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Ninja que voa

Gustavo Epifanio/Agência Infomoto Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Agência Infomoto

08/12/2010 | 07:15




Antes de montar na Kawasaki Ninja ZX-14 até mesmo os motociclistas mais experientes ficam receosos. Afinal, a ficha técnica indica 203 cavalos de potência máxima a 9.500 rpm, 2,17 metros de comprimento e 261 kg de peso. Especificações que impõem respeito. Porém, bastam algumas curvas e retas para perceber que a esportiva mais potente da fábrica japonesa é, até certo ponto, fácil de domar.

Importada, a Kawasaki ZX-14 desembarcou no Brasil em julho. Nessa sua última versão, lançada no Exterior em 2008, o modelo recebeu melhorias em sua ciclística e mais potência em seu motor de quatro cilindros em linha de 1.352 cm³ de capacidade. Os ajustes no chassi em alumínio e na geometria da motocicleta garantiram estabilidade (mais que necessária) nas retas e maneabilidade para contornar curvas com facilidade, apesar do porte avantajado.

DOIS MOTORES - De início, o acelerador da Kawasaki ZX-14 pede cautela. Mas, impressionantemente, os mais de 200 cavalos do motor começam a ‘galopa' de forma suave, sem grandes sustos, graças ao sistema de injeção eletrônica que comanda os corpos do acelerador Mikuni de 44 mm e também as válvulas de aceleração secundárias. O funcionamento do propulsor de quatro cilindros, 16 válvulas, e comando duplo no cabeçote é bastante linear.

Projetado para ser amigável em baixas rotações e bestial em altos giros, o motor oferece tanto torque (15,7 mkgf a 7.500 rpm) que parece ser possível arrancar em qualquer marcha. Mas a sua personalidade dócil acaba aos 6.000 giros. A partir daí, a usina de força de 203 cavalos de potência máxima entra em ação e as árvores e a sinalização da pista do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (em Piracicaba, interior de São Paulo) transformam-se em simples borrões.

A personalidade mais esportiva da fábrica japonesa aparece em sua melhor forma nesta ZX-14. O motor cresce de giros e parece não ter fim, demonstrando fôlego até 10.000 rpm, mas infelizmente a pista acabara.

CICLÍSTICA - A curta reta da pista não é suficiente para chegar perto do que seria a velocidade máxima da Kawasaki ZX-14. Pois, apesar de marcar 280 km/h, pode-se prever mais de 300 km/h. Entretanto, a pista foi o ambiente ideal para testar as melhorias ciclísticas dessa ‘sport-touring'.

A começar pelos freios. Na dianteira, dois discos em forma de pétala com 310 mm de diâmetro e pinças de fixação radial com quatro pistões. Na traseira, um disco simples de 250 mm com pinça de dois pistões. E a Kawasaki do Brasil acertadamente optou por importar apenas a versão com freios ABS, o que ajuda a garantir frenagens mais seguras. Ao final da reta era só apertar os freios com vontade para que a Ninja parasse, sem demonstrar instabilidade.

O quadro perimetral em alumínio também foi redesenhado para oferecer a rigidez necessária a uma moto com tamanha potência. Amarrado a um garfo telescópico invertido (upside-down), na dianteira, e a uma balança monoamortecida, na traseira, resulta em um conjunto bastante equilibrado.

Em curvas de alta velocidade, a ZX-14 é extremamente estável e transmite confiança para girar o acelerador mesmo com a moto inclinada.

Com ângulo de cáster de 23 graus e distância entre eixos de 1,46 metro, a Ninja ZX-14 demonstra certa agilidade em curvas fechadas, levando-se em conta seu corpinho avantajado.

CONFORTÁVEL - Se, por um lado, o porte da Kawasaki ZX-14 impressiona, por outro traz alguns benefícios para o piloto. A começar pelo generoso banco e sua ergonomia - melhor que muitas outras superesportivas compactas da atualidade.

No generoso espaço, o motociclista esconde-se facilmente atrás da enorme carenagem. Equipada com quatro faróis, a Ninja também mostra sua vocação para o turismo. Boa proteção aerodinâmica, iluminação e conforto, além de tanque com capacidade para 22 litros.

O piloto tem à sua frente dois mostradores analógicos com a velocidade e giros do motor. Conta ainda com uma pequena tela de cristal líquido com as informações de praxe: hodômetros total e parcial, nível de combustível, relógio e um útil indicador de marcha engatada.

MERCADO - Não é preciso pensar muito para saber que a principal concorrente da Kawasaki Ninja ZX-14 é a Suzuki Hayabusa GSX 1300R. Ambas têm motores potentes (197 cv na Hayabusa e 203 cv na ZX-14), porte avantajado e dupla personalidade: apostam em esportividade, mas sem deixar de lado a proposta ‘touring'. Cada uma tem suas qualidades. Enquanto a Suzuki traz seletor eletrônico do modo de pilotagem para domar seu motor, a Kawasaki traz freios ABS.

Disponível apenas na versão com freios ABS e na cor preta, a Kawasaki Ninja ZX-14 tem preço sugerido de R$ 61.990, sem frete e seguro. Já a Suzuki Hayabusa é vendida em quatro opções de cores e sai por R$ 56 mil, também sem frete e seguro.



