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Economia

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Se comércio fechar de novo, perda pode ser de R$ 13,4 bi

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caso pandemia obrigue retomar restrições, prejuízo no PIB deve dobrar em 6 meses


Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

13/06/2020 | 08:10


A primeira fase da retomada gradual do comércio da região tem início segunda-feira. Apesar de ser vista como alívio para a economia, a medida também traz incertezas e temor em relação ao aumento de casos de Covid-19, que pode ser causado por possíveis aglomerações e maior número de pessoas em circulação nas ruas. Se isso acontecer e os estabelecimentos precisarem fechar as portas novamente, a perda no PIB (Produto Interno Bruto) na região, acumulada na quarentena, pode dobrar e chegar a R$ 13,4 bilhões em seis meses.

A projeção foi feita pelo coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, a pedido do Diário. Atualmente, com três meses de quarentena, o PIB da região, estimado em R$ 112,04 bilhões para 2020, já perdeu em torno de R$ 6,7 bilhões, ou seja, seis pontos percentuais.

Os resultados levam em conta a estimativa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que prevê que a pandemia do coronavírus poderá resultar em perda de dois pontos percentuais no crescimento anual do PIB a cada mês de isolamento nas principais economias do mundo.

Como a perda das riquezas geradas nas sete cidades está ligada diretamente à quantidade de meses de isolamento, o especialista estimou o impacto do movimento em ‘W’ – processo de fecha, reabre e fecha – no comércio. Ou seja, se a população e os setores forem obrigados a retomar a quarentena, totalizando até seis meses de isolamento, a perda pode ser de até R$ 13,4 bilhões (ou 12% do PIB). “Nos aproximamos de três meses numa quarentena incompleta e problemática”, afirmou Conceição, citando os baixos índices de isolamento da população.

Ontem, por exemplo, de acordo com o Sistema de Monitoramento Inteligente do governo do Estado, esta taxa variava entre 43%, em Mauá, e 48%, em Ribeirão Pires (Diadema ficou em 44%, São Caetano em 46% e Santo André e São Bernardo, 47% cada).

“Para alguns especialistas em infectologia, os resultados de uma política de isolamento rígida e cumprida efetivamente pela maioria da população, por um período determinado, seguida do afrouxamento, poderia ter sido mais eficaz em termos de redução do número de infectados e mortes no País. Ao que parece, este argumento também é válido no campo econômico. O movimento em V (isolamento rígido seguido de abertura gradativa) traria menos perdas econômicas que o movimento em W”, disse.

Coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio também alertou para o agravamento no setor comercial, caso o processo de reabertura não seja mantido. “Acredito que possa haver aumento da incerteza por parte do consumidor, que tenderá a ficar ainda mais inseguro para voltar a circular nos estabelecimentos comerciais”, afirmou.

Para que isso não aconteça, as associações comerciais se esforçam nas orientações aos lojistas. “Estamos alertando que é necessário seguir todas as determinações legais e, ao mesmo tempo, garantir a permanência da atividade do comércio, sem prejuízo à saúde pública e à sociedade”, declarou o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura.

Presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Pedro Cia Júnior também afirmou que neste momento o mais importante é a informação dos empresários e a conscientização das pessoas. “O medo de voltar de fase é assustador. Precisamos, fazer essa reabertura com muita responsabilidade.”

Shoppings retomam nesta segunda-feira

Além do Grand Plaza, em Santo André, que já anunciou a retomada das atividades a partir de segunda-feira, mais centros de compra da região devem reabrir as portas no mesmo dia. Conforme decretos de flexibilização das prefeituras, os locais vão funcionar com horário restrito, das 16h às 20h, e com série de adequações para evitar aglomeração.

O Shopping Metrópole, em São Bernardo, terá abertura facultativa para os lojistas na primeira semana (15, data em que começa a funcionar, a 21 de junho), para que possam se organizar para a retomada definida para o dia 22.
Todos os colaboradores do Metrópole estão passando por testes de Covid-19, antes da abertura. “Bebedouros foram desativados, funcionando somente os que têm opção de encher garrafas. Foram instalados sensores nas cancelas do estacionamento, para que não tenha necessidade de toque no momento da entrada”, informou o shopping, que terá redução da capacidade de público em 20%.

Na mesma cidade, o Golden Square também se prepara para começar a atender os visitantes. Entre as principais medidas está a contratação de serviço especializado em desinfecção. Para auxiliar nas vendas dos lojistas, o shopping segue com o serviço de entregas por drive-thru, que acontece desde o Dia das Mães, assim como o delivery e o Retire Aqui. Com este último serviço, o cliente pode entrar em contato diretamente com a loja, efetuar a compra via WhatsApp ou loja virtual e optar por retirar o produto nos armários inteligentes disponíveis nas áreas de acesso do shopping. Basta usar o QR Code ofertado pela marca para destrancar a gaveta e ter acesso à compra.

No ParkShopping São Caetano, a administração informou que foi adotada rotina de assepsia em todas as dependências, aferição de temperatura nas entradas, uso obrigatório de máscaras e ampliação de pontos com dispensadores de álcool gel para receber os clientes no início da semana. Além disso, haverá demarcações no piso para orientar o distanciamento mínimo entre as pessoas e redução da capacidade de vagas nos estacionamentos.  



