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Mudança de nome da praça da Moça gera polêmica em Diadema


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

14/05/2006 | 07:43


Um projeto do vereador Pastor Isaías Maria (PV) que ‘muda’ uma praça de lugar provocou polêmica na Câmara de Diadema. Na última semana, o parlamentar apresentou proposta para renomear a praça da Bíblia, no Jardim Promissão, para praça Antônio Ferreira Leite, emancipador do município. Até aí, tudo bem para os vereadores. A polêmica surgiu quando Isaías revelou a intenção do projeto: ele pretende, através de outra matéria protocolada na Casa, renomear a praça da Moça, no Centro, como praça da Bíblia. Houve discussão e discordância entre os vereadores e a votação foi adiada por 15 dias.

Os parlamentares rechaçaram a modificação por considerar a praça da Moça uma referência entre a população de Diadema. “É a praça mais conhecida da cidade”, diz Laércio Soares (PC do B).

“Acho que falta  é cuidar melhor da ‘Moça’, que está desamparada. Mas o nome é histórico”, defende Wagner Feitosa, o Vaguinho (PSB).

Além dos vereadores, até o prefeito José de Filippi Júnior (PT) irritou-se com o projeto de Isaías. “Ele ficou bravo e não aceita de maneira alguma (renomear a praça da Moça)”, conta o vereador Milton Capel (PMDB), que ouviu o relato de um integrante do governo. “Se for aprovada na Câmara, o que duvido que aconteça, o Filippi veta”, acredita o peemedebista.

Evangélicos – O autor da proposta avisa que não desistirá de mudar o nome da praça da Bíblia, mas, diante das críticas, admite “movê-la” para outro lugar. “Pode ser em outro lugar, desde que seja no Centro. Uma praça com esse nome, da Bíblia, tem de estar em alta”, argumenta Isaías.

O parlamentar conta que a iniciativa é parte de uma ação integrada da bancada de parlamentares evangélicos da região. “Toda cidade tem de ter uma praça da Bíblia no Centro”, explica. Outro vereador evangélico de Diadema, Pastor Jair (PT), admite que gostaria da mudança. “É uma demanda da comunidade evangélica.”

O líder de governo na Casa, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), não vê interesse da população em mudar o nome da praça. “Acho que a comunidade e o comércio não vão aceitar.”

Maninho afirma que a base aliada não entrará em polêmica com o projeto. “É possível arrumar outro espaço. Por que não mudar o nome da praça Castello Branco, que foi um ditador?”, sugere. Segundo o petista, o governo liberará o voto dos vereadores aliados.

Mais polêmica – Em meio à discussão sobre mudar ou não o nome da praça da Moça, o vereador Laércio Soares envolveu também funcionários do gabinete de Isaías em denúncia de discriminação.

Segundo o vereador comunista, assessores do parlamentar evangélico circularam com abaixo-assinado pela cidade dizendo que “um vereador” queria mudar o nome da praça da Moça para praça dos Gays.

“O pessoal dele usou um argumento muito ruim. Fui abordado por eleitores na rua, uma mulher chegou a ir ao gabinete dele (Isaías) reclamar disso também”, revela Laércio.

Isaías garante não ter nada a ver com o abaixo-assinado. “Ou é assessor dele ou é simpatizante. Aconteceu e não foi com uma pessoa só”, afirma o comunista.



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Mudança de nome da praça da Moça gera polêmica em Diadema

Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

14/05/2006 | 07:43


Um projeto do vereador Pastor Isaías Maria (PV) que ‘muda’ uma praça de lugar provocou polêmica na Câmara de Diadema. Na última semana, o parlamentar apresentou proposta para renomear a praça da Bíblia, no Jardim Promissão, para praça Antônio Ferreira Leite, emancipador do município. Até aí, tudo bem para os vereadores. A polêmica surgiu quando Isaías revelou a intenção do projeto: ele pretende, através de outra matéria protocolada na Casa, renomear a praça da Moça, no Centro, como praça da Bíblia. Houve discussão e discordância entre os vereadores e a votação foi adiada por 15 dias.

Os parlamentares rechaçaram a modificação por considerar a praça da Moça uma referência entre a população de Diadema. “É a praça mais conhecida da cidade”, diz Laércio Soares (PC do B).

“Acho que falta  é cuidar melhor da ‘Moça’, que está desamparada. Mas o nome é histórico”, defende Wagner Feitosa, o Vaguinho (PSB).

Além dos vereadores, até o prefeito José de Filippi Júnior (PT) irritou-se com o projeto de Isaías. “Ele ficou bravo e não aceita de maneira alguma (renomear a praça da Moça)”, conta o vereador Milton Capel (PMDB), que ouviu o relato de um integrante do governo. “Se for aprovada na Câmara, o que duvido que aconteça, o Filippi veta”, acredita o peemedebista.

Evangélicos – O autor da proposta avisa que não desistirá de mudar o nome da praça da Bíblia, mas, diante das críticas, admite “movê-la” para outro lugar. “Pode ser em outro lugar, desde que seja no Centro. Uma praça com esse nome, da Bíblia, tem de estar em alta”, argumenta Isaías.

O parlamentar conta que a iniciativa é parte de uma ação integrada da bancada de parlamentares evangélicos da região. “Toda cidade tem de ter uma praça da Bíblia no Centro”, explica. Outro vereador evangélico de Diadema, Pastor Jair (PT), admite que gostaria da mudança. “É uma demanda da comunidade evangélica.”

O líder de governo na Casa, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), não vê interesse da população em mudar o nome da praça. “Acho que a comunidade e o comércio não vão aceitar.”

Maninho afirma que a base aliada não entrará em polêmica com o projeto. “É possível arrumar outro espaço. Por que não mudar o nome da praça Castello Branco, que foi um ditador?”, sugere. Segundo o petista, o governo liberará o voto dos vereadores aliados.

Mais polêmica – Em meio à discussão sobre mudar ou não o nome da praça da Moça, o vereador Laércio Soares envolveu também funcionários do gabinete de Isaías em denúncia de discriminação.

Segundo o vereador comunista, assessores do parlamentar evangélico circularam com abaixo-assinado pela cidade dizendo que “um vereador” queria mudar o nome da praça da Moça para praça dos Gays.

“O pessoal dele usou um argumento muito ruim. Fui abordado por eleitores na rua, uma mulher chegou a ir ao gabinete dele (Isaías) reclamar disso também”, revela Laércio.

Isaías garante não ter nada a ver com o abaixo-assinado. “Ou é assessor dele ou é simpatizante. Aconteceu e não foi com uma pessoa só”, afirma o comunista.

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