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Favela da Gamboa espera
desocupação há três anos

Remoção de moradores de comunidade em Santo André
ainda não foi concluída e a área se encontra abandonada


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

19/04/2013 | 07:00


Iniciado em 2010, o processo de desocupação da favela da Gamboa, na Vila Assunção, em Santo André, não foi finalizado. A área está em um dos pontos mais bem localizados na cidade, ao lado do Parque Central e próxima a Sabina Escola Parque do Conhecimento, Hospital Estadual Mario Covas e Shopping ABC. O local está abandonado há cerca de três anos. O cenário é de muita sujeira e entulhos.

A favela foi instalada debaixo de linhas de transmissão da AES Eletropaulo, o que coloca os moradores em risco. Cerca de 600 imóveis foram construídos na área. A Prefeitura não informou dados atualizados sobre a remoção das famílias, mas estima-se que 250 tenham sido derrubados. Atualmente, a desocupação está congelada.

A operação para retirada das famílias depende da entrega de unidades habitacionais nos conjuntos Alzira Franco 2 e Procópio Ferreira, que estão com atraso no prazo de entrega. O primeiro empreendimento era para ter as 174 moradias finalizadas em dezembro, mas as unidades só serão entregues no dia 27. Já o segundo, que prevê 176 apartamentos, está com obras paradas há quase dois anos, sem previsão para retomada dos trabalhos.

Com a demora no processo de remoção dos moradores, alguns pontos foram reocupados, mas os locais não ficaram habitados por muito tempo, porque a Prefeitura retirou os invasores. Hoje, quem ficou no local tenta evitar outras ocupações. "Onde as casas foram demolidas usamos como área para estender roupa ou garagem. Ficamos sempre de olho para mais ninguém de fora entrar aqui", disse a aposentada Magnolia Alves da Costa, 60 anos.

A situação de quem está na Gamboa esperando moradia digna é precária. As casas desocupadas foram demolidas, mas o entulho não foi removido. Alguns pontos se tornaram alvo de descarte irregular de lixo. Com isso, o espaço virou ponto de proliferação de ratos e baratas. "Pararam com as demolições e ninguém veio mais dar explicações sobre como ficará nossa situação. Estamos abandonados aqui, esperando por dias melhores", afirmou a dona de casa.

Além das péssimas condições de higiene, a comunidade convive lado a lado com ações criminosas. Em setembro, por exemplo, dois homens foram presos na Gamboa com carta de facção criminosa que dava ordem para execução de policiais militares.

PROJETOS
A administração anterior previa desocupar a favela até o início deste ano e anexar a área ao Parque Central. Já a atual gestão informou que está analisando o espaço para depois falar em projetos.

 

Juquiá recebe famílias a partir de segunda

Em reunião realizada na tarde de ontem, as 132 famílias beneficiadas com unidades no conjunto Juquiá, entregues no sábado, na Vila Linda, em Santo André, definiram calendário de mudanças e tiraram dúvidas sobre questões burocráticas.

A previsão é de que as primeiras mudanças ocorram a partir de segunda-feira, quando está programada visita dos moradores do núcleo Homero Thon ao local. Serão realizadas cerca de 30 remoções por semana e a previsão é de que todas as famílias tenham se mudado em até 45 dias.

O cronograma de mudanças está vinculado à demolição das moradias.

Ansiosa, a dona de casa Narcisa Maria, 70 anos, não vê a hora de deixar seu barraco de madeira à beira do Córrego Cassaquera, onde sobrevive há 19 anos. "A gente vive nervosa porque alaga quando chove, treme quando passa caminhão na rua, sem falar do cheiro de esgoto e dos ratos", observa. (Natália Fernandjes)



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Favela da Gamboa espera
desocupação há três anos

Remoção de moradores de comunidade em Santo André
ainda não foi concluída e a área se encontra abandonada

Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

19/04/2013 | 07:00


Iniciado em 2010, o processo de desocupação da favela da Gamboa, na Vila Assunção, em Santo André, não foi finalizado. A área está em um dos pontos mais bem localizados na cidade, ao lado do Parque Central e próxima a Sabina Escola Parque do Conhecimento, Hospital Estadual Mario Covas e Shopping ABC. O local está abandonado há cerca de três anos. O cenário é de muita sujeira e entulhos.

A favela foi instalada debaixo de linhas de transmissão da AES Eletropaulo, o que coloca os moradores em risco. Cerca de 600 imóveis foram construídos na área. A Prefeitura não informou dados atualizados sobre a remoção das famílias, mas estima-se que 250 tenham sido derrubados. Atualmente, a desocupação está congelada.

A operação para retirada das famílias depende da entrega de unidades habitacionais nos conjuntos Alzira Franco 2 e Procópio Ferreira, que estão com atraso no prazo de entrega. O primeiro empreendimento era para ter as 174 moradias finalizadas em dezembro, mas as unidades só serão entregues no dia 27. Já o segundo, que prevê 176 apartamentos, está com obras paradas há quase dois anos, sem previsão para retomada dos trabalhos.

Com a demora no processo de remoção dos moradores, alguns pontos foram reocupados, mas os locais não ficaram habitados por muito tempo, porque a Prefeitura retirou os invasores. Hoje, quem ficou no local tenta evitar outras ocupações. "Onde as casas foram demolidas usamos como área para estender roupa ou garagem. Ficamos sempre de olho para mais ninguém de fora entrar aqui", disse a aposentada Magnolia Alves da Costa, 60 anos.

A situação de quem está na Gamboa esperando moradia digna é precária. As casas desocupadas foram demolidas, mas o entulho não foi removido. Alguns pontos se tornaram alvo de descarte irregular de lixo. Com isso, o espaço virou ponto de proliferação de ratos e baratas. "Pararam com as demolições e ninguém veio mais dar explicações sobre como ficará nossa situação. Estamos abandonados aqui, esperando por dias melhores", afirmou a dona de casa.

Além das péssimas condições de higiene, a comunidade convive lado a lado com ações criminosas. Em setembro, por exemplo, dois homens foram presos na Gamboa com carta de facção criminosa que dava ordem para execução de policiais militares.

PROJETOS
A administração anterior previa desocupar a favela até o início deste ano e anexar a área ao Parque Central. Já a atual gestão informou que está analisando o espaço para depois falar em projetos.

 

Juquiá recebe famílias a partir de segunda

Em reunião realizada na tarde de ontem, as 132 famílias beneficiadas com unidades no conjunto Juquiá, entregues no sábado, na Vila Linda, em Santo André, definiram calendário de mudanças e tiraram dúvidas sobre questões burocráticas.

A previsão é de que as primeiras mudanças ocorram a partir de segunda-feira, quando está programada visita dos moradores do núcleo Homero Thon ao local. Serão realizadas cerca de 30 remoções por semana e a previsão é de que todas as famílias tenham se mudado em até 45 dias.

O cronograma de mudanças está vinculado à demolição das moradias.

Ansiosa, a dona de casa Narcisa Maria, 70 anos, não vê a hora de deixar seu barraco de madeira à beira do Córrego Cassaquera, onde sobrevive há 19 anos. "A gente vive nervosa porque alaga quando chove, treme quando passa caminhão na rua, sem falar do cheiro de esgoto e dos ratos", observa. (Natália Fernandjes)

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