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Deslizamento assusta moradores em São Bernardo


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

18/12/2010 | 07:01


Os moradores do núcleo habitacional Jesus de Nazareth, em São Bernardo, levaram um susto na madrugada de ontem. Por volta das 2h, um deslizamento arrastou terra, árvores e lixo morro abaixo.

"Está tudo bem?"

"Alguém se machucou?"

Os gritos dos vizinhos foram ouvidos em todo o núcleo, mas, por sorte, não houve feridos. No início deste ano, 140 barracos foram removidos dali. Eles estavam em área de risco de nível quatro que, de acordo com o PPDC (Plano Preventivo da Defesa Civil), prevê retirada imediata.

O barulho da terra deslizando tirou a agente de saúde Verônica Bárbara Carneiro Vieira, 33 anos, da cama. A partir daquele momento, Vera, como é conhecida, pouco dormiu. Agora, teme que as casas de alvenaria do núcleo também sejam afetadas por deslizamentos. "Há crianças pequenas e gestantes correndo perigo. A Prefeitura veio aqui, tirou os barracos, mas cadê o projeto para essa área? Até agora não teve", reclamou.

O comerciante Nivaldo Araújo Silva, 46, é um dos que pode ficar desabrigado após o deslizamento de ontem. A terra desceu bem ao lado do muro de seu imóvel, que está rachado. "Não adianta remover os barracos e deixar a gente aqui nessa angústia. O que vão fazer nesse terreno, e quando? Queremos saber."

MORRO ACIMA
No Jesus de Nazareth, o medo aumenta conforme se sobe o morro. A faxineira Maria Jucelia Pinto Carvalho, 41, mora na parte mais alta do núcleo e sequer ouviu o barulho do deslizamento, mas levou um susto quando abriu a porta de casa, ontem de manhã, e deu de cara com entulho e terra. "Parece que passou um trator por aqui e mexeu em tudo", disse.

A faxineira colocou uma lona sobre a pouca terra firme que sobrou em frente à residência, mas a água é implacável e o buraco causado pelo deslizamento só aumenta.

A teleoperadora Solange Reis de Jesus Silva, 27, acionou a Defesa Civil durante a madrugada, pois seu imóvel está com infiltrações. "Tenho medo que venha tudo abaixo, mas também não tenho para onde ir", lamentou. Até as 10h de ontem, os agentes não haviam chegado ao bairro.

MONITORAMENTO
A Prefeitura foi procurada para comentar as ações que serão desenvolvidas no bairro, mas não retornou até o fechamento desta edição.

São Bernardo atualmente monitora 58 áreas de risco, que concentram mais de duas mil moradias. São divididas em 183 setores, ou seja, locais em que todas as moradias estão sob o mesmo tipo de risco (escorregamento ou alagamento), em grau médio, alto ou muito alto.

Para intensificar a fiscalização, a Prefeitura lançou a Operação Guarda Chuva, que vai até o dia 15 de abril. O principal objetivo é intensificar as ações de prevenção de acidentes relacionados às chuvas de verão e dar assistência aos moradores das áreas de risco.

A operação incorpora o PPDC (Plano Preventivo da Defesa Civil), que acompanha as ocorrências antes, durante e depois, além de adotar soluções para cada caso.

Uma das principais medidas adotadas foi a elaboração do PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos), que lista uma série de ações prioritárias para prevenir acidentes durante o período de chuvas.



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Deslizamento assusta moradores em São Bernardo

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

18/12/2010 | 07:01


Os moradores do núcleo habitacional Jesus de Nazareth, em São Bernardo, levaram um susto na madrugada de ontem. Por volta das 2h, um deslizamento arrastou terra, árvores e lixo morro abaixo.

"Está tudo bem?"

"Alguém se machucou?"

Os gritos dos vizinhos foram ouvidos em todo o núcleo, mas, por sorte, não houve feridos. No início deste ano, 140 barracos foram removidos dali. Eles estavam em área de risco de nível quatro que, de acordo com o PPDC (Plano Preventivo da Defesa Civil), prevê retirada imediata.

O barulho da terra deslizando tirou a agente de saúde Verônica Bárbara Carneiro Vieira, 33 anos, da cama. A partir daquele momento, Vera, como é conhecida, pouco dormiu. Agora, teme que as casas de alvenaria do núcleo também sejam afetadas por deslizamentos. "Há crianças pequenas e gestantes correndo perigo. A Prefeitura veio aqui, tirou os barracos, mas cadê o projeto para essa área? Até agora não teve", reclamou.

O comerciante Nivaldo Araújo Silva, 46, é um dos que pode ficar desabrigado após o deslizamento de ontem. A terra desceu bem ao lado do muro de seu imóvel, que está rachado. "Não adianta remover os barracos e deixar a gente aqui nessa angústia. O que vão fazer nesse terreno, e quando? Queremos saber."

MORRO ACIMA
No Jesus de Nazareth, o medo aumenta conforme se sobe o morro. A faxineira Maria Jucelia Pinto Carvalho, 41, mora na parte mais alta do núcleo e sequer ouviu o barulho do deslizamento, mas levou um susto quando abriu a porta de casa, ontem de manhã, e deu de cara com entulho e terra. "Parece que passou um trator por aqui e mexeu em tudo", disse.

A faxineira colocou uma lona sobre a pouca terra firme que sobrou em frente à residência, mas a água é implacável e o buraco causado pelo deslizamento só aumenta.

A teleoperadora Solange Reis de Jesus Silva, 27, acionou a Defesa Civil durante a madrugada, pois seu imóvel está com infiltrações. "Tenho medo que venha tudo abaixo, mas também não tenho para onde ir", lamentou. Até as 10h de ontem, os agentes não haviam chegado ao bairro.

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A Prefeitura foi procurada para comentar as ações que serão desenvolvidas no bairro, mas não retornou até o fechamento desta edição.

São Bernardo atualmente monitora 58 áreas de risco, que concentram mais de duas mil moradias. São divididas em 183 setores, ou seja, locais em que todas as moradias estão sob o mesmo tipo de risco (escorregamento ou alagamento), em grau médio, alto ou muito alto.

Para intensificar a fiscalização, a Prefeitura lançou a Operação Guarda Chuva, que vai até o dia 15 de abril. O principal objetivo é intensificar as ações de prevenção de acidentes relacionados às chuvas de verão e dar assistência aos moradores das áreas de risco.

A operação incorpora o PPDC (Plano Preventivo da Defesa Civil), que acompanha as ocorrências antes, durante e depois, além de adotar soluções para cada caso.

Uma das principais medidas adotadas foi a elaboração do PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos), que lista uma série de ações prioritárias para prevenir acidentes durante o período de chuvas.

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