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Ópera de Janácek é encenada pela primeira vez no País



17/08/2018 | 07:00


Uma mulher aprisionada pela opressão de uma sociedade conservadora - e uma outra responsável por garantir que as coisas permaneçam assim. Um duelo à altura das duas intérpretes que, a partir de hoje, interpretam Katia e Kabanicha na montagem da ópera Katia Kabanova, de Janácek, que estreia no Teatro São Pedro: as sopranos Gabriella Pace e Claudia Riccitelli, brasileiras radicadas há anos na Europa.

Estreada nos anos 1920, a ópera é um dos pontos mais altos da carreira de Janácek. É baseada na peça A Tempestade, de Aleksandr Ostrovsky, sobre uma mulher presa em um casamento opressivo que, após trair o marido, acaba se matando. É a estreia da ópera no Brasil, pelas mãos do maestro Ira Levin, que no começo dos anos 2000 já havia promovido a estreia brasileira de outra grande obra de Janácek, Jenufa; e do diretor cênico André Heller-Lopes.

"Katia tem nuances tão ricas", diz Gabriela. "É uma mulher reprimida, mas tão forte, uma personagem bem construída. E aborda uma questão fundamental, que é a revelação da mulher. É preciso ter em mente o quão fechada e conservadora era a sociedade descrita por Ostrosky para entender a medida do quão libertária Katia é ao resolver ser feliz e também a decisão de, no final da ópera, tirar a própria vida."

A ideia do pecado ronda a história. E encontra representação na antagonista de Katia, Kabanicha, sua sogra, vivida por Claudia Riccitelli, que volta aos palcos de ópera brasileiros depois de seis anos na Alemanha - e feliz por poder mostrar uma outra faceta. "Em carreira marcada pela interpretação de mocinhas, princesas, viver uma vilã pela primeira vez não é algo trivial", ela explica. "Kabanicha é a causa de desespero maior de Katia, é ela que defende as aparências, uma ideia de moral, bons costumes."

A produção também traz no elenco a mezzo-soprano Luisa Francesconi, que completa essa trilogia feminina ao viver Varvara, filha adotiva de Kabanicha; os tenores Eric Herrero, Juremir Vieira e Giovanni Tristacci; o barítono Vinicius Atique; o baixo Savio Sperandio e as sopranos Tati Helene e Fernanda Nagashima.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Ópera de Janácek é encenada pela primeira vez no País


17/08/2018 | 07:00


Uma mulher aprisionada pela opressão de uma sociedade conservadora - e uma outra responsável por garantir que as coisas permaneçam assim. Um duelo à altura das duas intérpretes que, a partir de hoje, interpretam Katia e Kabanicha na montagem da ópera Katia Kabanova, de Janácek, que estreia no Teatro São Pedro: as sopranos Gabriella Pace e Claudia Riccitelli, brasileiras radicadas há anos na Europa.

Estreada nos anos 1920, a ópera é um dos pontos mais altos da carreira de Janácek. É baseada na peça A Tempestade, de Aleksandr Ostrovsky, sobre uma mulher presa em um casamento opressivo que, após trair o marido, acaba se matando. É a estreia da ópera no Brasil, pelas mãos do maestro Ira Levin, que no começo dos anos 2000 já havia promovido a estreia brasileira de outra grande obra de Janácek, Jenufa; e do diretor cênico André Heller-Lopes.

"Katia tem nuances tão ricas", diz Gabriela. "É uma mulher reprimida, mas tão forte, uma personagem bem construída. E aborda uma questão fundamental, que é a revelação da mulher. É preciso ter em mente o quão fechada e conservadora era a sociedade descrita por Ostrosky para entender a medida do quão libertária Katia é ao resolver ser feliz e também a decisão de, no final da ópera, tirar a própria vida."

A ideia do pecado ronda a história. E encontra representação na antagonista de Katia, Kabanicha, sua sogra, vivida por Claudia Riccitelli, que volta aos palcos de ópera brasileiros depois de seis anos na Alemanha - e feliz por poder mostrar uma outra faceta. "Em carreira marcada pela interpretação de mocinhas, princesas, viver uma vilã pela primeira vez não é algo trivial", ela explica. "Kabanicha é a causa de desespero maior de Katia, é ela que defende as aparências, uma ideia de moral, bons costumes."

A produção também traz no elenco a mezzo-soprano Luisa Francesconi, que completa essa trilogia feminina ao viver Varvara, filha adotiva de Kabanicha; os tenores Eric Herrero, Juremir Vieira e Giovanni Tristacci; o barítono Vinicius Atique; o baixo Savio Sperandio e as sopranos Tati Helene e Fernanda Nagashima.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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