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Contrato para novo caça será sueco, afirma Saab

Fabricante do caça Gripen afirma que se convenceu de que será a escolhida para equipar a Força Aérea Brasileira



02/11/2009 | 07:03


A Saab, empresa sueca fabricante do caça Gripen, afirma que se convenceu de que será a escolhida pelo Comando da Aeronáutica para equipar a Força Aérea Brasileira. "Oferecemos uma proposta que atende aos itens da Estratégia Nacional de Defesa, valorizando a transferência tecnológica com participação no desenvolvimento do projeto", disse o diretor geral da Saab, Bengt Janér.

Ele lembrou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que o Brasil não aceita mais comprar produtos de prateleira e que por isso optou pelo submarino francês de propulsão nuclear. "Seguindo este raciocínio o nosso produto é o que realmente oferece condições de preencher todos os requisitos da FAB, porque está em desenvolvimento e é um projeto novo em fase de concepção. Os outros dois são produtos de prateleira, exatamente como o ministro Jobim diz que o Brasil não quer."

Segundo o brigadeiro, o Gripen tem "dez anos de modernidade à frente de qualquer concorrente e é mais eficiente, mais leve, mais econômico, e mais barato. E é o único que será verdadeiramente produzido na Embraer".

Na reta final para o anúncio do governo, a guerra de lobbies está cada dia mais forte e as empresas concorrentes apresentam novos atrativos no pacote de compra de 36 caças. Até o final do mês de novembro a avaliação pela Comissão da FAB estará concluída. Depois, será encaminhada para o Ministério da Defesa.

Bengt Janér afirmou que a Suécia está se comprometendo a estudar a possibilidade de adquirir entre oito e 12 aviões KC-390, que serão produzidos pela Embraer e ficarão prontos em 2015. O KC-390 substituiria os oito aviões Hércules que a força aérea sueca possui e que precisam ser trocados nos próximos anos. Ele informou também que, como a Saab é responsável pelo treinamento do governo sueco, a empresa "se compromete a usar o Super Tucano de Embraer para treinar seu pessoal, adaptando-o ao Gripen". A Saab quer ainda usar o cockpit do Gripen no Super Tucano.

À Embraer, a Saab oferece ser "co-proprietária do programa" do novo Gripen. "Será uma parceria efetivamente estratégica, compartilhando propriedade intelectual", disse Bengt, acrescentando que o projeto sueco "é o único que oferecerá propriedade e não apenas acesso ao código fonte da aeronave porque o projeto será desenvolvido em conjunto com a Embraer".

Presidente chama para si a escolha
Americanos, franceses e suecos disputam o contrato para a compra de 36 caças, avaliado em US$ 4 bilhões. Apesar de a disputa ainda não ter terminado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou a preferência pelos caças franceses Rafale. No feriado de 7 de setembro, o presidente francês Nicolas Sarkozy esteve no Brasil como convidado de honra e aproveitou para fazer lobby. "Estamos no bom caminho, temos uma relação de confiança", afirmou Lula à época. Após visita, o presidente declarou que a decisão sobre a compra dos aviões seria "política e estratégica" e exclusiva do presidente da República "e de ninguém mais".

Entre as propostas que definirão o vencedor, está a transferência de tecnologia, até o momento, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ofereceu a alternativa e também a empresa sueca. No entanto, na balança pesa o fato de o presidente francês ter enviado carta ao Brasil confirmando a transferência e a oficialização da situação na visita de setembro.

Para diminuir a preferência dos franceses, o vice-ministro de Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, visitou o ministro brasileiro, Nelson Jobim, e comprometeu-se: além da transferência de tecnologia, apresentará valor 50% menor dos caças do que o oferecido pelos concorrentes. Tecnicamente, o custo menor se explica pelo jato ser monoturbina - os outros dois concorrentes são biturbina - e o modelo estar em fase de projeto, o que permite planejá-lo para ter custo inferior.

