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Ron Howard e Tom Hanks rebatem críticas a 'O Código Da Vinci'


Da AFP

17/05/2006 | 16:39


'O Código Da Vinci' é um filme de ficção e entretenimento, mas também pode estimular a imaginação e provocar o debate, o que é positivo", afirmou nesta quarta-feira, em Cannes, o diretor da polêmica obra baseada no best-seller homônimo e que, na noite de terça-feira, foi recebido com frieza pela crítica que o assistiu na sessão inaugural do 59º Festival de Cannes.

A crítica reunida na sala Debussy do Palácio dos Festivais, em Cannes, literalmente "crucificou" o filme: a primeira exibição de 'O Código Da Vinci' foi marcada por risos nos momentos cruciais e silêncio entrecortado por assobios e vaias no fim da apresentação.

Em coletiva de imprensa dada antes da estréia oficial da produção, Howard e seus atores, entre eles Tom Hanks, insistiram no fato de que o filme visa o entretenimento, mas que a discussão em torno de seu tema é positiva e que corresponde aos espectadores tirar suas próprias conclusões.

"O que importa é que o espectador pense. A vida está cheia de mistérios e nossa curiosidade e vontade de explorar são coisas positivas. Tudo o que estimula a curiosidade e o debate é positivo", enfatizou o diretor. Ron Howard relativizou as críticas. "Não li nenhuma crítica. Talvez em algumas haja qualificativos mais positivos".

Tom Hanks, por sua vez, também insistiu no fato de que 'O Código Da Vinci' é uma história de ficção. "Como espectador, aprecio duas coisas em um filme, que me agrade e me interesse, e que se possa discutir a respeito dele. Acho que este filme é uma ficção emocionante, mas não mudará a concepção que cada pessoa tem sobre o tema", acrescentou.

Indagado se acredita que Jesus tenha se casado com Madalena, o ator respondeu: "Não sei, eu não estava lá".

Paul Bettany, que interpreta o fanático monge assassino Silas, enfatizou que, quando comprou o livro de Dan Brown, o encontrou nas estantes de ficção da livraria e não na de teologia.

O britânico Ian McKellen (o historiador Leigh Teabing do filme) deu um toque de humor à coletiva ao afirmar que, já que a Igreja Católica tem problemas com a homossexualidade, 'O Código Da Vinci' pelo menos fornece uma prova contundente de que Jesus não era homossexual.

Só o ator francês Jean Reno (o comissário Bezu Fache) reconheceu que, apesar de trabalhar nesse filme ter sido "árduo por causa da controvérsia desatada", por outro lado "o ambiente de trabalho em equipe foi formidável".

Dan Brown, o autor do livro, não assistiu à coletiva de imprensa.

Igreja - Já os católicos se mostraram satisfeitos com as primeiras repercussões negativas do filme. Segundo o diretor da Signis, associação católica mundial para a comunicação, o filme desacredita as teses do livro hostis ao catolicismo, por isso as igrejas "não devem temer sua grandiloqüência, que é motivo de risos".

"Sou cinéfilo, mas não acredito sequer um segundo o que o livro estabelece; o filme não dá a menor credibilidade a isso", afirmou Marc Aellen. "O filme edulcorou totalmente o livro. Por razões econômicas os produtores não têm interesse em comprar a inimizade do público potencial e do público católico, que é um público importante nos Estados Unidos", acrescentou.

Por fim, a Opus Dei, corrente conservadora da Igreja Católica, lamentou nesta quarta-feira que a empresa japonesa Sony, produtora do filme, não tenha cumprido com seu Código de Conduta e com os "compromissos que estabeleceu com a sociedade", reiterando a "penosa falta de respeito" do longa-metragem.

A principal queixa da Opus Dei diz respeito ao fato de a Sony não ter alertado aos espectadores do filme que o mesmo se trata de uma obra de "pura ficção".

Após insistir que o filme "mantém cenas falsas, injustas e ofensivas para os cristãos", a Opus Dei, afirmou em um comunicado que "o pedido de corresponde aos compromissos que a Sony firmou com a sociedade".

Segundo a Opus Dei, o Código de Conduta da Sony, aprovado no dia 28 de maio de 2003, contém um artigo no afirma que "o pessoal da Sony deve ser cuidadosamente respeitoso em relação às diferenças culturais e regionais no cumprimento de seus deveres".

Para a Opus Dei, as normas de comportamento dessa empresa dão a entender que "ninguém pode expressar insultos raciais ou religiosos, nem zombarias e outros comentários".

"Os dirigentes da Sony manifestaram reiteradas vezes esse compromisso, embora suas declarações sejam desmentidas pela penosa falta de respeito que supõe o filme para com centenas de milhões de cristãos", considera a organização religiosa.

’O Código Da Vinci' estréia nesta quarta-feira na França e será lançado mundialmente na sexta-feira.



