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Vettel, Vettel e Vettel; o precoce piloto da F-1


Thiago Postigo Silva
Do Diário do Grande ABC

26/11/2012 | 07:01


Recordes são feitos para serem ultrapassados, mesmo que um deles seja do saudoso Ayrton Senna. Ontem, ao conquistar o título da temporada 2013 da Fórmula 1, o alemão Sebastian Vettel se tornou o mais jovem tricampeão da história da categoria.

O brasileiro alcançou três títulos em 1991, aos 31 anos - os outros foram em 1988 e 1990. Já o alemão chegou ao tricampeonato ontem, com apenas 25 anos.

Para ter ideia da dimensão do feito de Vettel e o que ele ainda pode alcançar, o compatriota Michael Schumacher, heptacampeão mundial, garantiu o terceiro título apenas aos 31 anos.

Os números impressionantes de Vettel vão além do imaginário. O precoce piloto ainda é o mais jovem a participar de treino oficial, a marcar pontos, a vencer uma corrida, a conquistar um título, e depois, dois, e agora, três.

Ele também entrou para o seleto grupo, que conta apenas com Schumacher e o lendário argentino Juan Manuel Fangio - pentacampeão - que se mantiveram insuperáveis por três anos seguidos.

No total, são 26 vitórias, 36 pole positions e 46 pódios. "É difícil imaginar o que está passando pela minha cabeça até para mim. Ainda estou cheio de adrenalina", destacou Vettel, logo após GP do Brasil.

Apesar dos números, os dois primeiros títulos de Vettel eram questionáveis e creditados ao projetista Adrian Newey, que teria desenvolvido um carro imbatível.

Mas, justamente neste ano, o alemão iniciou a temporada com resultados ruins, enquanto assistia ao bom desempenho das McLarens e da Ferrari de Fernando Alonso. Na reta final da temporada, porém, Vettel iniciou a reação e conquistou o título ontem, em uma prova de total superação.

Após início ruim, com queda para a 20ª posição, devido ao toque de Bruno Senna, ele reagiu com tranquilidade e experiência de veterano.

Com vantagem de 13 pontos para Alonso antes da prova, Vettel administrou, passou com calma e fechou a corrida com a pontuação necessária para o título.

"Foi corrida incrível. Quando você roda no começo e se vê indo para a direção contrária, não é o sentimento mais confortável", brincou. "Tive sorte por não ser atingido, mas o carro estava danificado e perdemos muita velocidade", ressaltou.

Obviamente, nem o melhor piloto ganha sem um bom carro. Vettel sabe disso e agradeceu à RBR, equipe que conquistou os seus três canecos. "Gostaria de agradecer a todos no circuito e na fábrica também. Não me sinto mais importante do que ninguém", frisou o modesto e precoce alemão.



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