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Histórias da Matarazzo que a demolição não pode apagar

Nairo Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

14/11/2010 | 07:06




A história das Indústrias Reunidas Matarazzo se confunde com a vida de Josefina Perella. De seus 85 anos, 60 foram vividos na mesma casa, no número 10 da atual Praça Comendador Ermelino Matarazzo, em São Caetano. Dali, dona Josefina assiste à demolição das antigas ruínas promovida pela Prefeitura, que pretende erguer um parque em parte do terreno.

Décadas antes, em 1949, São Caetano se emancipava de Santo André e dona Josefina se casava com Emígdio Perella. O marido da aposentada trabalharia por 50 anos como mecânico das oficinas de fundição do grande império industrial.

Entre os colegas, Emígdio não era conhecido pelo nome, muito menos pelo sobrenome de sua família, tradicional no município. Josefina se lembra do dia em que, recém-casada, precisou procurar o marido na fábrica para resolver um problema em casa. Quando se dirigiu ao porteiro da empresa, pediu:

- Quero falar com o senhor Emígdio Perella.

- Mas quem é Emígdio Perella? Só conheço o Mosquito!

Mosquito era o apelido de boleiro de seu Emígdio, que jogava no time formado por trabalhadores da Matarazzo. Naquela época, a maioria dos funcionários era conhecida pelo apelido na empresa. "Esse tempo era uma beleza. O bairro estava sempre movimentado, a fábrica funcionava em três turnos, sem parar. A praça parecia um formigueiro", relembra. Nas décadas de 1940 a 1950, auge das indústrias na cidade, 10 mil pessoas passavam por lá durante os três turnos, todos os dias.

Saudades dona Josefina também sente do marido, que morreu há nove anos. Para ela, o que restou da Matarazzo hoje são o barulho e a poeira da demolição.



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Histórias da Matarazzo que a demolição não pode apagar

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

14/11/2010 | 07:06




A história das Indústrias Reunidas Matarazzo se confunde com a vida de Josefina Perella. De seus 85 anos, 60 foram vividos na mesma casa, no número 10 da atual Praça Comendador Ermelino Matarazzo, em São Caetano. Dali, dona Josefina assiste à demolição das antigas ruínas promovida pela Prefeitura, que pretende erguer um parque em parte do terreno.

Décadas antes, em 1949, São Caetano se emancipava de Santo André e dona Josefina se casava com Emígdio Perella. O marido da aposentada trabalharia por 50 anos como mecânico das oficinas de fundição do grande império industrial.

Entre os colegas, Emígdio não era conhecido pelo nome, muito menos pelo sobrenome de sua família, tradicional no município. Josefina se lembra do dia em que, recém-casada, precisou procurar o marido na fábrica para resolver um problema em casa. Quando se dirigiu ao porteiro da empresa, pediu:

- Quero falar com o senhor Emígdio Perella.

- Mas quem é Emígdio Perella? Só conheço o Mosquito!

Mosquito era o apelido de boleiro de seu Emígdio, que jogava no time formado por trabalhadores da Matarazzo. Naquela época, a maioria dos funcionários era conhecida pelo apelido na empresa. "Esse tempo era uma beleza. O bairro estava sempre movimentado, a fábrica funcionava em três turnos, sem parar. A praça parecia um formigueiro", relembra. Nas décadas de 1940 a 1950, auge das indústrias na cidade, 10 mil pessoas passavam por lá durante os três turnos, todos os dias.

Saudades dona Josefina também sente do marido, que morreu há nove anos. Para ela, o que restou da Matarazzo hoje são o barulho e a poeira da demolição.

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