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Relógios devem ser adiantados em uma hora a partir da meia-noite

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Especialistas dão dicas de como amenizar o mal-estar decorrente da mudança


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

19/10/2013 | 07:00


Com início programado para a meia-noite, o horário brasileiro de verão pode causar problemas de adaptação por questões orgânicas ou até emocionais. O ato de adiantar os relógios em uma hora em dez Estados do País, incluindo São Paulo e o Distrito Federal, traz sintomas como dificuldade de dormir, sonolência durante o dia e dificuldade de concentração para algumas pessoas, alertam os especialistas.

Conforme explica o professor de Neurologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Rubens Wajnsztejn, há quem demore até uma semana para se acostumar com o novo horário. A dificuldade pode estar relacionada a alterações no organismo ou ligadas ao lado emocional, tendo em vista a não aceitação da diferença de horário. “Há uma mudança no relógio biológico e, com isso, dificuldade para dormir”, observa.

O médico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Arnaldo Lichtenstein destaca que podem ser observadas algumas alterações em hormônios, como a melatonina, que é reguladora do sono. Segundo ele, uma minoria sofre com esse problema, geralmente pessoas com rotina de vida bastante regrada, como os idosos.

O resultado de uma noite mal dormida é o aumento da sonolência durante o dia, irritabilidade, redução da atenção e dificuldade de concentração, principalmente nos primeiros dias.

A dica do professor de Neurologia da FMABC é ir dormir mais cedo hoje, quando teoricamente haverá uma hora a menos de sono. De acordo com o especialista, o ideal é não lutar contra o novo horário e continuar a rotina como se nada tivesse mudado. “Muitas pessoas erram em continuar a fazer suas atividades como se o horário não tivesse sido alterado e acabam sofrendo mais”, diz.

Para melhorar o sono, Lichtenstein recomenda evitar a ingestão de alimentos que contenham cafeína e chocolate, além da prática de atividades estimulantes próximo do horário de dormir. “É importante lembrar que o quarto é para dormir e não para ler, ficar no computador ou celular ou ver televisão”, destaca. Deixar o ambiente escuro, arejado e silencioso também é uma medida válida, segundo o especialista.

Outra recomendação do médico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP é aproveitar a hora a mais de claridade no dia para a realização de atividades que geralmente são prorrogadas por medo da escuridão, como as caminhadas e prática de exercícios.

Os dez Estados afetados com a alteração do horário são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. As regiões Norte e Nordeste não participam do horário de verão.

A mudança vigora até o dia 16 de fevereiro.



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