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Empresários da região negociam contrato com companhias italianas


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

11/12/2003 | 00:14


A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria realizou nesta quarta uma rodada de negócios com dez pequenas empresas da região, que estão próximas de fechar contratos com companhias italianas, com o auxílio da câmara. A reunião é fruto de um trabalho realizado a partir de julho deste ano, período em que a entidade fez uma seleção prévia de pequenos industriais do Grande ABC que manifestaram interesse em exportar e, por meio de um escritório em Turim, na Itália, estabeleceu contatos com potenciais parceiros no país europeu.

Participaram da rodada empresas de cosméticos, alimentação, produtos hospitalares e biotecnologia. Desse último segmento, a empresa IGF Industrial, de Santo André, fabrica a resina poliuretano vegetal, a partir do óleo de mamona. O consultor Rolando Millone, do escritório na cidade italiana, disse que um grupo europeu se interessou pela resina vegetal, por vantagens ambientais e sociais em relação à petroquímica.

Segundo o representante da IGF, Fabiano Gibelli, o produto petroquímico demora 300 anos para se degradar contra 40 anos do vegetal, que pode ser utilizado como adubo orgânico. Além disso, seria um incentivo à agricultura, e, com a ampliação da escala, pode representar preço final 20% mais competitivo do que o item tradicional. Ele disse que para algumas aplicações já é possível obter a economia de 15%. Sua fábrica produz 20 toneladas mensalmente e tem capacidade para 160 toneladas ao mês.

No entanto, Millone ressaltou que a capacidade não é determinante nessas negociações. “O duro é criar parcerias confiáveis”, disse. Para o consultor, é preciso ir com cautela nas prospecções, para identificar compradores idôneos, mesmo na Europa. Ele avalia ainda que é importante que o futuro exportador traçar um plano de no mínimo dez anos, e não se restringir a uma única venda. “É preciso ter continuidade”, disse.

Outra empresa que participou da rodada foi a Valmari, de Diadema. O diretor comercial Silvestre Mendonça de Resende elogiou o contato por propiciar a avaliação de alguém que conhece de perto o mercado italiano. A fabricante de cosméticos, que neste ano participou da feira Cosmoprof, em Bologna, tem planos de estabelecer pontos de venda na Europa. A empresa já tem distribuidora em Portugal, exporta 1% de sua receita total e a meta é atingir entre 5% e 8% em três anos.



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Empresários da região negociam contrato com companhias italianas

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

11/12/2003 | 00:14


A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria realizou nesta quarta uma rodada de negócios com dez pequenas empresas da região, que estão próximas de fechar contratos com companhias italianas, com o auxílio da câmara. A reunião é fruto de um trabalho realizado a partir de julho deste ano, período em que a entidade fez uma seleção prévia de pequenos industriais do Grande ABC que manifestaram interesse em exportar e, por meio de um escritório em Turim, na Itália, estabeleceu contatos com potenciais parceiros no país europeu.

Participaram da rodada empresas de cosméticos, alimentação, produtos hospitalares e biotecnologia. Desse último segmento, a empresa IGF Industrial, de Santo André, fabrica a resina poliuretano vegetal, a partir do óleo de mamona. O consultor Rolando Millone, do escritório na cidade italiana, disse que um grupo europeu se interessou pela resina vegetal, por vantagens ambientais e sociais em relação à petroquímica.

Segundo o representante da IGF, Fabiano Gibelli, o produto petroquímico demora 300 anos para se degradar contra 40 anos do vegetal, que pode ser utilizado como adubo orgânico. Além disso, seria um incentivo à agricultura, e, com a ampliação da escala, pode representar preço final 20% mais competitivo do que o item tradicional. Ele disse que para algumas aplicações já é possível obter a economia de 15%. Sua fábrica produz 20 toneladas mensalmente e tem capacidade para 160 toneladas ao mês.

No entanto, Millone ressaltou que a capacidade não é determinante nessas negociações. “O duro é criar parcerias confiáveis”, disse. Para o consultor, é preciso ir com cautela nas prospecções, para identificar compradores idôneos, mesmo na Europa. Ele avalia ainda que é importante que o futuro exportador traçar um plano de no mínimo dez anos, e não se restringir a uma única venda. “É preciso ter continuidade”, disse.

Outra empresa que participou da rodada foi a Valmari, de Diadema. O diretor comercial Silvestre Mendonça de Resende elogiou o contato por propiciar a avaliação de alguém que conhece de perto o mercado italiano. A fabricante de cosméticos, que neste ano participou da feira Cosmoprof, em Bologna, tem planos de estabelecer pontos de venda na Europa. A empresa já tem distribuidora em Portugal, exporta 1% de sua receita total e a meta é atingir entre 5% e 8% em três anos.

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