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Rodoanel: famílias saem sem indenização


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

09/08/2007 | 07:04


Nove famílias foram retiradas de suas casas na manhã de ontem, no Jardim Santos Dumont, em São Bernardo, para a construção do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas. As famílias alegam ter escritura dos imóveis e, mesmo assim, não receberam a indenização para sair.

A Dersa (Departamento de Estradas de Rodagem) – órgão estadual responsável pela obra do anel viário argumenta que os moradores contestaram os valores das indenizações dos imóveis e, por isso, o dinheiro foi depositado em juízo, até que se resolva o valor a ser pago.

A alegação das famílias é diferente. Elas dizem que nem todas questionaram os valores e mesmo as que aceitaram a proposta do Estado não foram ressarcidas.

“Às 9h, bateram na porta e disseram que a gente tinha de sair. Quem não tinha para onde ir, ia ficar na rua. Idosos seriam levados para um asilo e crianças, para um abrigo”, afirma a teleoperadora Andrea Tiozo, 33 anos.

“A gente trabalha, paga imposto e é tratado que nem cachorro. O pessoal da favela do Areião (onde também houve desapropriações) vai receber aluguel por seis meses e a gente tem que dormir na rua”, critica o motorista Ivanildo Félix da Costa, 44 anos.

Os moradores temiam que criminosos saqueassem as casas abandonadas. O problema foi vivenciado por donos que se anteciparam à desapropriação e deixaram seus imóveis dias antes. Vasos sanitários, janelas e portas foram levados.

ABRIGO

De acordo com nota divulgada pela Dersa, os moradores não têm escritura dos imóveis. O órgão desmentiu que os funcionários tenham dito às famílias que os idosos iriam para asilos e as crianças para abrigos.

A Dersa não revelou quantas pessoas já foram desalojadas. Até 2010, serão 2,8 mil. Não revelou também quais serão os próximos bairros onde haverá desapropriação.

A obra está orçada em R$ 4 bilhões. São 53,7 quilômetros entre Mauá e Embu, passando por Santo André, São Bernardo e Ribeirão Pires.



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