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Se comércio fechar de novo, perda pode ser de R$ 13,4 bi

Caso pandemia obrigue retomar restrições, prejuízo no PIB deve dobrar em 6 meses

Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

13/06/2020 | 08:10


A primeira fase da retomada gradual do comércio da região tem início segunda-feira. Apesar de ser vista como alívio para a economia, a medida também traz incertezas e temor em relação ao aumento de casos de Covid-19, que pode ser causado por possíveis aglomerações e maior número de pessoas em circulação nas ruas. Se isso acontecer e os estabelecimentos precisarem fechar as portas novamente, a perda no PIB (Produto Interno Bruto) na região, acumulada na quarentena, pode dobrar e chegar a R$ 13,4 bilhões em seis meses.

A projeção foi feita pelo coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, a pedido do Diário. Atualmente, com três meses de quarentena, o PIB da região, estimado em R$ 112,04 bilhões para 2020, já perdeu em torno de R$ 6,7 bilhões, ou seja, seis pontos percentuais.

Os resultados levam em conta a estimativa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que prevê que a pandemia do coronavírus poderá resultar em perda de dois pontos percentuais no crescimento anual do PIB a cada mês de isolamento nas principais economias do mundo.

Como a perda das riquezas geradas nas sete cidades está ligada diretamente à quantidade de meses de isolamento, o especialista estimou o impacto do movimento em ‘W’ – processo de fecha, reabre e fecha – no comércio. Ou seja, se a população e os setores forem obrigados a retomar a quarentena, totalizando até seis meses de isolamento, a perda pode ser de até R$ 13,4 bilhões (ou 12% do PIB). “Nos aproximamos de três meses numa quarentena incompleta e problemática”, afirmou Conceição, citando os baixos índices de isolamento da população.

Ontem, por exemplo, de acordo com o Sistema de Monitoramento Inteligente do governo do Estado, esta taxa variava entre 43%, em Mauá, e 48%, em Ribeirão Pires (Diadema ficou em 44%, São Caetano em 46% e Santo André e São Bernardo, 47% cada).

“Para alguns especialistas em infectologia, os resultados de uma política de isolamento rígida e cumprida efetivamente pela maioria da população, por um período determinado, seguida do afrouxamento, poderia ter sido mais eficaz em termos de redução do número de infectados e mortes no País. Ao que parece, este argumento também é válido no campo econômico. O movimento em V (isolamento rígido seguido de abertura gradativa) traria menos perdas econômicas que o movimento em W”, disse.

Coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio também alertou para o agravamento no setor comercial, caso o processo de reabertura não seja mantido. “Acredito que possa haver aumento da incerteza por parte do consumidor, que tenderá a ficar ainda mais inseguro para voltar a circular nos estabelecimentos comerciais”, afirmou.

Para que isso não aconteça, as associações comerciais se esforçam nas orientações aos lojistas. “Estamos alertando que é necessário seguir todas as determinações legais e, ao mesmo tempo, garantir a permanência da atividade do comércio, sem prejuízo à saúde pública e à sociedade”, declarou o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura.

Presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Pedro Cia Júnior também afirmou que neste momento o mais importante é a informação dos empresários e a conscientização das pessoas. “O medo de voltar de fase é assustador. Precisamos, fazer essa reabertura com muita responsabilidade.”

Shoppings retomam nesta segunda-feira

Além do Grand Plaza, em Santo André, que já anunciou a retomada das atividades a partir de segunda-feira, mais centros de compra da região devem reabrir as portas no mesmo dia. Conforme decretos de flexibilização das prefeituras, os locais vão funcionar com horário restrito, das 16h às 20h, e com série de adequações para evitar aglomeração.

O Shopping Metrópole, em São Bernardo, terá abertura facultativa para os lojistas na primeira semana (15, data em que começa a funcionar, a 21 de junho), para que possam se organizar para a retomada definida para o dia 22.
Todos os colaboradores do Metrópole estão passando por testes de Covid-19, antes da abertura. “Bebedouros foram desativados, funcionando somente os que têm opção de encher garrafas. Foram instalados sensores nas cancelas do estacionamento, para que não tenha necessidade de toque no momento da entrada”, informou o shopping, que terá redução da capacidade de público em 20%.

Na mesma cidade, o Golden Square também se prepara para começar a atender os visitantes. Entre as principais medidas está a contratação de serviço especializado em desinfecção. Para auxiliar nas vendas dos lojistas, o shopping segue com o serviço de entregas por drive-thru, que acontece desde o Dia das Mães, assim como o delivery e o Retire Aqui. Com este último serviço, o cliente pode entrar em contato diretamente com a loja, efetuar a compra via WhatsApp ou loja virtual e optar por retirar o produto nos armários inteligentes disponíveis nas áreas de acesso do shopping. Basta usar o QR Code ofertado pela marca para destrancar a gaveta e ter acesso à compra.

No ParkShopping São Caetano, a administração informou que foi adotada rotina de assepsia em todas as dependências, aferição de temperatura nas entradas, uso obrigatório de máscaras e ampliação de pontos com dispensadores de álcool gel para receber os clientes no início da semana. Além disso, haverá demarcações no piso para orientar o distanciamento mínimo entre as pessoas e redução da capacidade de vagas nos estacionamentos.  

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