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Grande ABC registra mais mortes que 9 Estados do País

Até ontem a região teve 6.023 óbitos; especialista diz que há variados fatores para explicar causa


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/04/2021 | 00:01


O número de mortes em decorrência do coronavírus no Grande ABC desde o início da pandemia já ultrapassou o registrado em nove Estados do País: Acre, Alagoas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

Em dados absolutos, a região totalizou, até ontem, 6.023 óbitos – cerca de 214 a cada 100 mil habitantes – números maiores que os do Rio Grande do Norte, por exemplo, que na mesma data havia computado 4.806 perdas, ou 136 a cada grupo de 100 mil habitantes.

Chama atenção o fato de a letalidade da Covid no Grande ABC ser maior do que a registrada no Estado de São Paulo e também no Brasil. Entre os 645 municípios paulistas, a taxa para cada 100 mil habitantes era de 184 ontem e, no Brasil, o número total era de 168. 

O infectologista Carlos Magno Fortaleza, do departamento de doenças tropicais da medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu e integrante do Comitê de Contingência do Estado, avalia que são diversos fatores que podem ter levado a região ao destaque negativo. “É provável que esse número seja uma grande mistura da dificuldade de fazer isolamento em área muito densamente habitada, com a entrada da variante e, naturalmente, a população não aderindo às medidas que já deveriam ser seguidas há muito tempo”, elencou o especialista. 

“Não é tão fácil a partir da mortalidade se determinar exatamente qual é a causa, porque é preciso avaliar diversos fatores. Um deles é a dificuldade no controle da incidência, ou seja, a própria ocorrência da Covid em regiões urbanas altamente densas, como é o caso do Grande ABC”, pontuou. 

Para o infectologista, o aumento de casos pode ser avaliado de acordo com a disponibilidade de assistência médica pública. “Em alguns Estados trata-se claramente de um reflexo das questões de assistência e da circulação da P1 (nova variante)”, exemplificou o especialista.

ATUALIZAÇÃO

O Grande ABC registrou mais 13 falecimentos por Covid-19 ontem, totalizando 6.023 vítimas – apenas as prefeituras de Santo André, São Bernado e São Caetano atualizaram os casos no fim de semana. Mais 283 diagnósticos foram confirmados, chegando a 164.208 infectados, dos quais 152.020 estão recuperados. 

No Estado, a soma é de 2.643.534 casos e 82.917 mortes, enquanto o País chegou aos números de 13.482.023 positivados e 353.137 óbitos.No mundo morreram 2.934.778 pessoas. 



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Grande ABC registra mais mortes que 9 Estados do País

Até ontem a região teve 6.023 óbitos; especialista diz que há variados fatores para explicar causa

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/04/2021 | 00:01


O número de mortes em decorrência do coronavírus no Grande ABC desde o início da pandemia já ultrapassou o registrado em nove Estados do País: Acre, Alagoas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

Em dados absolutos, a região totalizou, até ontem, 6.023 óbitos – cerca de 214 a cada 100 mil habitantes – números maiores que os do Rio Grande do Norte, por exemplo, que na mesma data havia computado 4.806 perdas, ou 136 a cada grupo de 100 mil habitantes.

Chama atenção o fato de a letalidade da Covid no Grande ABC ser maior do que a registrada no Estado de São Paulo e também no Brasil. Entre os 645 municípios paulistas, a taxa para cada 100 mil habitantes era de 184 ontem e, no Brasil, o número total era de 168. 

O infectologista Carlos Magno Fortaleza, do departamento de doenças tropicais da medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu e integrante do Comitê de Contingência do Estado, avalia que são diversos fatores que podem ter levado a região ao destaque negativo. “É provável que esse número seja uma grande mistura da dificuldade de fazer isolamento em área muito densamente habitada, com a entrada da variante e, naturalmente, a população não aderindo às medidas que já deveriam ser seguidas há muito tempo”, elencou o especialista. 

“Não é tão fácil a partir da mortalidade se determinar exatamente qual é a causa, porque é preciso avaliar diversos fatores. Um deles é a dificuldade no controle da incidência, ou seja, a própria ocorrência da Covid em regiões urbanas altamente densas, como é o caso do Grande ABC”, pontuou. 

Para o infectologista, o aumento de casos pode ser avaliado de acordo com a disponibilidade de assistência médica pública. “Em alguns Estados trata-se claramente de um reflexo das questões de assistência e da circulação da P1 (nova variante)”, exemplificou o especialista.

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O Grande ABC registrou mais 13 falecimentos por Covid-19 ontem, totalizando 6.023 vítimas – apenas as prefeituras de Santo André, São Bernado e São Caetano atualizaram os casos no fim de semana. Mais 283 diagnósticos foram confirmados, chegando a 164.208 infectados, dos quais 152.020 estão recuperados. 

No Estado, a soma é de 2.643.534 casos e 82.917 mortes, enquanto o País chegou aos números de 13.482.023 positivados e 353.137 óbitos.No mundo morreram 2.934.778 pessoas. 

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