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Ron Howard e Tom Hanks rebatem críticas a 'O Código Da Vinci'

Da AFP

17/05/2006 | 16:39


'O Código Da Vinci' é um filme de ficção e entretenimento, mas também pode estimular a imaginação e provocar o debate, o que é positivo", afirmou nesta quarta-feira, em Cannes, o diretor da polêmica obra baseada no best-seller homônimo e que, na noite de terça-feira, foi recebido com frieza pela crítica que o assistiu na sessão inaugural do 59º Festival de Cannes.

A crítica reunida na sala Debussy do Palácio dos Festivais, em Cannes, literalmente "crucificou" o filme: a primeira exibição de 'O Código Da Vinci' foi marcada por risos nos momentos cruciais e silêncio entrecortado por assobios e vaias no fim da apresentação.

Em coletiva de imprensa dada antes da estréia oficial da produção, Howard e seus atores, entre eles Tom Hanks, insistiram no fato de que o filme visa o entretenimento, mas que a discussão em torno de seu tema é positiva e que corresponde aos espectadores tirar suas próprias conclusões.

"O que importa é que o espectador pense. A vida está cheia de mistérios e nossa curiosidade e vontade de explorar são coisas positivas. Tudo o que estimula a curiosidade e o debate é positivo", enfatizou o diretor. Ron Howard relativizou as críticas. "Não li nenhuma crítica. Talvez em algumas haja qualificativos mais positivos".

Tom Hanks, por sua vez, também insistiu no fato de que 'O Código Da Vinci' é uma história de ficção. "Como espectador, aprecio duas coisas em um filme, que me agrade e me interesse, e que se possa discutir a respeito dele. Acho que este filme é uma ficção emocionante, mas não mudará a concepção que cada pessoa tem sobre o tema", acrescentou.

Indagado se acredita que Jesus tenha se casado com Madalena, o ator respondeu: "Não sei, eu não estava lá".

Paul Bettany, que interpreta o fanático monge assassino Silas, enfatizou que, quando comprou o livro de Dan Brown, o encontrou nas estantes de ficção da livraria e não na de teologia.

O britânico Ian McKellen (o historiador Leigh Teabing do filme) deu um toque de humor à coletiva ao afirmar que, já que a Igreja Católica tem problemas com a homossexualidade, 'O Código Da Vinci' pelo menos fornece uma prova contundente de que Jesus não era homossexual.

Só o ator francês Jean Reno (o comissário Bezu Fache) reconheceu que, apesar de trabalhar nesse filme ter sido "árduo por causa da controvérsia desatada", por outro lado "o ambiente de trabalho em equipe foi formidável".

Dan Brown, o autor do livro, não assistiu à coletiva de imprensa.

Igreja - Já os católicos se mostraram satisfeitos com as primeiras repercussões negativas do filme. Segundo o diretor da Signis, associação católica mundial para a comunicação, o filme desacredita as teses do livro hostis ao catolicismo, por isso as igrejas "não devem temer sua grandiloqüência, que é motivo de risos".

"Sou cinéfilo, mas não acredito sequer um segundo o que o livro estabelece; o filme não dá a menor credibilidade a isso", afirmou Marc Aellen. "O filme edulcorou totalmente o livro. Por razões econômicas os produtores não têm interesse em comprar a inimizade do público potencial e do público católico, que é um público importante nos Estados Unidos", acrescentou.

Por fim, a Opus Dei, corrente conservadora da Igreja Católica, lamentou nesta quarta-feira que a empresa japonesa Sony, produtora do filme, não tenha cumprido com seu Código de Conduta e com os "compromissos que estabeleceu com a sociedade", reiterando a "penosa falta de respeito" do longa-metragem.

A principal queixa da Opus Dei diz respeito ao fato de a Sony não ter alertado aos espectadores do filme que o mesmo se trata de uma obra de "pura ficção".

Após insistir que o filme "mantém cenas falsas, injustas e ofensivas para os cristãos", a Opus Dei, afirmou em um comunicado que "o pedido de corresponde aos compromissos que a Sony firmou com a sociedade".

Segundo a Opus Dei, o Código de Conduta da Sony, aprovado no dia 28 de maio de 2003, contém um artigo no afirma que "o pessoal da Sony deve ser cuidadosamente respeitoso em relação às diferenças culturais e regionais no cumprimento de seus deveres".

Para a Opus Dei, as normas de comportamento dessa empresa dão a entender que "ninguém pode expressar insultos raciais ou religiosos, nem zombarias e outros comentários".

"Os dirigentes da Sony manifestaram reiteradas vezes esse compromisso, embora suas declarações sejam desmentidas pela penosa falta de respeito que supõe o filme para com centenas de milhões de cristãos", considera a organização religiosa.

’O Código Da Vinci' estréia nesta quarta-feira na França e será lançado mundialmente na sexta-feira.

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