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Nara Leão muito além da bossa


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

19/04/2010 | 07:06


No tempo em que as adaptações musicais da Broadway lotam o teatro de equipes de produção e elenco, o menos é mais volta ao cartaz com Nara, espetáculo musical protagonizado por Fernanda Couto, que revive a história da cantora Nara Leão (1942-1989) e estreia quarta, em São Paulo.

Definido como ‘teatro musical de câmara' por Fernanda, que em parceria com Márcio Araújo assina o texto, a peça conta em letra e música a vida de uma das maiores estrelas do período mais profícuo da música popular brasileira.

"É a cara da Nara, um espaço pequeno, três instrumentos em cena. Quero que chegue mais próximo de todos, no mesmo clima instimista que sugere a bossa nova", conta a atriz.

A montagem ganha os palcos com a intenção de expandir o que se julga saber de Nara. Mais do que artista de bossa nova, a cantora desempenhou trabalhos fundamentais para a expansão dos gêneros na música popular brasileira.

Cantou samba de morro, trazendo à luz discriminados sambistas cariocas, como Zé Kéti. Encurtou o caminho de Maria Bethânia rumo ao estrelato, trazendo a cantora baiana para substituí-la no show Opinião, participou ativamente do tropicalismo e foi a primeira grande cantora a dedicar um disco inteiro às composições de Roberto Carlos.

"A Nara cantora, para mim, é artista no sentido mais amplo da palavra. Enxerga o belo aonde as pessoas ainda não estão vendo beleza. Como mulher, é um exemplo de independência. Naquela época, foi educada para não depender de homem."

Em foco, e cercada de música, as principais histórias dela são recriadas. As tardes musicais em sua casa, que contaram com convidados do quilate de João Gilberto e Tom Jobim, sua luta contra a ditadura, o autoexílio e de como recebia as críticas dizendo que cantava mal.

As músicas contemplam todos os períodos também. No repertório, figuram 20 canções, entre elas Diz que Fui Por Aí, João e Maria, Com Açúcar, Com Afeto, Insensatez, A Banda e As Curvas da Estrada de Santos.

CARACTERIZAÇÃO
O que entra em mérito não é a semelhança física entre as duas. "Tenho um tipo longelíneo", compara, complementando que as similaridades são outras. "Vou recriar a essência, não a caricatura. Tenho o jeito de cantar parecido com o dela, mais suave, de entender a letra, curtir a bossa."

Outro detalhe, os ‘joelhinhos de Nara', famosos pela beleza, também não estão inclusos nas semelhanças. "Pedi até para o figurinista esconder meu joelho. O povo perdoaria tudo, menos o meu joelho ossudo."

Nara - Teatro. No Teatro Augusta - Rua Augusta, 943, São Paulo. Tel.: 3151-4141. 4ª e 5ª, às 21h. Ingr.: R$ 30. Até 24 de junho.



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Nara Leão muito além da bossa

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

19/04/2010 | 07:06


No tempo em que as adaptações musicais da Broadway lotam o teatro de equipes de produção e elenco, o menos é mais volta ao cartaz com Nara, espetáculo musical protagonizado por Fernanda Couto, que revive a história da cantora Nara Leão (1942-1989) e estreia quarta, em São Paulo.

Definido como ‘teatro musical de câmara' por Fernanda, que em parceria com Márcio Araújo assina o texto, a peça conta em letra e música a vida de uma das maiores estrelas do período mais profícuo da música popular brasileira.

"É a cara da Nara, um espaço pequeno, três instrumentos em cena. Quero que chegue mais próximo de todos, no mesmo clima instimista que sugere a bossa nova", conta a atriz.

A montagem ganha os palcos com a intenção de expandir o que se julga saber de Nara. Mais do que artista de bossa nova, a cantora desempenhou trabalhos fundamentais para a expansão dos gêneros na música popular brasileira.

Cantou samba de morro, trazendo à luz discriminados sambistas cariocas, como Zé Kéti. Encurtou o caminho de Maria Bethânia rumo ao estrelato, trazendo a cantora baiana para substituí-la no show Opinião, participou ativamente do tropicalismo e foi a primeira grande cantora a dedicar um disco inteiro às composições de Roberto Carlos.

"A Nara cantora, para mim, é artista no sentido mais amplo da palavra. Enxerga o belo aonde as pessoas ainda não estão vendo beleza. Como mulher, é um exemplo de independência. Naquela época, foi educada para não depender de homem."

Em foco, e cercada de música, as principais histórias dela são recriadas. As tardes musicais em sua casa, que contaram com convidados do quilate de João Gilberto e Tom Jobim, sua luta contra a ditadura, o autoexílio e de como recebia as críticas dizendo que cantava mal.

As músicas contemplam todos os períodos também. No repertório, figuram 20 canções, entre elas Diz que Fui Por Aí, João e Maria, Com Açúcar, Com Afeto, Insensatez, A Banda e As Curvas da Estrada de Santos.

CARACTERIZAÇÃO
O que entra em mérito não é a semelhança física entre as duas. "Tenho um tipo longelíneo", compara, complementando que as similaridades são outras. "Vou recriar a essência, não a caricatura. Tenho o jeito de cantar parecido com o dela, mais suave, de entender a letra, curtir a bossa."

Outro detalhe, os ‘joelhinhos de Nara', famosos pela beleza, também não estão inclusos nas semelhanças. "Pedi até para o figurinista esconder meu joelho. O povo perdoaria tudo, menos o meu joelho ossudo."

Nara - Teatro. No Teatro Augusta - Rua Augusta, 943, São Paulo. Tel.: 3151-4141. 4ª e 5ª, às 21h. Ingr.: R$ 30. Até 24 de junho.

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