardando o resultado das requisições que efetuamos para verificar a trajetória dos disparos, inclusive o que atingiu o André, que foi indiciado. Acredito que isso deva ficar pronto em duas semanas, no máximo, já que ainda aguardamos um projétil que está no corpo do André e deve ser retirado por cirurgia.”

Conforme explicou o delegado, a verificação das trajetórias tem um papel decisivo nas investigações. “Ela é necessária para saber em que momento o indiciado passou a efetuar os disparos, para saber que ponto de lucidez ele tinha naquele momento”, disse. O agente de telecomunicações responde ao processo em liberdade, mas está afastado de suas atividades.

“A reconstituição fez com que houvesse um avanço na dinâmica dos fatos, como eles se desenrolaram e o que os desencadeou. Com a conclusão de todos esses trabalhos, vamos poder dar mais subsídio para o Ministério Público”, destacou Yamamoto.

Parentes do médico acompanharam a reconstituição no local. Todos estavam bastante emocionados e não quiseram falar. Conforme a advogada da família, Eliane Ferreira de Laurentis, eles estão muito abalados e, no momento, aguardam a finalização dos processos criminal e administrativo. “Depois da conclusão de ambos os trabalhos, eles vão tomar uma posição sobre o que é melhor: se vamos nos satisfazer com a decisão da Justiça brasileira ou se optaremos por buscar, inclusive, denúncia internacional”, disse. 



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Policiais realizam reconstituição de ocorrência que matou médico

Ricardo Assanome foi morto dentro da delegacia andreense em maio

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

15/08/2014 | 07:00


Policiais do 2º DP (Camilópolis) de Santo André realizaram ontem, por volta das 18h, a reconstituição do crime que matou o médico pediatra Ricardo Seiti Assanome, 28 anos, no dia 26 de maio. Ele foi atingido por disparos da arma de fogo do agente de telecomunicações André Bordwell da Silva e morreu no hospital no dia 27.

De acordo com o delegado divisionário de Crimes Funcionais da Corregedoria, Mitiaki Yamamoto, a Polícia Civil tem até 30 dias para entregar o resultado da investigação ao Ministério Público.

Segundo Yamamoto, a conclusão do inquérito deve ser feita antes do prazo, sendo que faltam ainda alguns dados. “Estamos aguardando o resultado das requisições que efetuamos para verificar a trajetória dos disparos, inclusive o que atingiu o André, que foi indiciado. Acredito que isso deva ficar pronto em duas semanas, no máximo, já que ainda aguardamos um projétil que está no corpo do André e deve ser retirado por cirurgia.”

Conforme explicou o delegado, a verificação das trajetórias tem um papel decisivo nas investigações. “Ela é necessária para saber em que momento o indiciado passou a efetuar os disparos, para saber que ponto de lucidez ele tinha naquele momento”, disse. O agente de telecomunicações responde ao processo em liberdade, mas está afastado de suas atividades.

“A reconstituição fez com que houvesse um avanço na dinâmica dos fatos, como eles se desenrolaram e o que os desencadeou. Com a conclusão de todos esses trabalhos, vamos poder dar mais subsídio para o Ministério Público”, destacou Yamamoto.

Parentes do médico acompanharam a reconstituição no local. Todos estavam bastante emocionados e não quiseram falar. Conforme a advogada da família, Eliane Ferreira de Laurentis, eles estão muito abalados e, no momento, aguardam a finalização dos processos criminal e administrativo. “Depois da conclusão de ambos os trabalhos, eles vão tomar uma posição sobre o que é melhor: se vamos nos satisfazer com a decisão da Justiça brasileira ou se optaremos por buscar, inclusive, denúncia internacional”, disse. 

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