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Aridez que fascina


Eliane de Souza
Do Diário do Grande ABC

12/08/2010 | 07:01


O Deserto do Atacama é desses lugares que temos vontade de conhecer desde a infância, depois de assistir a algum documentário na televisão. A realização desse sonho, porém, só se concretiza quando nos tornamos adultos, que é quando temos dinheiro e coragem de encarar a natureza em condições extremas. Como seria viver no último lugar do mundo onde se levaria um guarda-chuva, já que a região passou 400 anos sem receber uma gota d'água do céu?

O fenômeno é curioso. As correntes marítimas do Oceano Pacífico não conseguem passar para o deserto, por causa da altitude. Assim, quando se evaporam, as nuvens úmidas descarregam seu conteúdo antes de chegar ao deserto, podendo deixá-lo sem chuva por longos períodos. Sua aridez é incrível. Atualmente, o índice pluviométrico é de 33 milímetros por ano, o equivalente a um dia de chuva por ano.

As temperaturas no deserto variam entre 0ºC à noite e 40ºC durante o dia. Em função dessas condições existem poucas cidades e vilas no deserto; uma delas é San Pedro do Atacama, que tem pouco mais de 3.000 habitantes e está a 2.400 metros de altitude. Possui clima quente durante o dia e frio à noite.

Mesmo com o ar muito seco, é quase comum nevar em partes da região perto dos vulcões. É possível acompanhar esse fenômeno no inverno, na região dos lagos do altiplano.

A partir de 1995, o Deserto do Atacama passou a ser visado por turistas de todo o mundo para a prática de trekking, montanhismo, montaria, off-road e mountain biking, além dos astrônomos que costumam procurar o local para observar estrelas com uma precisão que não seria possível em nenhum outro lugar do planeta e de arqueólogos ávidos por conferir interessantes artefatos históricos. Salinas, gêiseres, vulcões, montanhas, lagoas coloridas, vales verdejantes e cânions de água cristalina completam a lista de atrativos.

Disposto a encarar tudo isso? Então prepare-se para enfrentar algumas horas de voos e aeroporto. Chegando à capital chilena, pegue um voo até Calama e encare mais uma hora de carro até o vilarejo na entrada do deserto. A não ser que queira se aventurar de carro a partir de Santiago e percorrer os quase 1.200 quilômetros até San Pedro de Atacama. Buen viaje!

O QUE LEVAR?

Filtro solar acima de 30
Mesmo no inverno, as queimaduras no rosto são inevitáveis.

Protetor labial
O clima seco forma feridas e deixa os lábios muito sensíveis.

Soro fisiológico
É bem-vindo para evitar o ressecamento dos olhos e do nariz.

Chapéus e bonés
Muito eficientes em locais onde não há um fio de sombra.

Sapatos confortáveis
Nada de estrear aquela bota incrível durante o trekking.

Roupas para frio extremo
Opte pelo look ‘cebola', com peças que possam ser removidas à medida que a temperatura subir.

Muita água
Prepare-se para ingerir pelo menos o dobro de água que consome habitualmente. Dois litros são um bom começo.



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Aridez que fascina

Eliane de Souza
Do Diário do Grande ABC

12/08/2010 | 07:01


O Deserto do Atacama é desses lugares que temos vontade de conhecer desde a infância, depois de assistir a algum documentário na televisão. A realização desse sonho, porém, só se concretiza quando nos tornamos adultos, que é quando temos dinheiro e coragem de encarar a natureza em condições extremas. Como seria viver no último lugar do mundo onde se levaria um guarda-chuva, já que a região passou 400 anos sem receber uma gota d'água do céu?

O fenômeno é curioso. As correntes marítimas do Oceano Pacífico não conseguem passar para o deserto, por causa da altitude. Assim, quando se evaporam, as nuvens úmidas descarregam seu conteúdo antes de chegar ao deserto, podendo deixá-lo sem chuva por longos períodos. Sua aridez é incrível. Atualmente, o índice pluviométrico é de 33 milímetros por ano, o equivalente a um dia de chuva por ano.

As temperaturas no deserto variam entre 0ºC à noite e 40ºC durante o dia. Em função dessas condições existem poucas cidades e vilas no deserto; uma delas é San Pedro do Atacama, que tem pouco mais de 3.000 habitantes e está a 2.400 metros de altitude. Possui clima quente durante o dia e frio à noite.

Mesmo com o ar muito seco, é quase comum nevar em partes da região perto dos vulcões. É possível acompanhar esse fenômeno no inverno, na região dos lagos do altiplano.

A partir de 1995, o Deserto do Atacama passou a ser visado por turistas de todo o mundo para a prática de trekking, montanhismo, montaria, off-road e mountain biking, além dos astrônomos que costumam procurar o local para observar estrelas com uma precisão que não seria possível em nenhum outro lugar do planeta e de arqueólogos ávidos por conferir interessantes artefatos históricos. Salinas, gêiseres, vulcões, montanhas, lagoas coloridas, vales verdejantes e cânions de água cristalina completam a lista de atrativos.

Disposto a encarar tudo isso? Então prepare-se para enfrentar algumas horas de voos e aeroporto. Chegando à capital chilena, pegue um voo até Calama e encare mais uma hora de carro até o vilarejo na entrada do deserto. A não ser que queira se aventurar de carro a partir de Santiago e percorrer os quase 1.200 quilômetros até San Pedro de Atacama. Buen viaje!

O QUE LEVAR?

Filtro solar acima de 30
Mesmo no inverno, as queimaduras no rosto são inevitáveis.

Protetor labial
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Soro fisiológico
É bem-vindo para evitar o ressecamento dos olhos e do nariz.

Chapéus e bonés
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Sapatos confortáveis
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