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Pai nega assassinato de filhos


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

09/09/2008 | 07:01


O segurança acusado de matar os dois filhos em Ribeirão Pires na última sexta-feira negou ontem o crime. Em depoimento à polícia, João Alexandre Rodrigues, 39 anos, não revelou onde estava no dia do assassinato e diz não saber como tudo teria acontecido.
"Não fui eu", limitou-se a dizer Rodrigues enquanto era levado para a carceragem do distrito policial.

A madrasta das crianças, Eliane Aparecida Antunes Rodrigues, 35, porém, contradiz a versão do marido. Em depoimento também colhido ontem, ela afirmou ter sido ele quem sufocou Igor Giovanni, 12 anos, e João Vitor dos Santos Rodrigues, 13.

A riqueza de detalhes com que Eliane descreveu o assassinato levou a polícia a descartar a participação de uma terceira pessoa no crime. Ela disse que foi o marido quem sufocou as crianças com sacos plásticos enquanto ela descansava no quarto do casal.

João Vitor, o filho mais velho, estaria na sala vendo televisão quando o pai o carregou até a cozinha para asfixiá-lo sem que o outro filho percebesse, conforme contou a madrasta. Depois, Rodrigues teria ido até o quarto de Igor, para também sufocá-lo usando um saco plástico.

Após saber dos assassinatos, Eliane disse que ajudou o marido a se desfazer dos cadáveres. O casal tentou incinerar os corpos, mas, o combustível não era suficiente para eliminá-los. Decidiram então pelo esquartejamento.

Ontem, Eliane contou que os corpos foram cortados não apenas com a foice encontrada pela polícia no sábado, mas também com uma faca que ela limpou e escondeu dentro de um forno.

Ela disse também onde estava a camisa que o marido usava na noite do crime. A roupa tem manchas e passará por perícia para esclarecer se são de sangue.

MOTIVAÇÃO
Para a madrasta, as crianças tumultuavam a vida do casal e isso teria sido motivo suficiente para levá-los à morte, de acordo com seu depoimento à polícia. Na delegacia, Eliane disse ainda que os meninos eram arteiros demais, que roubavam coisas dentro da casa e que iam mal na escola.

Em depoimento quase monossilábico, conforme os policiais, o pai não arriscou sequer dizer o que poderia ter levado seus filhos a perderem a vida.

A madrasta disse que Rodrigues teria se irritado com as crianças por terem procurado ajuda de policiais para se livrarem dos maus-tratos sofridos em casa.

As negativas do pai não convenceram a polícia. O casal teve prisão temporária decretada por 30 dias e será indiciado por homicídio triplamente qualificado (cometido cruelmente, sem possibilidade de defesa e por motivo torpe) e ocultação de cadáver. Eles ainda não têm advogados constituídos.



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Pai nega assassinato de filhos

Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

09/09/2008 | 07:01


O segurança acusado de matar os dois filhos em Ribeirão Pires na última sexta-feira negou ontem o crime. Em depoimento à polícia, João Alexandre Rodrigues, 39 anos, não revelou onde estava no dia do assassinato e diz não saber como tudo teria acontecido.
"Não fui eu", limitou-se a dizer Rodrigues enquanto era levado para a carceragem do distrito policial.

A madrasta das crianças, Eliane Aparecida Antunes Rodrigues, 35, porém, contradiz a versão do marido. Em depoimento também colhido ontem, ela afirmou ter sido ele quem sufocou Igor Giovanni, 12 anos, e João Vitor dos Santos Rodrigues, 13.

A riqueza de detalhes com que Eliane descreveu o assassinato levou a polícia a descartar a participação de uma terceira pessoa no crime. Ela disse que foi o marido quem sufocou as crianças com sacos plásticos enquanto ela descansava no quarto do casal.

João Vitor, o filho mais velho, estaria na sala vendo televisão quando o pai o carregou até a cozinha para asfixiá-lo sem que o outro filho percebesse, conforme contou a madrasta. Depois, Rodrigues teria ido até o quarto de Igor, para também sufocá-lo usando um saco plástico.

Após saber dos assassinatos, Eliane disse que ajudou o marido a se desfazer dos cadáveres. O casal tentou incinerar os corpos, mas, o combustível não era suficiente para eliminá-los. Decidiram então pelo esquartejamento.

Ontem, Eliane contou que os corpos foram cortados não apenas com a foice encontrada pela polícia no sábado, mas também com uma faca que ela limpou e escondeu dentro de um forno.

Ela disse também onde estava a camisa que o marido usava na noite do crime. A roupa tem manchas e passará por perícia para esclarecer se são de sangue.

MOTIVAÇÃO
Para a madrasta, as crianças tumultuavam a vida do casal e isso teria sido motivo suficiente para levá-los à morte, de acordo com seu depoimento à polícia. Na delegacia, Eliane disse ainda que os meninos eram arteiros demais, que roubavam coisas dentro da casa e que iam mal na escola.

Em depoimento quase monossilábico, conforme os policiais, o pai não arriscou sequer dizer o que poderia ter levado seus filhos a perderem a vida.

A madrasta disse que Rodrigues teria se irritado com as crianças por terem procurado ajuda de policiais para se livrarem dos maus-tratos sofridos em casa.

As negativas do pai não convenceram a polícia. O casal teve prisão temporária decretada por 30 dias e será indiciado por homicídio triplamente qualificado (cometido cruelmente, sem possibilidade de defesa e por motivo torpe) e ocultação de cadáver. Eles ainda não têm advogados constituídos.

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