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Ninja que voa

Da Agência Infomoto

08/12/2010 | 07:15




Antes de montar na Kawasaki Ninja ZX-14 até mesmo os motociclistas mais experientes ficam receosos. Afinal, a ficha técnica indica 203 cavalos de potência máxima a 9.500 rpm, 2,17 metros de comprimento e 261 kg de peso. Especificações que impõem respeito. Porém, bastam algumas curvas e retas para perceber que a esportiva mais potente da fábrica japonesa é, até certo ponto, fácil de domar.

Importada, a Kawasaki ZX-14 desembarcou no Brasil em julho. Nessa sua última versão, lançada no Exterior em 2008, o modelo recebeu melhorias em sua ciclística e mais potência em seu motor de quatro cilindros em linha de 1.352 cm³ de capacidade. Os ajustes no chassi em alumínio e na geometria da motocicleta garantiram estabilidade (mais que necessária) nas retas e maneabilidade para contornar curvas com facilidade, apesar do porte avantajado.

DOIS MOTORES - De início, o acelerador da Kawasaki ZX-14 pede cautela. Mas, impressionantemente, os mais de 200 cavalos do motor começam a ‘galopa' de forma suave, sem grandes sustos, graças ao sistema de injeção eletrônica que comanda os corpos do acelerador Mikuni de 44 mm e também as válvulas de aceleração secundárias. O funcionamento do propulsor de quatro cilindros, 16 válvulas, e comando duplo no cabeçote é bastante linear.

Projetado para ser amigável em baixas rotações e bestial em altos giros, o motor oferece tanto torque (15,7 mkgf a 7.500 rpm) que parece ser possível arrancar em qualquer marcha. Mas a sua personalidade dócil acaba aos 6.000 giros. A partir daí, a usina de força de 203 cavalos de potência máxima entra em ação e as árvores e a sinalização da pista do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (em Piracicaba, interior de São Paulo) transformam-se em simples borrões.

A personalidade mais esportiva da fábrica japonesa aparece em sua melhor forma nesta ZX-14. O motor cresce de giros e parece não ter fim, demonstrando fôlego até 10.000 rpm, mas infelizmente a pista acabara.

CICLÍSTICA - A curta reta da pista não é suficiente para chegar perto do que seria a velocidade máxima da Kawasaki ZX-14. Pois, apesar de marcar 280 km/h, pode-se prever mais de 300 km/h. Entretanto, a pista foi o ambiente ideal para testar as melhorias ciclísticas dessa ‘sport-touring'.

A começar pelos freios. Na dianteira, dois discos em forma de pétala com 310 mm de diâmetro e pinças de fixação radial com quatro pistões. Na traseira, um disco simples de 250 mm com pinça de dois pistões. E a Kawasaki do Brasil acertadamente optou por importar apenas a versão com freios ABS, o que ajuda a garantir frenagens mais seguras. Ao final da reta era só apertar os freios com vontade para que a Ninja parasse, sem demonstrar instabilidade.

O quadro perimetral em alumínio também foi redesenhado para oferecer a rigidez necessária a uma moto com tamanha potência. Amarrado a um garfo telescópico invertido (upside-down), na dianteira, e a uma balança monoamortecida, na traseira, resulta em um conjunto bastante equilibrado.

Em curvas de alta velocidade, a ZX-14 é extremamente estável e transmite confiança para girar o acelerador mesmo com a moto inclinada.

Com ângulo de cáster de 23 graus e distância entre eixos de 1,46 metro, a Ninja ZX-14 demonstra certa agilidade em curvas fechadas, levando-se em conta seu corpinho avantajado.

CONFORTÁVEL - Se, por um lado, o porte da Kawasaki ZX-14 impressiona, por outro traz alguns benefícios para o piloto. A começar pelo generoso banco e sua ergonomia - melhor que muitas outras superesportivas compactas da atualidade.

No generoso espaço, o motociclista esconde-se facilmente atrás da enorme carenagem. Equipada com quatro faróis, a Ninja também mostra sua vocação para o turismo. Boa proteção aerodinâmica, iluminação e conforto, além de tanque com capacidade para 22 litros.

O piloto tem à sua frente dois mostradores analógicos com a velocidade e giros do motor. Conta ainda com uma pequena tela de cristal líquido com as informações de praxe: hodômetros total e parcial, nível de combustível, relógio e um útil indicador de marcha engatada.

MERCADO - Não é preciso pensar muito para saber que a principal concorrente da Kawasaki Ninja ZX-14 é a Suzuki Hayabusa GSX 1300R. Ambas têm motores potentes (197 cv na Hayabusa e 203 cv na ZX-14), porte avantajado e dupla personalidade: apostam em esportividade, mas sem deixar de lado a proposta ‘touring'. Cada uma tem suas qualidades. Enquanto a Suzuki traz seletor eletrônico do modo de pilotagem para domar seu motor, a Kawasaki traz freios ABS.

Disponível apenas na versão com freios ABS e na cor preta, a Kawasaki Ninja ZX-14 tem preço sugerido de R$ 61.990, sem frete e seguro. Já a Suzuki Hayabusa é vendida em quatro opções de cores e sai por R$ 56 mil, também sem frete e seguro.

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