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Deputados pedem R$ 2 bi para região

Parlamentares sugerem gastos no orçamento estadual e dão
prioridade para bases eleitorais; o valor não é definitivo


Raphael Di Cunto
Especial para o Diário

14/11/2010 | 07:06


Os oito deputados estaduais do Grande ABC protocolaram apenas para a região emendas de mais de R$ 2 bilhões ao orçamento do governo estadual para 2011, montante superior ao pedido no ano passado, quando todas as emendas dos parlamentares chegaram a R$ 2,5 bilhões - o que contou, também, verbas enviadas para fora das sete cidades.

O valor, contudo, ainda não é definitivo e depende da articulação de cada deputado e da análise do relator do orçamento, que novamente será o deputado Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador Mário Covas, morto em 2001.

A análise decidirá os projetos e remanejamentos de verbas que serão acrescidos ao orçamento como sub-emendas. Nem o valor da "cota" de cada deputado foi estabelecido ainda - para 2010, foi de R$ 2 milhões, mais as emendas de bancada.

Entretanto, uma coisa não mudou em relação ao ano passado: a concentração de emendas nas bases eleitorais dos candidatos. O deputado estadual José Augusto (PSDB), por exemplo, destinou 17 emendas para Diadema, cidade onde já foi prefeito e que lhe deu 40 mil votos na última eleição, embora insuficientes para reelegê-lo.

Outra a investir pesado no reduto eleitoral foi a deputada Ana do Carmo (PT), que pediu R$ 449 milhões para São Bernardo. Em contrapartida, a petista requisitou R$ 44 milhões para Santo André, Mauá, Diadema e a região como um todo, a maior parte para urbanização de favelas e construção de moradias populares.

Para o deputado Alex Manente (PPS), é natural focar os pedidos na cidade do parlamentar. "É o lugar onde nós conhecemos as demandas com mais profundidade", afirmou o político, que mandou para São Bernardo metade do valor das emendas feitas para o Grande ABC, de R$ 350 milhões.

Apesar de criticar o prefeito Luiz Marinho (PT) em discursos por não aceitar suas emendas, o deputado Orlando Morando (PSDB) voltou a destinar a maior parte dos recursos que pediu para São Bernardo.

"Não é porque ele é meu adversário político que eu vou ser adversário da população", declarou o tucano, que tem a intenção de concorrer novamente à Prefeitura em 2012 - há dois anos, ele perdeu a disputa para Marinho.

Também com foco na cidade que lhe deu a maioria dos votos, a deputada Vanessa Damo (PMDB) pediu R$ 32 milhões para Mauá - ao todo, ela solicitou R$ 51,9 milhões para a região.

Segundo a peemedebista, a escolha dos projetos para receber dinheiro do orçamento ocorreu de reivindicações populares. "São bandeiras prioritárias do meu mandato, mas que eu ainda não consegui concluir nos outros anos", justificou.

Entre elas, Vanessa destaca o Centro de Referência da Saúde da Mulher, que disponibiliza equipamento para realização de exames e custo aproximado de R$ 350 mil. "É um projeto que pedi para todas as cidades do Grande ABC, menos Rio Grande da Serra, que já recebeu um, por meio de emenda, neste ano", frisou.



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Deputados pedem R$ 2 bi para região

Parlamentares sugerem gastos no orçamento estadual e dão
prioridade para bases eleitorais; o valor não é definitivo

Raphael Di Cunto
Especial para o Diário

14/11/2010 | 07:06


Os oito deputados estaduais do Grande ABC protocolaram apenas para a região emendas de mais de R$ 2 bilhões ao orçamento do governo estadual para 2011, montante superior ao pedido no ano passado, quando todas as emendas dos parlamentares chegaram a R$ 2,5 bilhões - o que contou, também, verbas enviadas para fora das sete cidades.

O valor, contudo, ainda não é definitivo e depende da articulação de cada deputado e da análise do relator do orçamento, que novamente será o deputado Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador Mário Covas, morto em 2001.

A análise decidirá os projetos e remanejamentos de verbas que serão acrescidos ao orçamento como sub-emendas. Nem o valor da "cota" de cada deputado foi estabelecido ainda - para 2010, foi de R$ 2 milhões, mais as emendas de bancada.

Entretanto, uma coisa não mudou em relação ao ano passado: a concentração de emendas nas bases eleitorais dos candidatos. O deputado estadual José Augusto (PSDB), por exemplo, destinou 17 emendas para Diadema, cidade onde já foi prefeito e que lhe deu 40 mil votos na última eleição, embora insuficientes para reelegê-lo.

Outra a investir pesado no reduto eleitoral foi a deputada Ana do Carmo (PT), que pediu R$ 449 milhões para São Bernardo. Em contrapartida, a petista requisitou R$ 44 milhões para Santo André, Mauá, Diadema e a região como um todo, a maior parte para urbanização de favelas e construção de moradias populares.

Para o deputado Alex Manente (PPS), é natural focar os pedidos na cidade do parlamentar. "É o lugar onde nós conhecemos as demandas com mais profundidade", afirmou o político, que mandou para São Bernardo metade do valor das emendas feitas para o Grande ABC, de R$ 350 milhões.

Apesar de criticar o prefeito Luiz Marinho (PT) em discursos por não aceitar suas emendas, o deputado Orlando Morando (PSDB) voltou a destinar a maior parte dos recursos que pediu para São Bernardo.

"Não é porque ele é meu adversário político que eu vou ser adversário da população", declarou o tucano, que tem a intenção de concorrer novamente à Prefeitura em 2012 - há dois anos, ele perdeu a disputa para Marinho.

Também com foco na cidade que lhe deu a maioria dos votos, a deputada Vanessa Damo (PMDB) pediu R$ 32 milhões para Mauá - ao todo, ela solicitou R$ 51,9 milhões para a região.

Segundo a peemedebista, a escolha dos projetos para receber dinheiro do orçamento ocorreu de reivindicações populares. "São bandeiras prioritárias do meu mandato, mas que eu ainda não consegui concluir nos outros anos", justificou.

Entre elas, Vanessa destaca o Centro de Referência da Saúde da Mulher, que disponibiliza equipamento para realização de exames e custo aproximado de R$ 350 mil. "É um projeto que pedi para todas as cidades do Grande ABC, menos Rio Grande da Serra, que já recebeu um, por meio de emenda, neste ano", frisou.

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