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Estudo com remédio em S.Caetano reúne 74 pessoas

Lançado há um mês pelo governo federal, programa tinha meta de 500 voluntários


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

18/07/2020 | 00:01


Passado um mês do lançamento da campanha #500VoluntárioJá do governo federal, em São Caetano, com intuito de reunir 500 pessoas infectadas com a Covid-19 e dispostas a testar a eficácia do medicamento Annita – antiparasitário formulado pelo composto nitazoxanida – no combate à doença, apenas 74 pacientes participam do estudo na cidade do Grande ABC.

O programa foi estendido para Sorocaba, Barueri e Bauru, todas em São Paulo, além do Distrito Federal e Juiz de Fora (Minas Gerais). Procuradas pelo Diário, apenas Bauru respondeu que acompanha sete pacientes. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, responsável pelo estudo, foi procurado pela equipe de reportagem para atualizar as informações, mas não retornou os contatos.

Em São Caetano, 292 pessoas se interessaram pelo programa, destas, 99 testaram positivo para Covid-19, que é critério obrigatório, sendo que 25 desistiram do estudo. Entre os 74 pacientes que seguem tomando nitazoxanida está a técnica de enfermagem Izabella Cleffs Martins da Silva, 25 anos. A moradora do Santa Maria contou que dois dias depois do resultado confirmar a doença recebeu o medicamento e as orientações de como deveria proceder. “No dia 2 de julho voltei ao Hospital Albert Sabin para refazer os exames e, como estava curada, dia 12 já voltei ao trabalho”, comenta.

Izabella tomou nitazoxanida por cinco dias e cumpriu os 14 dias de quarentena, conforme orientada pelos médicos, que não recomendam o uso do remédio sem prescrição. “Os sintomas que tive eram da doença, mas nenhum do remédio. Fiquei sem olfato e paladar e tive muita dor de cabeça”, lembrou, afirmando que gostou de participar do estudo. “Houve acompanhamento presente por parte da equipe de saúde.”

CLOROQUINA
A SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) publicou ontem informe em que recomenda que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da Covid-19. O documento, assinado pelo presidente da instituição, o infectologista Clovis Arns da Cunha, e outros nove especialistas, cita dois estudos clínicos publicados quinta-feira e que atestam a ineficácia da medicação. 



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Estudo com remédio em S.Caetano reúne 74 pessoas

Lançado há um mês pelo governo federal, programa tinha meta de 500 voluntários

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

18/07/2020 | 00:01


Passado um mês do lançamento da campanha #500VoluntárioJá do governo federal, em São Caetano, com intuito de reunir 500 pessoas infectadas com a Covid-19 e dispostas a testar a eficácia do medicamento Annita – antiparasitário formulado pelo composto nitazoxanida – no combate à doença, apenas 74 pacientes participam do estudo na cidade do Grande ABC.

O programa foi estendido para Sorocaba, Barueri e Bauru, todas em São Paulo, além do Distrito Federal e Juiz de Fora (Minas Gerais). Procuradas pelo Diário, apenas Bauru respondeu que acompanha sete pacientes. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, responsável pelo estudo, foi procurado pela equipe de reportagem para atualizar as informações, mas não retornou os contatos.

Em São Caetano, 292 pessoas se interessaram pelo programa, destas, 99 testaram positivo para Covid-19, que é critério obrigatório, sendo que 25 desistiram do estudo. Entre os 74 pacientes que seguem tomando nitazoxanida está a técnica de enfermagem Izabella Cleffs Martins da Silva, 25 anos. A moradora do Santa Maria contou que dois dias depois do resultado confirmar a doença recebeu o medicamento e as orientações de como deveria proceder. “No dia 2 de julho voltei ao Hospital Albert Sabin para refazer os exames e, como estava curada, dia 12 já voltei ao trabalho”, comenta.

Izabella tomou nitazoxanida por cinco dias e cumpriu os 14 dias de quarentena, conforme orientada pelos médicos, que não recomendam o uso do remédio sem prescrição. “Os sintomas que tive eram da doença, mas nenhum do remédio. Fiquei sem olfato e paladar e tive muita dor de cabeça”, lembrou, afirmando que gostou de participar do estudo. “Houve acompanhamento presente por parte da equipe de saúde.”

CLOROQUINA
A SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) publicou ontem informe em que recomenda que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da Covid-19. O documento, assinado pelo presidente da instituição, o infectologista Clovis Arns da Cunha, e outros nove especialistas, cita dois estudos clínicos publicados quinta-feira e que atestam a ineficácia da medicação. 

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