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Em algumas profissões, mulheres já ganham mais


Cibele Gandolpho
Do Diário do Grande ABC

19/04/2010 | 07:12


Homens que sempre ganharam mais que as mulheres, em todas as profissões, começaram a ver a situação se inverter nos últimos anos. Dados do Ministério do Trabalho mostram que as trabalhadoras têm mudado esse quadro. Em 2008, por exemplo, no Amapá e no Distrito Federal, os salários mais altos eram delas.

No entanto, mesmo ocupando cargos similares, homens e mulheres ainda possuem remunerações diferentes, mas não em algumas profissões. A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios realizada pela Catho Online e divulgada neste mês mostra as posições em que a remuneração feminina alcança valor maior que a de seus pares masculinos.

O ranking é liderado pela professora com doutorado, que ganha até 25% mais do que os professores no mesmo nível de aperfeiçoamento. Em seguida, aparecem as áreas de modelismo/estilista e gerentes de hotel, com salários 22% maiores do que os homens que ocupam as mesmas funções. Terapêuta ocupacional (fisioterapia) aparece com 19%, seguida de professora e recepcionista de hotel, ambas com 16% de vantagem.

Ainda vale destacar outras profissões, como repórter (9% de diferença a favor das mulheres), bibliotecário (6%), estagiário de enfermagem (13%) e arquiteto pleno (3%).

De acordo com Marco Soraggi, diretor da pesquisa salarial da Catho Online, nem sempre vale a regra de que os homens ganham mais do que as mulheres. "Elas se destacam em profissões onde estão mais presentes, como nas áreas de moda, letras, psicologia, enfermagem, recursos humanos, nutrição, entre outras", afirma.

A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios foi realizada no período de 1º a 27 de fevereiro com mais de 175 mil pessoas e cerca de 21 mil empresas em 3.550 cidades de todo o Brasil. O estudo é atualizada a cada quatro meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 215 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 22 regiões geográficas do País, além de sete faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Para a headhunter Ana Paula Luzigui, um dos motivos que têm feito os salários femininos passarem os masculinos em algumas áreas é que as brasileiras estão estudando mais. "A geração de cargos com maior escolaridade beneficia o sexo feminino porque a economia vem gerando empregos com mais qualidade e a mulher tem mais capacidade de ocupar esses cargos", destaca.



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Em algumas profissões, mulheres já ganham mais

Cibele Gandolpho
Do Diário do Grande ABC

19/04/2010 | 07:12


Homens que sempre ganharam mais que as mulheres, em todas as profissões, começaram a ver a situação se inverter nos últimos anos. Dados do Ministério do Trabalho mostram que as trabalhadoras têm mudado esse quadro. Em 2008, por exemplo, no Amapá e no Distrito Federal, os salários mais altos eram delas.

No entanto, mesmo ocupando cargos similares, homens e mulheres ainda possuem remunerações diferentes, mas não em algumas profissões. A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios realizada pela Catho Online e divulgada neste mês mostra as posições em que a remuneração feminina alcança valor maior que a de seus pares masculinos.

O ranking é liderado pela professora com doutorado, que ganha até 25% mais do que os professores no mesmo nível de aperfeiçoamento. Em seguida, aparecem as áreas de modelismo/estilista e gerentes de hotel, com salários 22% maiores do que os homens que ocupam as mesmas funções. Terapêuta ocupacional (fisioterapia) aparece com 19%, seguida de professora e recepcionista de hotel, ambas com 16% de vantagem.

Ainda vale destacar outras profissões, como repórter (9% de diferença a favor das mulheres), bibliotecário (6%), estagiário de enfermagem (13%) e arquiteto pleno (3%).

De acordo com Marco Soraggi, diretor da pesquisa salarial da Catho Online, nem sempre vale a regra de que os homens ganham mais do que as mulheres. "Elas se destacam em profissões onde estão mais presentes, como nas áreas de moda, letras, psicologia, enfermagem, recursos humanos, nutrição, entre outras", afirma.

A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios foi realizada no período de 1º a 27 de fevereiro com mais de 175 mil pessoas e cerca de 21 mil empresas em 3.550 cidades de todo o Brasil. O estudo é atualizada a cada quatro meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 215 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 22 regiões geográficas do País, além de sete faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Para a headhunter Ana Paula Luzigui, um dos motivos que têm feito os salários femininos passarem os masculinos em algumas áreas é que as brasileiras estão estudando mais. "A geração de cargos com maior escolaridade beneficia o sexo feminino porque a economia vem gerando empregos com mais qualidade e a mulher tem mais capacidade de ocupar esses cargos", destaca.

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