Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 26 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Telefônica é líder em reclamações na região


Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

14/03/2006 | 07:44


A operadora Telefônica foi a empresa líder de reclamações em cinco dos sete Procons da região no ano passado. A AES Eletropaulo, Sulamérica, LG Eletrônicos, Vivo Telesp Celular, Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), Credicard e Fininvest são as outras empresas que compõem o topo do ranking de queixas nos Procons de cinco cidades da região. Os dados foram divulgados segunda-feira à tarde em coletiva no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. O Procon de São Caetano não esteve presente à coletiva.

Os principais problemas relativos à Telefônica são sobre cobranças acima da média com variação elevada dos pulsos e ligações de origem desconhecida. O Procon de Santo André ressalta que mesmo sendo a empresa líder do ranking, todas as 846 reclamações registradas foram atendidas. “O problema é que a empresa transformou o Procon em balcão de atendimento”, afirma Manoel Fernando Marques da Silva, diretor do Procon de Santo André. Segundo o diretor, se o consumidor vai direto a uma filial da empresa ou tenta solucionar seu problema por telefone não obtém êxito. Já se acionado o Procon, a empresa se mostra mais solícita.

Em Ribeirão Pires, a contagem das reclamações é separada por setor. Segundo a coordenadora do Procon da cidade, Maria Daniela Ramos, por esse motivo a Telefônica pode não se apresentar explicitamente entre os primeiros lugares. Segundo Maria Daniela, diariamente as pessoas ligam para relatar problemas de telefonia fixa. “Hoje (ontem), das 9h às 12h, foram sete ou oito pessoas que ligaram para reclamar da empresa.”

Em nota oficial, a Telefônica diz que os rankings divulgados tratam de números absolutos e desconsideram o tamanho da base de clientes da empresa – 12,5 milhões no Estado, 800 mil nas sete cidades da região. A Telefônica informou que muitos usuários também desconhecem o sistema de telefonia e não sabem, por exemplo, que durante o tempo de conexão discada à internet são cobrados pulsos.

A AES Eletropaulo foi a segunda empresa mais reclamada em Santo André. Em Diadema, aparece em terceiro lugar, caindo para a quarta colocação em São Bernardo. Das 329 queixas registradas em Santo André, 289 foram reclamações não-atendidas pela empresa. O método de abordagem dos técnicos da empresa aos consumidores, outra reclamação freqüente, foi alterado.

A terceira empresa mais reclamada em Santo André foi o plano de saúde Sulamérica. Em São Bernardo, a mesma empresa ocupou a quinta posição. Em Ribeirão Pires, foi a que mais queixas recebeu no setor de saúde. Procurada, a empresa preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Alegou que não teve acesso aos critérios de como foram elaboradas as reclamações.

Em São Bernardo, as quatro empresas mais reclamadas em 2005 dizem respeito a problemas com telefonias fixa e móvel. Depois da Telefônica, a LG Eletrônicos foi a vice-líder de queixas na cidade. De acordo com a advogada do Procon, Ângela Galuzzi, a maior parte das 117 reclamações direcionadas à empresa trata de problemas com celular. Desse número, 104 foram solucionadas e 13 não. A Vivo é a terceira empresa no ranking, com 93 queixas, das quais 69 foram solucionadas e 24 não.

Em Ribeirão Pires, o setor financeiro domina o ranking de queixas. Problemas referentes a parcelamento de dívidas e cancelamento de cartão não-solicitado são os mais comuns, segundo a coordenadora do Procon da cidade, Maria Daniela Ramos. Na área de produtos, os consumidores se queixam da demora no conserto dos aparelhos. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a empresa tem 30 dias para solucionar o problema, prazo muitas vezes não obedecido.

Em Rio Grande da Serra e Diadema, depois da telefonia fixa, vem o setor financeiro. As reclamações concentram-se na dificuldade em negociar parcelamento da dívida e na demora no atendimento ao cliente por telefone. O Procon de Diadema destacou ainda problemas no envio de cartão não-solicitado. O Procon de Mauá disse estar mudando de sistema e prometeu passar dados detalhados em 30 dias.


Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Telefônica é líder em reclamações na região

Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

14/03/2006 | 07:44


A operadora Telefônica foi a empresa líder de reclamações em cinco dos sete Procons da região no ano passado. A AES Eletropaulo, Sulamérica, LG Eletrônicos, Vivo Telesp Celular, Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), Credicard e Fininvest são as outras empresas que compõem o topo do ranking de queixas nos Procons de cinco cidades da região. Os dados foram divulgados segunda-feira à tarde em coletiva no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. O Procon de São Caetano não esteve presente à coletiva.

Os principais problemas relativos à Telefônica são sobre cobranças acima da média com variação elevada dos pulsos e ligações de origem desconhecida. O Procon de Santo André ressalta que mesmo sendo a empresa líder do ranking, todas as 846 reclamações registradas foram atendidas. “O problema é que a empresa transformou o Procon em balcão de atendimento”, afirma Manoel Fernando Marques da Silva, diretor do Procon de Santo André. Segundo o diretor, se o consumidor vai direto a uma filial da empresa ou tenta solucionar seu problema por telefone não obtém êxito. Já se acionado o Procon, a empresa se mostra mais solícita.

Em Ribeirão Pires, a contagem das reclamações é separada por setor. Segundo a coordenadora do Procon da cidade, Maria Daniela Ramos, por esse motivo a Telefônica pode não se apresentar explicitamente entre os primeiros lugares. Segundo Maria Daniela, diariamente as pessoas ligam para relatar problemas de telefonia fixa. “Hoje (ontem), das 9h às 12h, foram sete ou oito pessoas que ligaram para reclamar da empresa.”

Em nota oficial, a Telefônica diz que os rankings divulgados tratam de números absolutos e desconsideram o tamanho da base de clientes da empresa – 12,5 milhões no Estado, 800 mil nas sete cidades da região. A Telefônica informou que muitos usuários também desconhecem o sistema de telefonia e não sabem, por exemplo, que durante o tempo de conexão discada à internet são cobrados pulsos.

A AES Eletropaulo foi a segunda empresa mais reclamada em Santo André. Em Diadema, aparece em terceiro lugar, caindo para a quarta colocação em São Bernardo. Das 329 queixas registradas em Santo André, 289 foram reclamações não-atendidas pela empresa. O método de abordagem dos técnicos da empresa aos consumidores, outra reclamação freqüente, foi alterado.

A terceira empresa mais reclamada em Santo André foi o plano de saúde Sulamérica. Em São Bernardo, a mesma empresa ocupou a quinta posição. Em Ribeirão Pires, foi a que mais queixas recebeu no setor de saúde. Procurada, a empresa preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Alegou que não teve acesso aos critérios de como foram elaboradas as reclamações.

Em São Bernardo, as quatro empresas mais reclamadas em 2005 dizem respeito a problemas com telefonias fixa e móvel. Depois da Telefônica, a LG Eletrônicos foi a vice-líder de queixas na cidade. De acordo com a advogada do Procon, Ângela Galuzzi, a maior parte das 117 reclamações direcionadas à empresa trata de problemas com celular. Desse número, 104 foram solucionadas e 13 não. A Vivo é a terceira empresa no ranking, com 93 queixas, das quais 69 foram solucionadas e 24 não.

Em Ribeirão Pires, o setor financeiro domina o ranking de queixas. Problemas referentes a parcelamento de dívidas e cancelamento de cartão não-solicitado são os mais comuns, segundo a coordenadora do Procon da cidade, Maria Daniela Ramos. Na área de produtos, os consumidores se queixam da demora no conserto dos aparelhos. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a empresa tem 30 dias para solucionar o problema, prazo muitas vezes não obedecido.

Em Rio Grande da Serra e Diadema, depois da telefonia fixa, vem o setor financeiro. As reclamações concentram-se na dificuldade em negociar parcelamento da dívida e na demora no atendimento ao cliente por telefone. O Procon de Diadema destacou ainda problemas no envio de cartão não-solicitado. O Procon de Mauá disse estar mudando de sistema e prometeu passar dados detalhados em 30 dias.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;