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Jô Fernandes abre o jogo sobre carreira encurtada no futebol aos 26 anos

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-atacante teve de pendurar as chuteiras precocemente por conta de recorrentes lesões no joelho direito


Dérek Bittencourt

08/04/2018 | 07:00


Jô Fernandes, 26 anos, teve carreira encurtada no futebol por conta de problemas físicos. Em fevereiro, o ex-atacante teve de colocar ponto final no sonho de infância em razão da frágil cartilagem do joelho direito. Antes disso, porém, conseguiu deixar seu nome marcado na história do São Caetano ao marcar 24 gols em 41 jogos, sendo o décimo maior artilheiro da história do clube de sua cidade-natal. Aliás, a casa do tio Rubens, onde morou e cresceu, fica a 200 metros do Estádio Anacleto Campanella.

Alguns foram os motivos que abreviaram a carreira de Jô. As seis cirurgias – sendo a primeira ainda no sub-17 do Corinthians – e incontáveis injeções a que foi submetido em curto intervalo de tempo para que pudesse estar em campo prejudicaram a condição do joelho direito. “É irreversível. Cartilagem não tem o que fazer. Fiz de tudo. Até tratamento com células-tronco. Mas depois da primeira cirurgia (no São Caetano, há cerca de dois anos e meio – neste procedimento, inclusive, acabou pegando infecção e necessitou de outra intervenção) já não dobro nem estico o joelho, então não tenho arranque”, conta Jô, que admite um misto de sentimentos pelo fim antecipado.

“Ao mesmo tempo triste por ter parado, mas aliviado por não ter mais que passar por isso, pelas dores, ser forçado a jogar sem condições”, diz o ex-atacante, que disparou algumas cutucadas ao Azulão. “Não culpo o São Caetano, me deram auxílio, pagaram o tratamento, mas não tem aquela estrutura de time grande. No futebol é complicado, querem que você jogue, renda, difícil pensar no ser humano. Às vezes vê você com limitação, dor, mas precisa de você. Eu reclamava muito de dor nos treinos, chegava no doutor e dizia não ter condições. Isso me desgastou muito. Tinha dia que acordava e não conseguia colocar o pé no chão. Minha mãe tinha de ajudar a ir até o banho para soltar o joelho. Se tenho dificuldade até para dirigir, imagina jogar em alto nível”, compara.

Segundo o ex-jogador, a decisão de parar – tomada junto com a família, entre eles o irmão Mário Fernandes, ex-Grêmio e naturalizado russo (seleção pela qual deverá disputar a Copa do Mundo) – demorou a ser definida. “Me deram toda estrutura e suporte. Só você sabe a dor que está sentindo. Já vinha planejando (parar). É difícil, porque você se dedicou a vida toda para aquilo. Nunca fiz outra coisa, não estudei, não terminei o colégio. Me dediquei totalmente. Então fica o medo: se parar, o que vou fazer?”, conta. 

Aposentadoria faz colocar em prática o projeto Brothers MJ
Tão logo definiu a aposentadoria, Jô Fernandes mergulhou de cabeça em projeto com o irmão, Mário, e fundaram o Brothers MJ. A princípio, é um time – treinado pelo pai, também Mário – para ele, amigos e familiares se divertirem (por ora, disputam a FutLiga de Fut7), mas a ideia é ir mais longe. Sempre foi um sonho do meu irmão ter um time. Agora que parei, não queria ficar sem jogar, sem brincar. É projeto, por enquanto, para amigos e família. Mas um dia queremos trabalhar com crianças, escolinha. E, depois, filiar para jogar o campeonato municipal (de São Caetano). Estamos correndo atrás com o pensamento de crescer”, conta Jô.



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Jô Fernandes abre o jogo sobre carreira encurtada no futebol aos 26 anos

Ex-atacante teve de pendurar as chuteiras precocemente por conta de recorrentes lesões no joelho direito

Dérek Bittencourt

08/04/2018 | 07:00


Jô Fernandes, 26 anos, teve carreira encurtada no futebol por conta de problemas físicos. Em fevereiro, o ex-atacante teve de colocar ponto final no sonho de infância em razão da frágil cartilagem do joelho direito. Antes disso, porém, conseguiu deixar seu nome marcado na história do São Caetano ao marcar 24 gols em 41 jogos, sendo o décimo maior artilheiro da história do clube de sua cidade-natal. Aliás, a casa do tio Rubens, onde morou e cresceu, fica a 200 metros do Estádio Anacleto Campanella.

Alguns foram os motivos que abreviaram a carreira de Jô. As seis cirurgias – sendo a primeira ainda no sub-17 do Corinthians – e incontáveis injeções a que foi submetido em curto intervalo de tempo para que pudesse estar em campo prejudicaram a condição do joelho direito. “É irreversível. Cartilagem não tem o que fazer. Fiz de tudo. Até tratamento com células-tronco. Mas depois da primeira cirurgia (no São Caetano, há cerca de dois anos e meio – neste procedimento, inclusive, acabou pegando infecção e necessitou de outra intervenção) já não dobro nem estico o joelho, então não tenho arranque”, conta Jô, que admite um misto de sentimentos pelo fim antecipado.

“Ao mesmo tempo triste por ter parado, mas aliviado por não ter mais que passar por isso, pelas dores, ser forçado a jogar sem condições”, diz o ex-atacante, que disparou algumas cutucadas ao Azulão. “Não culpo o São Caetano, me deram auxílio, pagaram o tratamento, mas não tem aquela estrutura de time grande. No futebol é complicado, querem que você jogue, renda, difícil pensar no ser humano. Às vezes vê você com limitação, dor, mas precisa de você. Eu reclamava muito de dor nos treinos, chegava no doutor e dizia não ter condições. Isso me desgastou muito. Tinha dia que acordava e não conseguia colocar o pé no chão. Minha mãe tinha de ajudar a ir até o banho para soltar o joelho. Se tenho dificuldade até para dirigir, imagina jogar em alto nível”, compara.

Segundo o ex-jogador, a decisão de parar – tomada junto com a família, entre eles o irmão Mário Fernandes, ex-Grêmio e naturalizado russo (seleção pela qual deverá disputar a Copa do Mundo) – demorou a ser definida. “Me deram toda estrutura e suporte. Só você sabe a dor que está sentindo. Já vinha planejando (parar). É difícil, porque você se dedicou a vida toda para aquilo. Nunca fiz outra coisa, não estudei, não terminei o colégio. Me dediquei totalmente. Então fica o medo: se parar, o que vou fazer?”, conta. 

Aposentadoria faz colocar em prática o projeto Brothers MJ
Tão logo definiu a aposentadoria, Jô Fernandes mergulhou de cabeça em projeto com o irmão, Mário, e fundaram o Brothers MJ. A princípio, é um time – treinado pelo pai, também Mário – para ele, amigos e familiares se divertirem (por ora, disputam a FutLiga de Fut7), mas a ideia é ir mais longe. Sempre foi um sonho do meu irmão ter um time. Agora que parei, não queria ficar sem jogar, sem brincar. É projeto, por enquanto, para amigos e família. Mas um dia queremos trabalhar com crianças, escolinha. E, depois, filiar para jogar o campeonato municipal (de São Caetano). Estamos correndo atrás com o pensamento de crescer”, conta Jô.

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