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Racha no PT de S.Caetano se acentua


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

14/02/2009 | 07:00


O PT de São Caetano, que ainda tenta se recuperar da derrota na eleição de 2008, tem mais uma celeuma para resolver nos próximos dias. Uma carta formulada por parte da executiva do partido e distribuída aos filiados causou mais uma polêmica no já conturbado ambiente interno da legenda.

No documento, a sigla crava oposição ao governo do prefeito José Auricchio Júnior (PTB), criticando nove situações do Executivo consideradas ineficientes, numa espécie de resposta às declarações do único vereador eleito pelo PT, Edgar Nóbrega. O parlamentar mantém postura independente, mas sua relação com a administração petebista tem sido cada vez mais próxima - participou de reunião no Palácio da Cerâmica e esteve nas duas inaugurações promovidas pela Prefeitura nessa semana.

"Não há a possibilidade de irmos para outro rumo. Meu mandato olha para a cidade. Estou à vontade", sustenta o vereador, que classifica a mensagem como "destemperada".

Seis integrantes da executiva estabeleceram as diretrizes da carta, numa reunião realizada na quinta-feira. Eles foram a maioria simples dos 11 componentes da direção petista e são ligados a Ricardo Rios, segundo candidato a vereador mais votado da legenda no pleito do ano passado.

Os outros cinco dirigentes do partido não reconhecem a legalidade do encontro, tampouco as deliberações efetuadas. A alegação é que, segundo o estatuto da sigla, são necessários dois terços (no caso, 7 de 11) para convocação de reunião extraordinária, já que a plenária normativa estava marcada para o dia 28. "Não quero condenar ninguém, mas eu não reconheço esses atos", pontua o presidente municipal do PT, Edison Bernardes.

Já o grupo que convocou a assembleia argumenta que a atividade foi a primeira do ano, o que não caracteriza sessão extra e, portanto, seria necessária maioria simples da executiva (6 de 11, conforme ocorreu) para o chamamento do encontro. "O evento do dia 28 foi destituído", avisa Ricardo Rios, secretário de organização da legenda, ao observar que cópias do documento foram enviadas para a direção petista da macrorregião e para o diretório estadual.

Na pauta da polêmica plenária também foi aprovada a saída do secretário-geral Mário Gomes, que será substituído por Hugo Biagi. A substituição é outro ponto de controvérsia entre as duas alas do partido. O imbróglio deve acarretar conflitos ideológicos seqüentes no partido. Não está descartada uma intervenção de instâncias superiores do PT.



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