Para não perder o ‘cliente', a Aeronáutica informa que o governo francês assumiu o compromisso de que a empresa Dassault irá ofertar o caça Rafale com o mesmo preço que cobra às próprias Forças Armadas da França. (Das Agências)



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Contrato para novo caça será sueco, afirma Saab

Fabricante do caça Gripen afirma que se convenceu de que será a escolhida para equipar a Força Aérea Brasileira


02/11/2009 | 07:03


A Saab, empresa sueca fabricante do caça Gripen, afirma que se convenceu de que será a escolhida pelo Comando da Aeronáutica para equipar a Força Aérea Brasileira. "Oferecemos uma proposta que atende aos itens da Estratégia Nacional de Defesa, valorizando a transferência tecnológica com participação no desenvolvimento do projeto", disse o diretor geral da Saab, Bengt Janér.

Ele lembrou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que o Brasil não aceita mais comprar produtos de prateleira e que por isso optou pelo submarino francês de propulsão nuclear. "Seguindo este raciocínio o nosso produto é o que realmente oferece condições de preencher todos os requisitos da FAB, porque está em desenvolvimento e é um projeto novo em fase de concepção. Os outros dois são produtos de prateleira, exatamente como o ministro Jobim diz que o Brasil não quer."

Segundo o brigadeiro, o Gripen tem "dez anos de modernidade à frente de qualquer concorrente e é mais eficiente, mais leve, mais econômico, e mais barato. E é o único que será verdadeiramente produzido na Embraer".

Na reta final para o anúncio do governo, a guerra de lobbies está cada dia mais forte e as empresas concorrentes apresentam novos atrativos no pacote de compra de 36 caças. Até o final do mês de novembro a avaliação pela Comissão da FAB estará concluída. Depois, será encaminhada para o Ministério da Defesa.

Bengt Janér afirmou que a Suécia está se comprometendo a estudar a possibilidade de adquirir entre oito e 12 aviões KC-390, que serão produzidos pela Embraer e ficarão prontos em 2015. O KC-390 substituiria os oito aviões Hércules que a força aérea sueca possui e que precisam ser trocados nos próximos anos. Ele informou também que, como a Saab é responsável pelo treinamento do governo sueco, a empresa "se compromete a usar o Super Tucano de Embraer para treinar seu pessoal, adaptando-o ao Gripen". A Saab quer ainda usar o cockpit do Gripen no Super Tucano.

À Embraer, a Saab oferece ser "co-proprietária do programa" do novo Gripen. "Será uma parceria efetivamente estratégica, compartilhando propriedade intelectual", disse Bengt, acrescentando que o projeto sueco "é o único que oferecerá propriedade e não apenas acesso ao código fonte da aeronave porque o projeto será desenvolvido em conjunto com a Embraer".

Presidente chama para si a escolha
Americanos, franceses e suecos disputam o contrato para a compra de 36 caças, avaliado em US$ 4 bilhões. Apesar de a disputa ainda não ter terminado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou a preferência pelos caças franceses Rafale. No feriado de 7 de setembro, o presidente francês Nicolas Sarkozy esteve no Brasil como convidado de honra e aproveitou para fazer lobby. "Estamos no bom caminho, temos uma relação de confiança", afirmou Lula à época. Após visita, o presidente declarou que a decisão sobre a compra dos aviões seria "política e estratégica" e exclusiva do presidente da República "e de ninguém mais".

Entre as propostas que definirão o vencedor, está a transferência de tecnologia, até o momento, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ofereceu a alternativa e também a empresa sueca. No entanto, na balança pesa o fato de o presidente francês ter enviado carta ao Brasil confirmando a transferência e a oficialização da situação na visita de setembro.

Para diminuir a preferência dos franceses, o vice-ministro de Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, visitou o ministro brasileiro, Nelson Jobim, e comprometeu-se: além da transferência de tecnologia, apresentará valor 50% menor dos caças do que o oferecido pelos concorrentes. Tecnicamente, o custo menor se explica pelo jato ser monoturbina - os outros dois concorrentes são biturbina - e o modelo estar em fase de projeto, o que permite planejá-lo para ter custo inferior.

Para não perder o ‘cliente', a Aeronáutica informa que o governo francês assumiu o compromisso de que a empresa Dassault irá ofertar o caça Rafale com o mesmo preço que cobra às próprias Forças Armadas da França. (Das Agências)

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