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Idosa é agredida após reclamar de barulho feito por coletores de lixo

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradora do Valparaíso, recebeu soco após pedir silêncio; caminhão havia quebrado


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

11/04/2021 | 18:09


O que era para ser uma noite de sábado tranquila acabou no hospital. A dona de casa Sonia Maria Moreno Lima, 67 anos, moradora do bairro Valparaíso, em Santo André, estava prestes a ir dormir quando começou a ouvir barulho em frente da sua casa. O caminhão do lixo havia quebrado e os coletores aguardavam carro de apoio. "Eles faziam muito barulho e minha mãe já havia chamado a polícia para reclamar. Como não vieram ela saiu e pediu que fizessem silêncio. Quando ela entrou, um deles começou a esmurrar o portão e ela, na inocência, abriu. Foi quando tomou um soco no rosto", relata, emocionada, a filha, a cabeleireira Vanessa Lima Ferreira, 43, moradora da Vila Alpina.

No mesmo momento dona Sonia ligou para a outra filha, que avisou Vanessa. "Na hora a gente não pensa em nada, só em socorrer." Quando chegaram lá a polícia estava no local e os coletores de lixo haviam ido embora. "Os policiais disseram que não valia a pena fazer um boletim de ocorrência. Minha irmã levou minha mãe para o hospital e elas só saíram de lá mais de 4h. Minha mãe nem queria ir por causa do risco de pegar coronavírus. Ela fez tomografia, houve uma fratura no nariz. Os médicos pediram cinco dias para ver se será necessária cirurgia", conta Vanessa.

Segundo dona Sonia, enquanto esperavam a equipe de apoio por causa do caminhão quebrado, os coletores estavam consumindo bebida alcoólica. "Até quando cheguei lá para ver o que tinha acontecido com minha mãe o local estava cheirando a bebida", diz a cabeleireira. Sua mãe está em repouso e muito abalada emocionalmente. "Fazer esse tipo de coisa com uma mulher já é um absurdo. Ainda com uma idosa é inadmissível. Vamos pedir imagens do prédio da frente e comunicar a empresa, para que tomem providência contra o agressor", adianta Vanessa.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) respondeu, por nota, "que tomou conhecimento do caso na manhã deste domingo e imediatamente ligou para a família da vítima. A autarquia apurou que não houve nenhuma agressão por parte de funcionários da empresa terceirizada que presta serviços ao Semasa. A briga, que ocorreu após a moradora se incomodar com o barulho da troca de peças no caminhão de coleta, foi entre ela e uma pessoa que mora próximo à sua residência."



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Idosa é agredida após reclamar de barulho feito por coletores de lixo

Moradora do Valparaíso, recebeu soco após pedir silêncio; caminhão havia quebrado

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

11/04/2021 | 18:09


O que era para ser uma noite de sábado tranquila acabou no hospital. A dona de casa Sonia Maria Moreno Lima, 67 anos, moradora do bairro Valparaíso, em Santo André, estava prestes a ir dormir quando começou a ouvir barulho em frente da sua casa. O caminhão do lixo havia quebrado e os coletores aguardavam carro de apoio. "Eles faziam muito barulho e minha mãe já havia chamado a polícia para reclamar. Como não vieram ela saiu e pediu que fizessem silêncio. Quando ela entrou, um deles começou a esmurrar o portão e ela, na inocência, abriu. Foi quando tomou um soco no rosto", relata, emocionada, a filha, a cabeleireira Vanessa Lima Ferreira, 43, moradora da Vila Alpina.

No mesmo momento dona Sonia ligou para a outra filha, que avisou Vanessa. "Na hora a gente não pensa em nada, só em socorrer." Quando chegaram lá a polícia estava no local e os coletores de lixo haviam ido embora. "Os policiais disseram que não valia a pena fazer um boletim de ocorrência. Minha irmã levou minha mãe para o hospital e elas só saíram de lá mais de 4h. Minha mãe nem queria ir por causa do risco de pegar coronavírus. Ela fez tomografia, houve uma fratura no nariz. Os médicos pediram cinco dias para ver se será necessária cirurgia", conta Vanessa.

Segundo dona Sonia, enquanto esperavam a equipe de apoio por causa do caminhão quebrado, os coletores estavam consumindo bebida alcoólica. "Até quando cheguei lá para ver o que tinha acontecido com minha mãe o local estava cheirando a bebida", diz a cabeleireira. Sua mãe está em repouso e muito abalada emocionalmente. "Fazer esse tipo de coisa com uma mulher já é um absurdo. Ainda com uma idosa é inadmissível. Vamos pedir imagens do prédio da frente e comunicar a empresa, para que tomem providência contra o agressor", adianta Vanessa.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) respondeu, por nota, "que tomou conhecimento do caso na manhã deste domingo e imediatamente ligou para a família da vítima. A autarquia apurou que não houve nenhuma agressão por parte de funcionários da empresa terceirizada que presta serviços ao Semasa. A briga, que ocorreu após a moradora se incomodar com o barulho da troca de peças no caminhão de coleta, foi entre ela e uma pessoa que mora próximo à sua residência."

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