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Empresários ficam divididos sobre fundo do FMI


Do Diário do Grande ABC

30/09/1999 | 11:52


O vice-presidente e coordenador do Grupo de Política Industrial da Federaçao das Indústrias de Sao Paulo (Fiesp), Roberto Nicolau Jeha, afirmou nesta quinta-feira que o Fundo Monetário Internacional (FMI) só poderá colocar suas políticas sociais em prática quando aceitar renegociar as dívidas dos países em desenvolvimento.

Já para o presidente da Associaçao Brasileira das Indústrias de Brinquedos (Abrinq), Sinésyo Batista da Costa, a mudança no rumo do FMI é positiva. Segundo ele, a cobrança da instituiçao nas questoes sociais obrigará o governo brasileiro a colocar em prática projetos engavetados imprescindíveis para a diminuiçao da miséria social. Batista Costa sugeriu ainda ao BNDES que siga o exemplo do FMI e condicione seus empréstimos a objetivos fixos.

As informaçoes sao da Agência O Globo.

Decisao - O ponto central da 54ª assembléia anual do FMI-Banco Mundial, que termina nesta quinta-feira, em Washington, foi a decisao de fortalecer os países pobres altamente endividados, com a criaçao de um fundo pelo FMI, observou o ministro da Fazenda, Pedro Malan, em entrevista à imprensa brasileira. A novidade é que, "para receber os empréstimos, esses países terao de cumprir metas de desempenho social, o que nao existia até agora", observou. Entre estas metas poderao estar o número de alunos matriculados em escolas primárias e a expectativa de vida, observou o diretor do Brasil no FMI, Murilo Portugal. "Houve um consenso nas reunioes do Comitê Interino e do Comitê de Desenvolvimento quanto à necessidade de combater a pobreza no mundo", acrescentou Portugal. Trata-se da iniciativa conhecida como HIPC (Hight Indebted Poor Countries).

Um fundo de US$ 14,5 bilhoes será criado pelo Fundo Monetário e instituiçoes multilaterais para permitir o abastimento da dívida dos países mais pobres. Os recursos serao do FMI, de doaçoes dos países desenvolvidos e da contribuiçao de 1,5 bilhao de SDRs de 89 países, principalmente dos desenvolvidos. Também de outras 56 naçoes em desenvolvimento e 10 países em transiçao (da Europa Oriental) participarao do fundo. O FMI entrará com 3,9 bilhoes de SDRs (Direitos Especiais de Saques, cujo valor é de US$ 1,37 por SDR), mediante uma operaçao com 14% das suas reservas em ouro, lançadas pela cotaçao de US$ 35 por onça, contra mais de US$ 280, hoje. Será uma operaçao de tesouraria. As reservas serao vendidas a países desenvolvidos, que empregarao os recursos para pagar compromissos com o FMI, sem que o ouro seja vendido em mercado. A decisao provocou a valorizaçao do ouro no mercado internacional, pois, simultaneamente, países ricos desistiram de vender reservas, como fez a Gra-Bretanha.

A reduçao da dívida beneficiará países como Guiana, Bolívia, Nicarágua, Honduras e Haiti, observou Portugal. Poderao entrar no programa naçoes cuja relaçao entre a dívida e as exportaçoes seja de 1,5 - ou seja, 150% das exportaçoes. Os critérios sao mais brandos do que aqueles que prevaleciam até agora. A formaçao do fundo atendeu a uma preocupaçao do Brasil e de outros países de que nao houvesse aumento do custo de empréstimos para naçoes em desenvolvimento. "Nao nos enganemos, porém, com soluçoes demagógicas", afirmou Malan. "Decisoes que tragam de volta o fenômeno inflacionário sao repudiadas no FMI e no Banco Mundial, pois a inflaçao é um imposto sobre os pobres". Qualquer política pretende manter a eficiência do gasto público, "sem fraude, corrupçao ou ineficiência".



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